Hoje, após o almoço, estávamos eu, Rosinha e Ednara conversando e o papo direcionou para o assunto timidez. Eu havia comentado que a causa da timidez é a falta de confiança da pessoa nela mesmo e/ou nos que a cercam. Por sugestão de Rosinha, estou agora aqui pesquisando mais profundamente e escrevendo sobre o tema.
A primeira informação que encontrei sobre a timidez é de que ela não é um transtorno mental como muitos pensam. A fobia social é que é um transtorno que deve ser tratado por um profissional da saúde mental. A timidez é mais branda e menos perigosa.
Há duas maneiras de explicar o que é a timidez. A primeira, usada pelo senso comum, é pela descrição dos sinais e sintomas que se destacam na pessoa. A segunda, pelo que se passa dentro da pessoa.
Pelo senso comum, a timidez é caracterizada pela inibição em situações de comportamento social, podendo ser acompanhada de alterações fisiológicas como aceleração de respiração e dos batimentos cardíacos. A depender do grau, a pessoa "congela" em uma situação que ela teme.
A outra maneira de explicar a timidez é descrevendo o que se passa dentro da pessoa. Isso é geralmente mais fácil para os psicológos e terapeutas, que buscam identificar pontos como ansiedade, presença de desacordos internos e sentimentos que se expressam em fantasias.
A timidez funciona como um mecanismo de defesa que permite à pessoa avaliar uma nova situação antes de se expôr a ela. Permite a avaliação da melhor resposta à situação com cautela. A falta de confiança da pessoa em agir perante a situação é que determina o grau de timidez. Se, mesmo assim, a pessoa tiver confiança nela mesma mas sentir que os indivíduos que também participam da situação não inspiram confiança, então ela agirá timidamente também.
Seja qual for a explicação dada a timidez, ela não priva o indivíduo de viver, mas afeta a sua qualidade de vida. Todos os seres humanos são, em grau moderado, tímidos em algum momento de sua vida.