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sábado, 21 de novembro de 2009

Ceticismo ativo

Ao deparar-se com alguma ideia completamente nova ou algum fato que vai contra o status quo vigente, as pessoas costumam tomar uma das seguintes atitudes:
  • Aceitar a ideia ou fenômeno sem oferecer resistência ou crítica;
  • Rejeitar completamente a ideia ou fenômeno.
Em qual das duas você costuma se encaixar?

Ambas as atitudes são equivocadas. A melhor atitude perante novas descobertas é utilizar o ceticismo ativo, característica fundamental dos melhores cientistas. Apesar de sua aparente objetividade, o cético absoluto não contribui para o pensamento científico.

Ser cientista é compreender o princípio da refutabilidade, que nos diz: se há uma condição fundamental para que qualquer hipótese tenha o status de teoria científica, essa hipótese tem de ser falsificável. Em lógica, chamamos a isso de modus tollens. O importante não é definir o que é verdadeiro ou falso e sim distinguir a ciência da pseudo-ciência, sabendo muito bem que, por vezes, a ciência erra e a pseudo-ciência, por ser dogmática, às vezes acerta.

Querem um exemplo?

Há alguns anos, um grupo de parapsicólogos pensaram ter encontrado a prova definitiva da existência da telepatia. Em seus estudos, cientistas ocultavam uma carta de baralho e testavam a capacidade que indivíduos possuíam para “descobrir” qual era a carta oculta. Inacreditavelmente, alguns desses sujeitos eram capazes de obter uma média de acerto que, estatisticamente, seria impossível pelo método da tentativa e erro. Assim, os parapsicólogos afirmaram: “Foi telepatia”.

Felizmente, alguns cientistas dotados do ceticismo ativo quiseram verificar os dados obtidos. Ao repetirem o experimento, observaram que os supostos telepatas não estavam lendo a mente de ninguém. Na verdade, eles estavam fazendo leitura da linguagem corporal. De alguma forma, eles descobriram qual carta os cientistas seguravam apenas avaliando a maneira como o pesquisador os olhava.

Nesse caso, o segundo grupo de cientistas assumiu uma postura de céticos ativos. Talvez, ao se deparar com algum estudo desse tipo, a primeira atitude seja a de rejeitá-lo completamente. No entanto, essa atitude se torna tão dogmática quanto a aceitação dessas idéias sem questionamento.

Assim, o cético ativo é aquele que não apenas aceita ou rejeita uma ideia nova, mas também busca o máximo de dados objetivos capazes de comprová-la ou refutá-la.

Busco ser assim quando encontro algo novo na minha vida. Por isso, o lema desse blog é "reflita sobre tudo o que vier". Eu tento, nem sempre consigo, mas o ceticismo ativo é o horizonte para o qual eu olho quando penso e reflito sobre as coisas da vida.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Como não ficar com o nome grifado em rosa no Gmail

Essa dica é de extrema importância para todos os machistas que possuem Gmail. Se você não tem um Gmail, ou se até tiver, mas não o usa como email principal, está dando mole. Lamento profundamente. É o melhor sistema de e-mail já criado no mundo. Ponto.

Quem tem Gmail já percebeu que nas discussões entre vários remetentes, onde as mensagens ficam agrupadas, cada remetente fica grifado com uma cor diferenciada, muito comum quando você está falando de algum assunto em uma lista ou fórum.

Já teve o desprazer de ter seu nome grifado em rosa? Sim, imagine você discutindo sobre linguagens de programação, ou algum assunto importante para a humanidade, e quando vai listar as respostas aparece seu nome grifado em rosinha. O Google ri de você nesse momento e deixa um código no cookie do seu browser indicando que você é uma bichona.

Mas, como se livrar desse mal e só sair com cores de macho no Gmail? Muito simples caro macho alfa das outras: basta nunca ser o quinto respondente.

O infeliz quinto elemento que responder ou comentar algo será grifado como "rosinha" para todo o sempre, até que a discussão chegue ao fim e uma nova seja aberta.

Existem outras cores que também deixarão todos rindo de você e soltando piadinhas infames, principalmente o sujeito que iniciar a discussão que é um verde e o segundo, o vermelho sangue! Ser o first aqui vale a pena, e não é coisa de idiota querer ser o primeiro a comentar em algum post.

