quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Horns Rev

Imagem do parque eólico Horns RevEsta imagem que vocês estão vendo acima é uma vista do Horns Rev Wind Farm, o maior parque eólico do mundo. Fica no Mar do Norte na Dinamarca, a mais ou menos 20 km da costa, e é parte do projeto de redução de poluição desse país. As turbinas deste parque eólico geram 160 MW de eletricidade desde 2002, quando foi inaugurado, e tem previsão de chegar a 4000 MW em 2030, quando estiver plenamente concluído.

Visão aérea do parque eólicoA energia eólica é uma alternativa limpa para a geração de eletricidade, por ser não-poluente e infinita. Historicamente, a geração de energia eólica sempre foi feita em terra. Uma das dificuldades neste tipo de energia é encontrar uma região que sopre ventos regulares e fortes para manter a geração de eletricidade constante e de qualidade. Em áreas do mar, próximo à costa, os ventos possuem essas características e os engenheiros perceberam que isso seria bom para a geração deste tipo de energia.

Cada turbina é composta de uma hélice de 80 metros de diâmetro, colocadas a 70 metros de altura, pesando 439 toneladas. Elas estão afundadas a 14 metros sob a água e distam entre si de 560 metros. A área total do parque é de 20 km² e custou 270 milhões de euros.

Detalhes da estrutura interna de uma turbina

Com o tamanho da costa brasileira, dava pra fazer vários parques desse e esquecer o projeto de energia termo-nuclear que nosso país quer implantar nos próximos anos. E com um custo bem parecido!

domingo, 25 de novembro de 2007

Voltando aos tempos dos bons computadores

Imagem do Gradiente MSX Expert
Quando eu iniciei meu primeiro contato com um computador, foi um Gradiente MSX Expert que meu tio Carlos me deu quando eu tinha aproximadamente 10 anos de idade.

Este computador tinha um incrível processador Z80-A de 8 bits, clock de 3,58 MHz, 64 KB de memória RAM (expansível até 256 KB), dois slots para cartucho ROM, e saídas para monitor de TV e leitor de fitas K7. Tinha também 32 KB de memória ROM, na qual estavam instalados o sistema operacional e o interpretador MSX-BASIC.

O concorrente da época para o MSX era o Hotbit, da Sharp. Ambos possuiam as mesmas características, diferindo apenas em pequenos detalhes de design e slots.

Eu me desfiz deste MSX pouco tempo depois que entrei na faculdade, quando outro tio me deu um 486 DX2 como parte de pagamento de um favor que meu pai fez para ele. Quando eu vi a diferença entre usar o Windows com um mouse e ficar digitando comandos no teclado (o MSX nem tinha mouse), nem pensei duas vezes.

Para resgatar parte da nostalgia daqueles tempos, achei na Internet algumas fotos da época. Vou tentar explicá-las à medida que serão apresentadas. Passe o mouse em cima delas e um texto alternativo descreverá o que cada uma exibe. Clicando em cima, você ampliará a foto.

Uma secretária, de sainha, opera uma estação de trabalho no escritório.
Operadores de mainframe trabalhando. Observe o cara ao fundo trocando as fitas magnéticas de dados.
Outra secretária, mais comportada, operando um microcomputador mais moderno.


Crianças, numa escola americana, usando um microcomputador muito parecido com o Hotbit. Observe que o vídeo é mostrado numa televisão.

Esta foto apareceu na revista MSX que era publicada na época. Era parte de um anúncio publicitário do Hotbit. Observe o tamanho do Hotbit sendo transportado pelo rapaz. Observe também o aparelho de fitas K7 usado para ler e armazenar informações gravadas nas fitas magnéticas.

A secretária exibindo um disquete de 5 1/4 '', novidade na época e alternativa às fitas K7. Era a tecnologia avançando em benefício das grandes empresas.
Alunos de uma faculdade de informática, provavelmente tendo aula de linguagem Fortran ou Pascal.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Ateísmo

Esse meu post pode gerar uma polêmica muito grande na área de comentários mas, mesmo assim, decidi escrevê-lo. Antes de lê-lo, aviso-lhe, leitor, que eu sou ateu mas não concordo com discriminação ou perseguição político-religiosa de qualquer natureza. Cada um é livre para pensar como quiser e eu não obrigo ninguém, nem tento convencer, a pensar igual a mim. "Cada um é o único responsável pelos seus atos" (O pequeno príncipe).

