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Rosinha me deixou a obrigação de contar as impressões que tivemos em
Morro de São Paulo, segunda etapa de nossa lua de mel, já que ela fez os textos de Natal-RN.
1º dia - Quinta-feiraAcordamos cedo, tomamos café e fomos para o Terminal Marítimo do Mercado Modelo para tentarmos pegar a catamarã que parte às nove horas da manhã. Compramos os bilhetes e embarcamos no horário previsto.
Após vinte minutos de navegação comecei a me sentir mal. Eu suava muito, suava frio, e Rosinha foi comprar água pra mim. Um dos marinheiros percebeu e veio conversar comigo. Ele me disse para que ficasse na proa da embarcação, do lado de fora do abrigo, e respirasse bastante enquanto olhava para a Ilha de Itaparica; isso ajudou a controlar o mau estado. Várias pessoas já estavam passando mal e o saquinho de vômito era um recurso imprescindível para elas. Isso acontece com freqüência nessa travessia porque a embarcação tem que ir pelo alto-mar e, a depender do vento, as ondas são altas e se chocam muito contra a catamarã.

Findas três horas de enjôo e pressão baixa, a catamarã atraca no cais de Morro de São Paulo. É um misto de alívio, satisfação e alegria ao ver o verde do morro e saber que agora poderemos curtir o local à vontade. Mas, antes de ir procurar a pousada, é necessário pagar a taxa de turismo assim que passamos pelo arco chamado Portal do Morro. Depois ficamos sabendo que o prefeito do município de Cairu (ao qual o vilarejo é vinculado) não está fazendo muito pelo Morro e está desviando o dinheiro para outras finalidades da prefeitura. Denúncia da população de lá, ok?
Nós havíamos pesquisado algumas pousadas na Internet e tínhamos feito uma lista com algumas delas selecionadas. Na hora que você chega ao Morro, muitos carregadores de bagagem ficam te abordando e, na agonia do momento, você acaba sendo acompanhado por eles ao ingressar na vila. Um deles acabou nos levando à Pousada Gaúcho. Nos pareceu, naquele momento, uma boa escolha e ficamos com ela. Minhas únicas exigências eram ar-condicionado e banheiro privativo e ficamos num quarto apenas com isso por causa do preço baixo.
As ruas de Morro de São Paulo são calçadas apenas com areia. Nas ruas, o trânsito é formado por turistas estrangeiros (muitos), turistas brasileiros (poucos), carregadores de bagagem e outros nativos da ilha. As praias de Morro são numeradas e as três primeiras praias são as mais fáceis de acessar e tomar banho. A 4ª praia é um pouco mais distante mas não impossível de ser alcançada. A 5ª praia fica muito, muito distante. Para onde você olha tem gente que aceita cartão de crédito ou débito. Lá tem caixas eletrônicos do Bradesco e Banco 24Horas. Na casa lotérica é possível sacar dinheiro de contas da CEF e do BB. Nos postes, é notável a quantidade de cabos de rede de computador. Lá você sempre encontra uma
lan house para acessar a Internet.

Deixamos a bagagem no quarto e fomos conhecer a 1ª praia, bastando para isso apenas andar um pouco. Por causa da exploração e da expansão comercial, essa praia está repleta de entulho de construção civil. A água não é poluída em nenhum local da ilha mas esse entulho na 1ª praia estraga um pouco o momento de entrar na água para tomar um banho porque machuca o pé quando pisamos nos restos de tijolos e brita. Nessa praia fica a tiroleza - uma corda erguida a 12 m de altura e que as pessoas descem em uma cadeira para mergulhar - mas o preço estava cinco vezes mais caro do que o aerobunda de Natal (e são praticamente a mesma coisa).
Depois de tomar umas cervejinhas e dar uns mergulhos no mar, fomos andando para a 2ª praia antes de voltarmos à pousada. Essa praia estava mais cheia de gente e não tomamos banho ainda; só passamos por ela e voltamos. No próximos posts contarei mais detalhes sobre esta praia. Olhando para o alto do Morro dá pra avistar o Farol e as antenas de telefonia celular - cujo sinal pega muito bem lá. Voltamos para a pousada pela rua para descansarmos um pouco antes de sair à noite.
Depois de acordarmos, reparamos melhor no quarto da Pousada Gaúcho. Não tinha lugar para guardar as roupas, não tinha porta-xampu e saboneteira, e o suporte de papel higiênico estava quebrado. A porta não fechava direito (tinha um macete pra fechar ela), as janelas não tinham cortinas e o ar-condicionado era bem barulhento. Decidimos averiguar outras pousadas durante o nosso passeio noturno.
Testamos uma ou duas pousadas sobre a disponibilidade de quartos para casal, acabamos ficando encantados com a
Pousada Casa Blanca. A diária era 60% mais cara do que a pousada em que estávamos mas tinha ar, tv, frigobar, banheiro e varanda com rede. O quarto era mais arrumado, tinha guarda-roupa, enfim, estava perfeito. Decidimos reservar para no outro dia trocarmos de pousada.
Feita a reserva da pousada, fomos para a 2ª praia ver como era a noite lá. Passamos por umas mesas enfeitadas com luzes de velas e resolvemos jantar ali mesmo - um jantar romântico à luz de velas. Fomos recepcionados pelo dono do restaurante, um italiano que parecia estar feliz de morar em Morro de São Paulo e trabalhar numa praia todos os dias. Acabamos de comer e fomos pra pousada dormir.

No próximo post, conto detalhes de como foi o segundo dia nosso em Morro de São Paulo.