
Ah! Como é boa a sensação de estar apaixonado e ser correspondido. Como é bom amar! Para quem está nessa situação, a poesia de Luís de Camões parece ser uma benção aos ouvidos: "o amor é um fogo que arde sem se ver".
Segundo a Wikipedia, a palavra amor vem do latim amor e significa afeição, compaixão, misericórdia, atração, paixão, inclinação, querer bem, satisfação, conquista, libido, desejo, etc. "O conceito mais popular de amor envolve, de modo geral, a formação de um vínculo emocional com alguém, ou com algum objeto que seja capaz de receber este comportamento amoroso e alimentar as estimulações sensoriais e psicológicas necessárias para a sua manutenção e motivação." Ufa! O amor já é complicado desde a sua definição.
Eu gosto de encarar o amor como algo essencial para termos uma razão pela qual viver. O amor é essencial para o ser humano conseguir viver. Daí vem a frase que diz: "o amor é que move o mundo". Indo mais além, digo também que a falta de amor, o ódio, também move o mundo como podem testemunhar os palestinos e israelenses. O amor nos leva a fazer coisas absolutamente irracionais e isso é prejudicial a depender da forma de pensar de quem está amando. Quando estamos apaixonados, não há distância e nem obstáculos que nos impeçam de nos aproximar de nossa pessoa amada e ficar junto a ela. Por outro lado, os mais psicologicamente frágeis podem criar mecanismos de manter a pessoa amada constantemente ao lado para acompanhar cada passo dado e assim não correr o risco de ser traído. Esse tipo de amor (doentio) não é aceito por algumas pessoas mas não deixa assim mesmo de ser amor.
Do ponto de vista antropológico, devemos nos casar (acasalar também serve no contexto) e constituir uma família para a perpetuação dos nosso código genético. São raros os casais que não possuem filhos - desconsiderando os que não podem gerar filhos por algum problema biológico. Nossos filhos, frutos de um trabalho sexual feito com amor, são a continuação da nossa espécie. Sem os filhos, é como se nós mesmos ficássemos perdidos na história humana e sem a possibilidade de continuação de nossa cultura e tradição ao longo do tempo.
Incluindo uma perspectiva financeira e econômica, um casamento é uma forma de sociedade em que o capital de giro é alimentado pela renda fixa mensal de uma ou das duas partes - no Brasil, ainda não é permitida uma sociedade conjugal com mais de dois indivíduos. Uma pessoa sozinha pode precisar de duas vezes mais tempo para acumular a mesma riqueza que poderia acumular se casasse com uma pessoa. Casando, a chance de acumular mais riqueza aumenta e cresce exponencialmente quando o dinheiro é investido corretamente. Um dos maiores motivos de brigas entre casais é justamente com relação ao dinheiro. Como em toda sociedade, nenhuma das partes pode fraquejar e deixar o plano financeiro do casal ir "por água abaixo". Tem que se manter firme no planejamento e ajustá-lo conforme as necessidades que virão.
Quem não se associa a outra pessoa para compartilhar o amor ainda assim não pode deixar de amar. Os solteirões convictos frequentemente criam um animal de estimação para completar essa lacuna. O amor é essencial e eles precisam ter algo para amar, não necessariamente tem que ser outra pessoa. Há solteiros que preferem amar o seu carro, ou a sua televisão, e passar todos os seus finais de semana viajando ou assistindo canais da TV fechada. O amor deles é válido desde que não prejudiquem as suas vidas. A partir do momento que isso gere depressão ou outra doença psicológica, está na hora de parar de amar coisas e passar a amar pessoas.
Por fim, cada um deve procurar a sua forma de inserir o amor em sua vida. O amor é o que basta para qualquer pessoa sentir-se motivada, feliz e realizada. Quando a humanidade colocar o amor acima de todas as outras coisas, o mundo poderá ser um local melhor para vivermos em paz.
NOTA: Charge do Laerte, encontrada em algum lugar da internet que eu nem me lembro mais.