Segue a listagem com 10 cores que o Gmail grifa os remetentes:
  1. Verde Escuro
  2. Vermelho Sangue Infernal
  3. Roxinho
  4. Amarelo
  5. Rosinha
  6. Azul-Verde
  7. Verde-Azul
  8. Rosinha escuro
  9. Amarelo Escuro
  10. Roxo-Azul

E não importa se depois de você ter sido o quinto a responder falar novamente, seu nome sempre será rosinha. Deixe seus amigos se estreparem, deixe tudo estrategicamente armado para aquele cara que você não gosta ser o rosinha e o humilhe na frente de seus outros coleguinhas.

É infalível e a depender da pessoa funciona melhor do que um roundhouse kick direto na caixa dos peito. Fiquem ligados agora ok?

Fonte: e-mail.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Quem perde é sempre o consumidor

Li ontem no Infomoney:

Custo de 5% das transações com cartão é cobrado de todos os consumidores

SÃO PAULO - O custo de 5% das transações com cartão é repassado para todos os consumidores, inclusive aqueles que pagam em dinheiro, de acordo com a CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas). "Digo sempre que quem paga em dinheiro acaba financiando os que se utilizam de cartão de crédito. O melhor concorrente, de fato, para o plástico será o dinheiro", disse o presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Junior. As taxas cobradas pela indústria de cartões chegam a quase 400% ao ano, mas uma possível regulamentação poderia reduzi-las pela metade. "Tudo o que é cobrado é repassado e quem perde é sempre o consumidor. Todo esse dinheiro que alimenta os cartões é desviado do consumo e deixa de fortalecer o desenvolvimento sustentado", ressaltou Pellizzaro.
Para quem ainda não sabia, quando um produto é vendido para você através de cartão eletrônico, a bandeira (Visa, Mastercard, Hipercard, etc) cobra da loja um percentual sobre o valor da operação. Então, para a loja não ter prejuízo, ela embute esse custo no valor que está anunciado para o produto.

Exemplo: na loja ACME, a calça social tem o preço normal de R$ 100,00; então, a loja anuncia em sua vitrine que a calça custa R$ 105,26 pois 5% de 105,26 dá 5,26 (que será repassado à administradora de cartão).

O problema é que algumas lojas não retiram esse custo para quem vai pagar à vista em dinheiro. O certo seria as lojas reduzirem o preço para R$ 100,00, mesmo que mentissem a você dizendo que estão dando desconto promocional.

É importante tentar negociar sempre algum desconto quando for pagar em dinheiro. Afinal, para a loja é melhor ter o dinheiro em caixa logo do que esperar 45 dias para a administradora de cartão repassar o valor da compra para ela. Infelizmente, tem alguns gerentes de loja que são estúpidos para não perceberem isso.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Manual de direção veicular soteropolitana

Se você, prezado leitor, está vindo morar ou pretende alugar um carro enquanto estiver passando suas férias em Salvador, prepare-se para reaprender condutas de direção veicular. Na capital baiana não se dirige como em outras cidades do país; aqui se dirige ao modo soteropolitano.

Para ajudar a quebrar o paradigma e auxiliar você a compreender como 90% dos soteropolitanos conduzem os veiculos, escrevi esse post com os tópicos principais percebidos no dia a dia do trânsito na capital.

Faixa de pedestre
Se vir um pedestre querendo atravessar a rua na faixa, não deixe! Mostre a ele que seu carro é mais veloz, mais forte e maior do que ele. Acelere, buzine, faça jogo de luz e avise-o de que a casta dos pedestres é insignificante e inferior à casta dos motoristas; é poeira aos pés de Brahma.

Sinaleira, semáforo ou farol
Existe uma tradição soteropolitana em buzinar imediatamente quando o semáforo muda para a cor verde. É uma saudação cultural muito forte, quase religiosa, que também tem o propósito de alertar o seu colega motorista da frente enquanto ele está distraído trocando o CD do som do carro.

Faixa de trânsito
É muito entediante ficar numa única faixa numa avenida com quase 13 km de extensão. Solução: troque constantemente de faixa. Assim você não deixa a situação ficar chata e ainda agita a vida de seus colegas motoristas que tentarão frear e desviar de você.

