sábado, 18 de julho de 2009

Tentando responder a um comentário

Deixaram-me ontem à noite esse comentário no post "Como sair de uma crise financeira":
pelo amor de deus alexandre, trabalho com meu pai temos uma vidraçaria..mas depois de 7 anos e um monte de coisa mal administrada por parte dele, agora ele teve um pré infarto e estou eu aqui cheio de dividas...tinhamos 7 funcionarios agora temos 3 e mesmo assim com processos trabalhista de 3 deles... nao tenho como comprar material pra poder atender aos meus clientes q sempre confiaram em mim...estou desesperado.. ele (pai) esta com um carro com mandado de busca..por causa de 4 ultimas prestaçoes..eo q nao é justo perder esse carro depois de quase 32 prestações pagas um corsa 2004...o q vc acha de levarmos ele pra vender junto com o da minha mãe..e depois comprar um quitado mais novo e se sobrar pagar alguma conta..ao menos estaremos com um carro quitado e nao com busca e apreenssão.
pelo amor de deus me ajude!
Não sou profissional na área mas leio bastante sobre o tema de finanças pessoais. Achei tão inusitado o comentário que separei-o para tentar responder com um post exclusivo.

Começo parabenizando o meu leitor (que chique!) por admitir que está numa crise. Esse é o primeiro passo. Se você está em crise tem que tomar atitudes que lhe permitam sair dela o mais rápido possível.

O segundo passo é identificar o que pode ser cortado do orçamento. Você disse que já pagou 32 prestações de um carro fabricado em 2004 - portanto, com cinco anos de uso - e, por causa de 4 prestações atrasadas, existe um mandado de busca e apreensão que pode fazer com que fique sem o carro. Se conseguir vender esse carro, encontrando alguém ignorante o bastante para isso, estará agindo incorretamente, passando um problema adiante para outra pessoa. Você citou o carro de sua mãe e a possibilidade de vendê-lo. Digamos que ela queira realmente se desfazer de seu carro: venda-o, pague as 4 prestações atrasadas e honre seu compromisso. Avise a instituição financeira sobre a sua intenção que, com certeza, ela interromperá a busca e apreensão.

Suponhamos que você não precise do carro para trabalhar; então ele é um item que só te traz despesas no orçamento - IPVA, seguro, combustível, manutenção, depreciação, etc. Corte-o! Venda-o honestamente, com a documentação regular, e pegue o dinheiro para comprar o material que precisa para fazer sua pequena vidracaria voltar a dar lucro. Assim que começar a girar o capital na sua pequena empresa, reserve uma parte do lucro para pagar os processos trabalhistas que você citou.

Acerte as suas contas de uma vez! A equação é simples: Lucro = Receita - Despesa. Se você quer aumentar o lucro, só tem duas opções: (1) aumentar a receita ou (2) diminuir a despesa. Se você fizer sua empresa ganhar mais clientes e trabalhar duro para atendê-los bem, aumentará a receita. Se você cortar os gastos fúteis e desnecessários nesse período da sua vida, diminuirá a despesa. Se conseguir executar as duas opções juntas, aumentará mais ainda o lucro.

Se, depois de ler essa minha opinião, você achar que não é capaz de chegar lá, sugiro que procure um profissional em finanças pessoais e contrate-o. Com certeza, ele poderá lhe dar a orientação necessária para que sua vida se organize novamente. Boa sorte!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Velhos ditados na era digital

Esses versos circulam por e-mail ao redor do mundo; apenas resolvi copiá-los aqui. Enjoy it!

  1. A pressa é inimiga da conexão.
  2. Amigos, amigos, senhas à parte.
  3. Antes só, do que chats aborrecidos.
  4. A arquivo dado não se olha o formato.
  5. Diga-me que chat frequentas e te direi quem és.
  6. Para bom provedor uma senha basta.
  7. Não adianta chorar sobre arquivo deletado.
  8. Em briga de namorados virtuais não se mete o mouse.
  9. Em terra off-line, quem tem um 486 é rei.
  10. Hacker que ladra, não morde.
  11. Mais vale um arquivo no HD de que dois baixando.
  12. Mouse sujo se limpa em casa.
  13. Melhor prevenir do que formatar.
  14. O barato sai caro. E lento.
  15. Quando a esmola é demais, o santo desconfia que tem vírus anexado.
  16. Quando um não quer, dois não teclam.
  17. Quem ama um 486, Pentium 5 lhe parece.
  18. Quem clica seus males multiplica.
  19. Quem com vírus infecta, com vírus será infectado.
  20. Quem envia o que quer, recebe o que não quer.
  21. Quem não tem banda larga, caça com modem.
  22. Quem nunca errou, que aperte a primeira tecla.
  23. Quem semeia e-mails, colhe spams.
  24. Quem tem dedo vai a Roma.com
  25. Um é pouco, dois é bom, três é chat ou lista virtual.
  26. Vão-se os arquivos, ficam os back-ups.
  27. Diga-me que computador tens e direi quem és.
  28. Há dois tipos de pessoas na informática. Os que perderam o HD e os que ainda vão perder...
  29. Uma impressora disse para outra: Essa folha é sua ou é impressão minha.
  30. Aluno de informática não cola, faz backup.
  31. O problema do computador é o USB (Usuário Super Burro).
  32. Na informática nada se perde, nada se cria. Tudo se copia... E depois se cola.

