Ontem chegamos tão cansados da viagem que fomos dormir cedo. Por isso, tive que deixar o post final para escrever hoje.
Não fizemos nada além de comprar lembranças e andar pela última vez no Calçadão da XV. Assim, deixei para esse post um conjunto de observações nossas e comentários sobre Curitiba; uma típica "raspa do tacho".
27/03/2009Após o café da manhã no hotel, saímos para o Calçadão da XV para comprar lembranças numa loja que vimos no primeiro dia. Eu e Rosinha temos uma tradição de comprar imãs de geladeira em todos os lugares para os quais viajamos. Um dia eu coloco uma foto aqui no blog mostrando como está a nossa geladeira, hehehe. Quando voltamos, era a hora da tristeza pois as malas precisavam ser arrumadas para nosso retorno a Salvador.
Depois que fechamos a conta no hotel, pegamos um táxi para o Shopping Estação. Lá almoçamos na microcervejaria
Bier Hoff, com
buffet a R$ 12,90 por pessoa. Antes, tomamos um
chopp artesanal que é feito pelo próprio restaurante; simplesmente, uma delícia! Achei melhor do que o
chopp no Bar do Alemão.

Depois do almoço, pegamos o ônibus executivo para o aeroporto e esperamos até a hora do voo para Salvador. Chegamos por volta das 19h, sob uma temperatura de 29ºC. Para quem acabava de chegar de Curitiba, senti logo o calor e o suor começando a escorrer na cara.
Raspa do tacho sobre Curitiba> Água gelada nas torneirasTodas as torneiras que abrimos, sejam em banheiros públicos ou no quarto do hotel, jorravam água gelada. Só tinha visto isso em Brasília. Não tenho muito conhecimento sobre isso mas acredito que seja em razão da altitude - Curitiba está a 934 m acima do nível do mar e Brasília a mais de 1000 m.
> Casas de madeiraEm Curitiba existem muitas casas feitas de madeira, influência das culturas alemã, polonesa e ucraniana. Segundo o nosso guia do passeio para Morretes, os europeus dominavam muito bem a tecnologia da marcenaria e encontraram em Curitiba farta quantidade de pinheiros e araucárias, madeiras de boa qualidade. Vejam um exemplo na foto abaixo que tiramos de dentro do trem para Morretes.
> Casas com rebocoQuem já visitou Salvador percebe que aqui existem muitas casas sem reboco. O efeito disso é que a cidade fica parecendo que tem um monte de favelas em todos os seus morros. Lá, em Curitiba, é raríssimo você ver uma casa que não esteja devidamente rebocada.
> Pássaros Quero-queroEu e Rosinha nos divertimos muito no Parque Barigui observando alguns pássaros chamados de Quero-quero. Eles andam um pouco e param, feito estátuas. Andam mais um pouco e param. Inclinam a cabeça e param. Parece que eles estão eternamente brincando de estátua. Também encontramos alguns no Jardim Botânico.
> Comida barataO curitibano come bem e barato.
Buffets livres por pessoa a R$ 4,50 e R$ 5,50 são normais no centro da cidade. Nos
shoppings, variam entre R$ 10,90 a R$ 16,90. O mais caro que ficamos sabendo era o do restaurante Madalosso, no bairro Santa Felicidade, que custava R$ 25,00 por pessoa.
Além disso, eles tem nomes diferentes para algumas coisas que em outras cidades também existem:
- pingado: é a média aqui em Salvador, ou seja, o café com leite;
- cueca virada: é uma massa de empada, virada ao avesso e frita para servir de petisco;
- vina: é a salsicha que conhecemos aqui em Salvador (não é a tipo viena, é a normal).
> O solTivemos sorte em pegar um tempo bom em Curitiba e vermos o sol todos os dias. No voo de ida, um curitibano que trabalha na Bahia sentou na poltrona ao lado da minha e, no batepapo, nos advertiu que o sol de Curitiba queimava mais do que o de Salvador. Eu achei estranho porque Salvador é mais quente, mas ele achava que era por causa da altitude: ar mais rarefeito do que o de Salvador.
Com isso, sempre passamos protetor solar antes de sair para nossos passeios. E era verdade! Algumas partes do corpo que não ficaram protegidas (como a minha careca, por exemplo) ficaram queimadas. Não chegou a ser queimadura grave, mas queimou mais do que o normal. Em Salvador eu só queimo quando vou à praia; em Curitiba, basta dar um passeio em dia de sol para se queimar.
> Fumo e bitucas de cigarroJá havia comentado isso em posts anteriores: a maioria dos curitibanos fumam. Era impossível andar pela cidade sem sentir cheiro de cigarro e levar uma baforada na cara. No chão, várias pontas de cigarro, principalmente no Calçadão da XV. As entradas dos
shoppings eram abarrotadas de fumantes pois dentro é proibido fumar. Foi a única coisa que odiamos em Curitiba.
> Simpatia dos curitibanosAntes de irmos para Curitiba, pesquisamos muito sobre o modo de vida dos curitibanos e sempre encontrávamos referências dizendo que as pessoas eram fechadas, frias e não gostam de quem vinha de fora. Assim, já fomos com certo receio e preparados para o que viesse a acontecer.
Superando essa expectativa, o que encontramos foram pessoas extremamente simpáticas, atenciosas e receptivas. Desde o pessoal do hotel (apesar da obrigação deles em atender bem) até os cobradores das estações que nos deram informações para andar de ônibus por lá, todos foram bons conosco. Só teve uma exceção com um garçom de um café, e por isso nem ficamos lá muito tempo.
Talvez exista realmente uma minoria que seja fria e fechada como achávamos e, infelizmente, a maioria leva a fama por eles. Ainda bem que o povo curitibano não é assim.
FinalEnfim, Curitiba é uma bela cidade! Deu até vontade de ir morar lá. No dia 29 de março ela completará 316 anos de fundação; no mesmo dia, Salvador completará 460 anos. Apenas 144 anos separam a história dessas duas cidades mas, devido à diferença histórica de colonização, as duas desenvolveram-se de forma completamente diferente.
Parabéns a Curitiba pelo seu aniversário. Espero retornar em breve!