Seta ou pisca-pisca
É um item acessório do carro; opcional. Não se sabe para que um carro precisa de uma lâmpada piscando intermitentemente só para avisar para que lado o condutor deseja levar o veículo. Os outros não tem nada a ver com isso! Se virem e adivinhem para que lado eu quero jogar o carro, ora!

Sinaleira, semáforo ou farol (2)
Quando vir a cor amarela, acelere! É um aviso de que vai mudar para a cor vermelha e fechar o trânsito naquela via. Se você reduzir, o pessoal vai buzinar atrás de você chamando-lhe de babaca.

Entrando numa via
Quando quiser entrar numa via de maior velocidade após sair de uma rua de menor velocidade, simplesmente execute a técnica "embique e reze". Jogue paulatinamente a frente do carro (o bico) na via que se deseja atingir e faça cara de mau para os motoristas que vão tentar frear para não bater em seu carro. Acelere assim que puder para sair logo dali e não ficar parecendo uma estátua no meio da avenida.

Velocidade
Em Salvador quem é lerdo não tem vez! Se você estiver na via e se deparar com um lerdo na sua frente que te faça frear o carro, buzine! Faça jogo de luz, mude de faixa e ultrapasse-o, encarando com a cara mais malvada que você puder fazer. É inconcebível que existam pessoas que andem dentro dos limites de velocidade da via, mesmo que seja madrugada.

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Naturalmente, para quem ainda não entendeu, esse post foi escrito como uma crítica à falta de educação da grande maioria dos motoristas soteropolitanos. Infelizmente, Salvador já recebeu várias vezes o título de pior trânsito entre as capitais do país. A única coisa boa é que quem dirige aqui consegue dirigir em qualquer outro lugar, até na Índia.

sábado, 3 de outubro de 2009

Canguru

Na viagem de descoberta da Austrália, um grupo de marinheiros do Capitão James Cook capturou um bebê canguru, e trouxe a estranha criatura a bordo do navio. Ninguém sabia o que era aquilo, então alguns homens foram enviados à praia para perguntar aos nativos. Quando os marinheiros retornaram, disseram aos seus companheiros: "é um canguru". Muitos anos mais tarde, descobriu-se que quando os aborígenes disseram "canguru" significa "Não sei." na linguagem deles. [1]
Um canguru e seu filhote
Esse é o mito australiano para a origem do nome do canguru. Sem entender inglês, os aborígenes apenas respondiam "kanguru" que corresponde a palavra aborígene para "eu não sei". Apesar de os ingleses não falarem o idioma aborígene, isso não os impediu de batizarem o animal, símbolo da Austrália, de "eu não sei".

Agora, pensem num diálogo entre dois aborígenes. Liga a tecla SAP:
- Esses homens brancos são muito estranhos não?
- É mesmo!
- Chamam o nosso mascote Joey de "eu não sei". Pode?

A verdade mesmo é que a palavra canguru deriva de gaNurru, do idioma aborígene Guguyimidjir, significando um canguru cinzento oriental [2]. Uma vez que o idioma Guguyimidjir era falado apenas por algumas tribos aborígenes, os outros nativos australianos que não falavam Guguyimidjir não entendiam a o quê os ingleses se referiam quando chamavam o animal de kangaroo.

Fonte: Wikipedia e Canguru.info 
Referências:
[1] Publicado em The Observer (London, suplemento de 25 de novembro de 1973), apud Ian Hacking, Por que a Linguagem Interessa à Filosofia?, São Paulo: Editora UNESP, 1999. trad. Maria Elisa Marchini Sayeg sob a revisão de Cezar Augusto Mortari, pp. 150-51.
[2] Etymology of mammal names

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Lei anti-fumo (3)

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS), através da Vigilância Sanitária, e a Secretaria Municipal de Serviços Públicos e Prevenção à Violência (Sesp), através da Coordenadoria da Defesa do Consumidor (Codecon), trabalharão juntas a partir de dezembro na fiscalização do cumprimento da lei nº. 7651/2009, que proíbe o consumo de tabacos em ambientes coletivo, público e privado de Salvador. Desde 29 de julho, os locais fechados ou parcialmente fechados, como ambientes de trabalho, de cultura, de lazer, instituições de ensino e saúde, e estabelecimentos comerciais, estão proibidos de manter locais exclusivos para fumantes, os chamados "fumódromos".