Até a próxima!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Dicas do que fazer quando somos cobrados por telefone

A dívida é pesada!O credor possui o direito de cobrar uma dívida, desde que esteja dentro dos limites da lei. Ele pode cadastrar o nome do devedor no SPC e SERASA, mandar cartas, telefonar e entrar com processo judicial de cobrança. Contudo, algumas empresas de cobrança costumam utilizar táticas de tortura psicológica contra os devedores, como ligar para os telefones (fixo e celular) diversas vezes ao dia, não respeitando horários, finais de semana ou feriados.

Essas empresas utilizam operadores de callcenters para cobrar dos devedores. Treinam-os através de uma verdadeira lavagem cerebral para falar exatamente o que está na cartilha de procedimentos. Ou seja, muitas vezes eles não sabem o que estão falando, apenas repetem. São alheios a qualquer outro fato existente, à lei e aos direitos das pessoas para quem estão ligando. Não tente argumentar com eles pois não há como argumentar com a ignorância.

Como exemplo, tem um caso em que uma pessoa recebeu uma ligação de uma empresa de cobrança de um cartão de crédito de um grande banco. Era uma verdadeira metralhadora de asneiras. Dentre algumas delas, estavam:

- “agora a dívida não prescreve mais” (Não é verdade: o prazo da lei é de 5 anos para cobrança da dívida);

- “o nome do devedor ficará para sempre no SPC e SERASA” (Não é verdade: o prazo da lei é de 5 anos para manutenção do cadastro a contar da data de vencimento da dívida e não da data da inclusão do cadastro);

- “o banco irá tirar a sua casa ou apartamento” (Não é totalmente verdade: se a casa ou apartamento for o imóvel único da pessoa ou da família não pode ser penhorado para pagamento deste tipo de dívida);

- “o banco pode penhorar o seu salário” (Não é verdade: o salário, vencimentos, subsídios, soldos, remunerações, proventos de aposentadoria, pensões, pecúlios e montepios, ou seja, as quantias recebidas destinadas ao sustento do devedor e sua família não podem ser penhorados para pagamento deste tipo de dívida);

- “nós temos o direito de ligar para o devedor quantas vezes quisermos, a qualquer dia, horário, inclusive para o seu trabalho”. (Não é verdade: a pessoa tem direito a privacidade e ligar para sua casa sem sua autorização é invadir sua privacidade; ligar para o trabalho, conhecidos ou para vizinhos expondo à dívida para outras pessoas é caso de dano moral).

De um lado da linha há um robô muito bem treinado para falar mentiras que certamente farão uma enorme pressão psicológica na pessoa que está do outro lado da linha, fragilizada, e que desconhece os seus direitos mais básicos de cidadão consumidor. Portanto, o conhecimento faz a diferença e o consumidor sem conhecimento vai sempre perder!

Então, o que fazer nestes casos? Primeiro de tudo, conheça os seus direitos. Invista um pouco de seu tempo lendo sobre direito do consumidor em sites especializados ou nos livros e revistas. Segundo, entre na Justiça pedindo uma ordem judicial por "obrigação de não fazer".

A "obrigação de fazer" consiste no pedido para que a Justiça determine a alguém que faça algo. Porém, muitos desconhecem que a lei também traz a "obrigação de não fazer".

Portanto, o consumidor que se sentir perturbado em sua privacidade e sua moral pelas constantes ligações de cobrança tem todo o direito de entrar na justiça com uma ação por "obrigação de não fazer" para exigir que a empresa de cobrança e o credor parem de lhe ligar e que o juiz fixe uma multa diária para cada vez que descumprirem a ordem judicial e ligarem. Perceba que você não está desobrigado de pagar a dívida, apenas de ser cobrado de forma incorreta. Se o credor quer cobrar a dívida, utilize o meio próprio e entre na Justiça.

Como provar as ligações? Exija da companhia telefônica a discriminação das ligações realizadas para o seu número. Em caso de ligações para vizinhos, conhecidos e para o trabalho, basta pegar testemunhas e entrar com uma ação por danos morais pelo fato das ligações e da exposição terem lhe causado constrangimento.

Exija os seus direitos! Procure um advogado de sua confiança, os Juizados Especiais de Pequenas Causas ou a Defensoria Pública. Não deixe que esses tipos de empresas passem por cima da lei.

Fonte: adaptado de um artigo do site SOS Consumidor.