Etimologicamente, a palavra ateu é formada pelo prefixo a, que significa negação, e o sufixo teu, derivado do radical grego theós, que significa divindade, ou Deus. Ateu é aquele que não acredita na existência de qualquer divindade, Deus ou deuses. O sufixo ismo denota doutrina, escola, corrente filosófica ou princípio artístico, político ou religioso. Sendo assim, ateísmo é a crença na inexistência de qualquer Deus. Uma religião afirma coisas; o ateísmo, em geral, critica coisas.

A escolha certa sempre é aquela que nos faz feliz ou, pelo menos, nos ajuda a enfrentar a vida. Adotar uma religião é positivo se os efeitos em nossa vida são positivos. Religiões nos trazem esperança, nos convencem de que há justiça no universo. Uma religião nos ensina de que seremos recompensados pelo bem que fazemos e punidos pelo mal.

Ateus não seguem dogmas. Fazem o que lhes parece certo porque é certo, e não porque "está escrito" ou porque esperam uma recompensa em outra vida, muito menos porque têm medo do inferno. Embora tenham defeitos como todo ser humano, estão livres para ser mais tolerantes em relação ao que os outros pensam, porque acham que opinião própria é o direito de cada um.

Religiões oferecem respostas a todas as dúvidas e regras de conduta para qualquer ocasião. Ateus têm que pensar mais ceticamente e tirar suas próprias conclusões, o que os ajuda a refletir melhor e mais profundamente antes de decidir. Muitos preferem a segurança de um dogma à incerteza de uma busca por respostas. É por isto que não se deve tentar ”desconverter” as pessoas. Quando, e se, elas estiverem prontas, irão procurar respostas fora de sua religião.

Ateus devem se policiar para não repetir os erros dos fanáticos religiosos. Devem respeitar as escolhas dos crentes, por mais obtusas que lhes pareçam. Os estereótipos do “ateu revoltado e perverso” e do “ateu sem moral e sem limites”, são frutos de pessoas adeptas do ateísmo que não compreenderam ainda o conceito de livre arbítrio. Os ateus mais conscientes procuram justamente mostrar o contrário: que são honestos, compreensivos e cheios de valores éticos.

Aos poucos, e com cuidado para evitar a rejeição, os ateus procuram despertar nos religiosos a consciência de que a “verdade” deles não é a única; que é possível ser feliz e decente sem um Deus. Se todos fossem iguais, o mundo seria um tédio.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Simplicidade voluntária

Logo da Simple Living NetworkViver com simplicidade é cultivar valores e práticas em que a essência da vida está nos valores profundos e não em distrações. Significa não comprar mais do que precisa para ter uma vida confortável. Essa é a base de um movimento mundial chamado Simplicidade Voluntária, que prega uma vida sem excessos, prática e objetiva, com as finanças pessoais em dia e preocupação com a preservação ambiental.

Para que comprar algo apenas porque disseram a você para comprar? Você realmente precisa do produto? Uma das lições desse movimento é fazer o indivíduo perguntar-se "Esse produto vale a energia vital e o tempo que gastei para ganhar esse dinheiro?", ou "Esse produto vai tornar a minha vida melhor?".

Equilibrar o orçamento doméstico é uma das metas para os seguidores do movimento. Com as finanças em dia, você não precisa ter que trabalhar dobrado para poder conseguir pagar as contas daquele produto que você comprou por estar na moda. Ganha-se qualidade de vida e tempo para poder ajudar na preservação ambiental.

Preservação do meio ambiente não é somente plantar uma árvore ou economizar água em casa. Passa também por ajudar a quem mais necessita; retirar uma criança pobre das ruas ajuda a melhorar o ambiente social em que vivemos.

As pessoas que passaram a integrar o movimento têm feito coisas para ajudar no movimento como trocar entre elas produtos que não têm mais uso dentro de casa ou usar a mesma roupa várias vezes na semana (essa é difícil para as mulheres). Toda vez que gastamos com algo que não possui real necessidade, ou usamos durante um período muito curto e depois jogamos fora, estamos contribuindo para a escassez de recursos no planeta.

É um processo de longo prazo, afinal ir a um lugar e desejar um objeto é natural. A nossa mente está fazendo isso constantemente conosco porque existe uma indústria de propaganda que quer massificar o jeito americano (american way of life) de viver. Começar a criticar esses pensamentos e agir conscientemente é a chave para fazer a diferença no mundo.

Encerro esse post com um pensamento da porta-voz do movimento, Vicki Robin: "Afinal, quantos sofás você precisa na sua vida? O que precisamos é de pessoas sentando nele."