Os estabelecimentos possuem 120 dias, a partir da data de regulamentação da lei, para se adequar às novas normas. Nesse período os órgãos municipais implantarão ações educativas com o objetivo de conscientizar a população e orientar os proprietários de estabelecimentos sobre a importância da lei como medida de saúde pública, enfatizando os malefícios do tabagismo ativo e passivo. "O nosso objetivo não é simplesmente autuar um estabelecimento, mas sim contribuir para a construção de uma consciência sanitária da população e obter ambientes 100% livres da fumaça do tabaco", afirma o subcoordenador da Vigilância Sanitária, Augusto Bastos.

Os responsáveis pelos estabelecimentos deverão informar ao público e afixar avisos sobre a proibição do consumo de cigarros com a indicação dos telefones da VISA e CODECON, e da Lei que impõe essa restrição. Terminado o prazo fixado para ações educativas e adequações, VISA e CODECON, juntos, farão fiscalizações de rotina, operações especiais e checarão denúncias. Quem não cumprir a lei poderá ser notificado, autuado, multado, e poderá ter seu estabelecimento interditado. 110 fiscais da VISA estarão espalhados pela cidade cumprindo essa e outras ações.

Qualquer cidadão pode denunciar os estabelecimentos irregulares à VISA ou CODECON, através dos telefones 3186-1100 ou 2203-3417.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Salvador

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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Lei anti-fumo (2)

Até o final deste mês, a Prefeitura de Salvador publica a regulamentação da Lei 7.651/2009, que proíbe o consumo de cigarros, cigarrilhas, charutos ou qualquer outro produto fumígero, derivado ou não do tabaco, em ambientes coletivos, públicos ou privados.

Sancionada pelo prefeito João Henrique em Maio, na véspera do Dia Mundial contra o Fumo (31 de maio), o Executivo tem o prazo de 60 dias para regulamentar a lei, definindo os procedimentos para a fiscalização.

Enviei um e-mail para a assessoria de imprensa da SUCOM e eles responderam que a regulamentação está pronta e será publicada até o final do mês de agosto, no máximo. A Coordenadoria de Defesa do Consumidor estará em campanha educativa em favor da Lei n°. 7.651/2009, no período estabelecido, a fim de, orientar os proprietários dos estabelecimentos comerciais sobre a norma.

O estabelecimento pode até mesmo perder a licença para funcionamento, se reincidir. A multa a ser aplicada para os donos dos empreendimentos e fumantes em caso de descumprimento é variável de R$ 300 a R$ 3 milhões.

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sábado, 18 de julho de 2009

Tentando responder a um comentário

Deixaram-me ontem à noite esse comentário no post "Como sair de uma crise financeira":
pelo amor de deus alexandre, trabalho com meu pai temos uma vidraçaria..mas depois de 7 anos e um monte de coisa mal administrada por parte dele, agora ele teve um pré infarto e estou eu aqui cheio de dividas...tinhamos 7 funcionarios agora temos 3 e mesmo assim com processos trabalhista de 3 deles... nao tenho como comprar material pra poder atender aos meus clientes q sempre confiaram em mim...estou desesperado.. ele (pai) esta com um carro com mandado de busca..por causa de 4 ultimas prestaçoes..eo q nao é justo perder esse carro depois de quase 32 prestações pagas um corsa 2004...o q vc acha de levarmos ele pra vender junto com o da minha mãe..e depois comprar um quitado mais novo e se sobrar pagar alguma conta..ao menos estaremos com um carro quitado e nao com busca e apreenssão.
pelo amor de deus me ajude!
Não sou profissional na área mas leio bastante sobre o tema de finanças pessoais. Achei tão inusitado o comentário que separei-o para tentar responder com um post exclusivo.

Começo parabenizando o meu leitor (que chique!) por admitir que está numa crise. Esse é o primeiro passo. Se você está em crise tem que tomar atitudes que lhe permitam sair dela o mais rápido possível.

