Segundo a área de perguntas freqüentes do site da Bolsa de Valores de São Paulo (BOVESPA), o índice "é formado a partir de uma aplicação imaginária, em reais, em uma quantidade teórica de ações (carteira)".
"Sua finalidade básica é servir como indicador médio do comportamento do mercado. Para tanto, as ações que fazem parte do índice representam mais de 80% do número de negócios e do volume financeiro negociados no mercado à vista. Como as ações que fazem parte dessa carteira têm grande representatividade, podemos dizer que se a maioria delas estiver subindo, o mercado, medido pelo Índice Bovespa, está em alta, e se estiver caindo, está em baixa".
O número de ações que forma o índice varia ao longo do tempo, sendo reavaliado de quatro em quatro meses. Assim, em alguns momentos ele é formado por 54 ações, em outras por 56 ou, ainda, por 58. Uma ação deixar de ser componente do Ibovespa não quer dizer que a empresa está indo mal das pernas. É uma questão meramente estatística, sem envolvimento pessoal. A composição atual do índice pode ser vista no site do Infomoney.
E o que são os pontos? O que significa dizer que o Ibovespa chegará a 35 mil ou 40 mil pontos?A resposta é bem simples! O Ibovespa é uma carteira teórica. É como se um investidor tivesse adquirido um número arbitrário de ações das empresas que formam o índice. Os pontos equivalem ao valor da cotação de cada uma delas, multiplicado pela quantidade de ações.
Se o Ibovespa está em 35 mil pontos significa que, se você possuísse a mesma carteira hipotética que o forma, teria exatamente R$ 35 mil em ações.
Em tempo, os jornalistas parecem acreditar que a economia do país é diretamente influenciada pelo índice Ibovespa; na verdade é o contrário. É a economia do país (e do mundo) que influencia diretamente os investimentos e especulações na Bolsa de Valores. Portanto, não se assuste quando o apresentador faz aquela cara de enterro e diz que a bolsa caiu. Nem sempre é má notícia!