Não compre por impulso, pense antes

domingo, 11 de novembro de 2007

TV Digital

Lixo na TV
A vantagem da TV Digital é que agora todo o lixo que passam nela poderá ser visto com mais nitidez e, quem sabe, com interatividade.

sábado, 10 de novembro de 2007

Timidez

Hoje, após o almoço, estávamos eu, Rosinha e Ednara conversando e o papo direcionou para o assunto timidez. Eu havia comentado que a causa da timidez é a falta de confiança da pessoa nela mesmo e/ou nos que a cercam. Por sugestão de Rosinha, estou agora aqui pesquisando mais profundamente e escrevendo sobre o tema.

A primeira informação que encontrei sobre a timidez é de que ela não é um transtorno mental como muitos pensam. A fobia social é que é um transtorno que deve ser tratado por um profissional da saúde mental. A timidez é mais branda e menos perigosa.

Há duas maneiras de explicar o que é a timidez. A primeira, usada pelo senso comum, é pela descrição dos sinais e sintomas que se destacam na pessoa. A segunda, pelo que se passa dentro da pessoa.

Pelo senso comum, a timidez é caracterizada pela inibição em situações de comportamento social, podendo ser acompanhada de alterações fisiológicas como aceleração de respiração e dos batimentos cardíacos. A depender do grau, a pessoa "congela" em uma situação que ela teme.

A outra maneira de explicar a timidez é descrevendo o que se passa dentro da pessoa. Isso é geralmente mais fácil para os psicológos e terapeutas, que buscam identificar pontos como ansiedade, presença de desacordos internos e sentimentos que se expressam em fantasias.

A timidez funciona como um mecanismo de defesa que permite à pessoa avaliar uma nova situação antes de se expôr a ela. Permite a avaliação da melhor resposta à situação com cautela. A falta de confiança da pessoa em agir perante a situação é que determina o grau de timidez. Se, mesmo assim, a pessoa tiver confiança nela mesma mas sentir que os indivíduos que também participam da situação não inspiram confiança, então ela agirá timidamente também.

Seja qual for a explicação dada a timidez, ela não priva o indivíduo de viver, mas afeta a sua qualidade de vida. Todos os seres humanos são, em grau moderado, tímidos em algum momento de sua vida.

domingo, 4 de novembro de 2007

Notebook novo

Imagem do notebook
Este é o meu primeiro post feito diretamente do meu notebook novo. Comprei, direto da fábrica, um Semp Toshiba IS1522 bem baratinho, com um desconto de 31% sobre o preço anunciado no site. Para baratear mais ainda o preço do notebook, pedi ao gerente da fábrica que me vendesse ele sem sistema operacional e sem softwares adicionais.

Como ele veio sem nada, tive que arranjar um S.O. para colocar nele. Para minha sorte, a faculdade na qual estou fazendo pós-graduação tem um convênio com a Microsoft e fornece cópias legais do Windows Vista e XP. Fiz uma cópia do Windows Vista e parti para instalar no notebook novo.
Para minha surpresa, em menos de meia hora estava com tudo funcionando, mas com o vídeo muito ruim e com o Gerenciador de Dispositivos acusando que a rede sem fio estava instalada incorretamente. Percebi também que a rolagem lateral do touch pad não estava funcionando.

A fábrica mandou um CD com drivers para o notebook. Fui atualizá-los mas depois de tantos erros percebi que os drivers eram para Windows XP. Então, conectei ao Velox pela placa de rede que estava funcionando e fui em busca de baixar os drivers compatíveis. Consegui encontrá-los num site legalzinho e quando instalei-os tudo voltou a funcionar perfeitamente bem. Apenas a rede sem fio que está dando uns erros quando estou transferindo arquivos com o notebook de Rosinha. Depois eu procuro um driver mais recente para atualizar.

Minhas primeiras impressões com o Windows Vista é de que o sistema está muito confortável de se usar. Para tudo, a Microsoft deixou explicações, tutoriais e ajudas on-line. Isso ajuda muito quando não se tem muita experiência com o sistema. O que não puder ser encontrado nos arquivos internos de ajuda, o Vista remete você para um site na Internet que registra troca de experiências com outros usuários para tentar resolver o seu problema.
A segurança também está mais elevada. Para fazer tarefas que podem modificar o sistema, o Vista fica perguntando a todo momento se deseja realmente autorizar o andamento da tarefa. Para quem não gosta desse entrave - que eu considerei como muito bom - pode desabilitar no registro do Windows. Essa característica é muito parecida com a forma de trabalho no Linux.

Agora, deixe-me ir aqui curtir mais meu brinquedo novo porque ainda tem tanta coisa a explorar com ele. Fui!