O segundo passo é identificar o que pode ser cortado do orçamento. Você disse que já pagou 32 prestações de um carro fabricado em 2004 - portanto, com cinco anos de uso - e, por causa de 4 prestações atrasadas, existe um mandado de busca e apreensão que pode fazer com que fique sem o carro. Se conseguir vender esse carro, encontrando alguém ignorante o bastante para isso, estará agindo incorretamente, passando um problema adiante para outra pessoa. Você citou o carro de sua mãe e a possibilidade de vendê-lo. Digamos que ela queira realmente se desfazer de seu carro: venda-o, pague as 4 prestações atrasadas e honre seu compromisso. Avise a instituição financeira sobre a sua intenção que, com certeza, ela interromperá a busca e apreensão.

Suponhamos que você não precise do carro para trabalhar; então ele é um item que só te traz despesas no orçamento - IPVA, seguro, combustível, manutenção, depreciação, etc. Corte-o! Venda-o honestamente, com a documentação regular, e pegue o dinheiro para comprar o material que precisa para fazer sua pequena vidracaria voltar a dar lucro. Assim que começar a girar o capital na sua pequena empresa, reserve uma parte do lucro para pagar os processos trabalhistas que você citou.

Acerte as suas contas de uma vez! A equação é simples: Lucro = Receita - Despesa. Se você quer aumentar o lucro, só tem duas opções: (1) aumentar a receita ou (2) diminuir a despesa. Se você fizer sua empresa ganhar mais clientes e trabalhar duro para atendê-los bem, aumentará a receita. Se você cortar os gastos fúteis e desnecessários nesse período da sua vida, diminuirá a despesa. Se conseguir executar as duas opções juntas, aumentará mais ainda o lucro.

Se, depois de ler essa minha opinião, você achar que não é capaz de chegar lá, sugiro que procure um profissional em finanças pessoais e contrate-o. Com certeza, ele poderá lhe dar a orientação necessária para que sua vida se organize novamente. Boa sorte!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Dicas do que fazer quando somos cobrados por telefone

A dívida é pesada!O credor possui o direito de cobrar uma dívida, desde que esteja dentro dos limites da lei. Ele pode cadastrar o nome do devedor no SPC e SERASA, mandar cartas, telefonar e entrar com processo judicial de cobrança. Contudo, algumas empresas de cobrança costumam utilizar táticas de tortura psicológica contra os devedores, como ligar para os telefones (fixo e celular) diversas vezes ao dia, não respeitando horários, finais de semana ou feriados.

Essas empresas utilizam operadores de callcenters para cobrar dos devedores. Treinam-os através de uma verdadeira lavagem cerebral para falar exatamente o que está na cartilha de procedimentos. Ou seja, muitas vezes eles não sabem o que estão falando, apenas repetem. São alheios a qualquer outro fato existente, à lei e aos direitos das pessoas para quem estão ligando. Não tente argumentar com eles pois não há como argumentar com a ignorância.

Como exemplo, tem um caso em que uma pessoa recebeu uma ligação de uma empresa de cobrança de um cartão de crédito de um grande banco. Era uma verdadeira metralhadora de asneiras. Dentre algumas delas, estavam:

- “agora a dívida não prescreve mais” (Não é verdade: o prazo da lei é de 5 anos para cobrança da dívida);

- “o nome do devedor ficará para sempre no SPC e SERASA” (Não é verdade: o prazo da lei é de 5 anos para manutenção do cadastro a contar da data de vencimento da dívida e não da data da inclusão do cadastro);

- “o banco irá tirar a sua casa ou apartamento” (Não é totalmente verdade: se a casa ou apartamento for o imóvel único da pessoa ou da família não pode ser penhorado para pagamento deste tipo de dívida);

- “o banco pode penhorar o seu salário” (Não é verdade: o salário, vencimentos, subsídios, soldos, remunerações, proventos de aposentadoria, pensões, pecúlios e montepios, ou seja, as quantias recebidas destinadas ao sustento do devedor e sua família não podem ser penhorados para pagamento deste tipo de dívida);

- “nós temos o direito de ligar para o devedor quantas vezes quisermos, a qualquer dia, horário, inclusive para o seu trabalho”. (Não é verdade: a pessoa tem direito a privacidade e ligar para sua casa sem sua autorização é invadir sua privacidade; ligar para o trabalho, conhecidos ou para vizinhos expondo à dívida para outras pessoas é caso de dano moral).

De um lado da linha há um robô muito bem treinado para falar mentiras que certamente farão uma enorme pressão psicológica na pessoa que está do outro lado da linha, fragilizada, e que desconhece os seus direitos mais básicos de cidadão consumidor. Portanto, o conhecimento faz a diferença e o consumidor sem conhecimento vai sempre perder!

Então, o que fazer nestes casos? Primeiro de tudo, conheça os seus direitos. Invista um pouco de seu tempo lendo sobre direito do consumidor em sites especializados ou nos livros e revistas. Segundo, entre na Justiça pedindo uma ordem judicial por "obrigação de não fazer".

A "obrigação de fazer" consiste no pedido para que a Justiça determine a alguém que faça algo. Porém, muitos desconhecem que a lei também traz a "obrigação de não fazer".

Portanto, o consumidor que se sentir perturbado em sua privacidade e sua moral pelas constantes ligações de cobrança tem todo o direito de entrar na justiça com uma ação por "obrigação de não fazer" para exigir que a empresa de cobrança e o credor parem de lhe ligar e que o juiz fixe uma multa diária para cada vez que descumprirem a ordem judicial e ligarem. Perceba que você não está desobrigado de pagar a dívida, apenas de ser cobrado de forma incorreta. Se o credor quer cobrar a dívida, utilize o meio próprio e entre na Justiça.

Como provar as ligações? Exija da companhia telefônica a discriminação das ligações realizadas para o seu número. Em caso de ligações para vizinhos, conhecidos e para o trabalho, basta pegar testemunhas e entrar com uma ação por danos morais pelo fato das ligações e da exposição terem lhe causado constrangimento.

Exija os seus direitos! Procure um advogado de sua confiança, os Juizados Especiais de Pequenas Causas ou a Defensoria Pública. Não deixe que esses tipos de empresas passem por cima da lei.

Fonte: adaptado de um artigo do site SOS Consumidor.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Clube de Autores

Livros do site Clube de AutoresEm apenas quatro meses, cerca de 600 brasileiros publicaram livros, disponibilizaram-nos numa vitrine eletrônica e os comercializaram pela internet. Entre esses novos autores há médicos, professores, radialistas e juízes, entre outros profissionais, que sonhavam em publicar algo, mas não acreditavam que conseguissem fora de uma editora convencional. A ferramenta eletrônica que vem atraindo esse público chama-se Clube de Autores e foi criada por Ricardo Almeida e Índio Brasileiro Guerra Neto, respectivamente diretor-geral e sócio-diretor da empresa de planejamento estratégico I-Group.

"A tiragem mínima adotada pelas editoras eleva o custo para o escritor e impossibilita a publicação de iniciantes", diz Guerra Neto. No clube isso não existe. Os resultados obtidos pelo Clube de Autores sinalizam um cenário animador: 400 livros já foram impressos desde fevereiro. Para quem quiser se tornar sócio do clube, o primeiro passo é entrar no site www.clubedeautores.com.br e fazer o upload do arquivo onde está o texto - cada obra deve ter no mínimo 40 páginas. O autor escolhe o preço que deseja receber pelos direitos autorais.

O site mantém-se com uma taxa administrativa embutida no preço de capa; assim, quem a paga é o comprador. Quando o livro é comprado, o pedido vai diretamente para a gráfica, que imprime um a um, dá o acabamento final e despacha para o cliente– sendo que o autor recebe os direitos autorais após acumular-se um montante mínimo, de R$ 300,00.

O site é completamente gratuito para o autor, não sendo necessário nenhum tipo de compra por parte dele ou de tiragem minima. O site ainda não retém nenhum direito autoral ou trabalha com nenhum tipo de exclusividade comercial. Caso o autor queira ele pode retirar o seu livro do Clube de Autores a qualquer momento, em um processo ainda mais simples que o de publicação do livro.

Para testar o site, publiquei a minha monografia de conclusão da pós-graduação. Defini que queria receber R$ 0,00 por direitos autorais já que não pretendo obter lucro algum com ela. O livro já está disponível no site para qualquer um que queira ter uma versão impressa e bem acabada de minha monografia.

Espero terminar logo o meu romance para poder publicá-lo e vocês poderem comprá-lo e divertirem-se com as estórias do meu protagonista.

Fontes: Revista Istoé (Junho/2009) e Clube de Autores

domingo, 7 de junho de 2009

Sonho da casa própria: o melhor é alugar ou financiar?

Por Perla Ribero, da Redação CORREIO
Ver matéria original

A casa própria continua sendo o maior sonho dos brasileiros. Porém, no atual cenário econômico, nem sempre a compra do imóvel financiado é sinônimo de um bom negócio. Especialistas mostram, através de números, que morar de aluguel e fazer uma poupança pode ser, em alguns casos, mais rentável do que buscar um financiamento, ou, até mesmo, adquirir a casa com pagamento à vista.

Dos quatro consultores ouvidos pelo CORREIO, dois consideram que o retorno financeiro do aluguel pode ser mais interessante. Os outros destacam a segurança e estabilidade de morar na casa própria, e defendem que, em qualquer hipótese, com ou sem uma boa entrada, é melhor financiar.

A rentabilidade do negócio pode ser constatada avaliando a taxa de juros do financiamento e a que será aplicada caso o dinheiro que destinaria à compra do imóvel seja investido. Porém, para muita gente, não há dinheiro no mundo que pague a garantia de ter uma casa para chamar de sua.

“Sempre vai depender das taxas. É preciso analisar quanto a pessoa vai ganhar se aplicar, e quanto terá que pagar de financiamento. O aluguel deve ser equivalente a 1% do valor do imóvel. Se, porventura, estiver abaixo, melhor alugar e investir o restante do valor”, sugere o professor de mercado de capitais e sistema financeiro Raimundo Torres.

Já o professor de microeconomia Cláudio Damasceno é enfático ao considerar que o dinheiro pode crescer mais rápido no aluguel. Embora alerte que o mutuário deva ter cautela ao avaliar a melhor oportunidade para o seu perfil, ele destaca que, ao dar uma entrada, a pessoa imobiliza um capital que poderia ser aplicado no mercado financeiro ou em um investimento. Desta forma, estaria perdendo a possibilidade de obter uma rentabilidade maior.

Não há uma regra pronta que aponte qual é a opção mais viável. Entretanto, o coordenador de acompanhamento conjuntural da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), Luiz Mário Vieira, prefere adotar uma postura mais conservadora e defende, com unhas e dentes, o financiamento.

“O dinheiro que a pessoa usa para o aluguel pode aplicar na prestação, em vez de destinar a um imóvel que não é dela”, diz Vieira, advertindo que as prestações da casa própria não devem comprometer mais de 30% da renda familiar.

Vieira pontua ainda que, hoje, além da inflação controlada tornar mais favoráveis as condições de financiamento, o sistema também ficou mais transparente. “Hoje, a pessoa compra um imóvel e sabe como será até a última prestação. Antes, havia uma caixa-preta no financiamento”, explica. Outro que levanta a bandeira da compra é o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci), Samuel Prado.

“Se pode comprar algo financiado, por que alugar? A compra é sempre um investimento sólido, e há situações em que o valor da prestação equivale ao do aluguel”, pontua. Apesar das divergências, pelo menos em um aspecto eles concordam. A escolha depende muito da necessidade de cada um e sempre é preciso estar de olho nas taxas de juros e nas oportunidades.

O ditado popular diz que querer é poder. Porém, na prática, nemsempre é assim que as coisas funcionam. Se dependesse da empresária Tatiane Silva, 32 anos, ao deixar a casa da família, ela teria partido direto para um imóvel próprio.

Porém, ao colocar os números na ponta do lápis, constatou que não tinha poupado o suficiente para dar a entrada mínima de 20% para o financiamento do imóvel desejado. Enquanto a poupança vai engordando, ela está no aluguel. Mas planeja, em breve, poder dar o tão desejado salto e entrar no financiamento da casa própria.

“Quero dar uma entrada maior para diminuir o tempo de financiamento e obter uma parcela que não onere tanto o meu orçamento”, diz a empresária que, em um ano vivendo de aluguel, constatou que é possível, sim, manter a disciplina e juntar dinheiro para a aquisição do imóvel. E mais. Para ela, qualquer pessoa que mora de aluguel quer ter a casa própria.

Outra defensora da compra do imóvel é a funcionária pública Patrícia Santos, 29 anos. Mesmo contando com a comodidade de morar com os pais e não ter que arcar com nenhuma despesa, ela já vemse articulando para sair de casa. Poupa há alguns anos, mas não conseguiu o suficiente para comprar, à vista, o imóvel. Para fugir do financiamento, está verificando a possibilidade de conseguir um empréstimo familiar.

Porém, caso não consiga, nem cogita a possibilidade de encarar um aluguel. “Acho perda de tempo pagar aluguel. Se posso pagar por um imóvel para mim, por que pagar somente por um serviço? Até hoje não consegui encontrar vantagens em morar de aluguel”, diz a funcionária pública.

A resistência mostrada por Patrícia é compartilhada por milhares de pessoas. No entanto, o professor de microeconomia Cláudio Damasceno explica que, à medida que as pessoas vão tomando contato com o mundo financeiro, acabam trabalhando com a perspectiva de alocar os recursos com vista aos melhores resultados.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Lei anti-fumo

Finalmente, Salvador tem a sua lei anti-fumo aprovada e sancionada, começando a valer a partir de hoje. Eis a íntegra do texto legislativo:

LEI nº 7.651/09

Dispõe sobre a proibição do consumo de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos ou de qualquer outro produto fumígero, derivado ou não do tabaco, com o objetivo de criar ambientes de uso coletivo livres da contaminação por tabaco.

A CÂMARA MUNICIPAL DE SALVADOR DECRETA:

Art. 1º - Fica proibido o consumo de cigarros, cigarrilhas, charutos ou de qualquer outro produto fumígero, derivado ou não do tabaco, no âmbito do Município de Salvador, em ambientes de uso coletivo, públicos ou privados.

§ 1º - Aplica-se o disposto no “caput” deste artigo aos recintos de uso coletivo, total ou parcialmente fechados em qualquer dos seus lados por parede, divisória, teto ou telhado, ainda que provisórios, onde haja permanência ou circulação de pessoas.

Art. 2º - Fica o Poder Executivo autorizado a regulamentar esta Lei.

Salvador, 29 de maio de 2009.
PREFEITO JOÃO HENRIQUE CARNEIRO

Baseado no projeto de lei nº 90/09 de 16 de abril de 2009 proposto pelo vereador Alcindo Anunciação.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Fumo neles!

Cigarro apagadoJá há algum tempo eu queria colocar aqui os meus comentários sobre a lei antifumo que irá entrar em vigor a partir de Agosto em São Paulo.

O cigarro é insuportável! Fato!

Alguns fumantes ainda têm consciência social e evitam dar baforadas na cara dos não-fumantes, mas muitos não estão nem aí para o que pensam os que ainda querem viver mais algum tempinho com saúde.

Foi preciso a Assembléia Legislativa de SP fazer a nova lei para barrar os abusos cometidos pelos fumantes e adequar o Estado de São Paulo ao tratato internacional que foi homologado pelo Congresso Nacional.

Agora, a população de SP irá poder até mesmo punir os vizinhos de prédio que insistirem em fumar nas áreas comuns do condomínio. Quem quiser fumar que fume dentro de sua casa, ou em espaço totalmente aberto, e só!

Os donos de bares e restaurantes chiaram e foram à Justiça! Não interessa! O interesse público vem acima do interesse privado e econômico. Que eles adequem seus espaços para receber mais não-fumantes e não fiquem querendo que os fumantes continuem frequentando seus estabelecimentos.

Ontem, o Supremo Tribunal Federal rejeitou a ação de inconstitucionalidade impetrada pelos bares e restaurantes de SP. Acredito que não há mais nada que impeça a nova lei de entrar em vigor.

Tomara que os demais Estados do Brasil copiem a iniciativa paulista.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Odisséia 3G

Todas as vezes que viajo para Alagoinhas ou para o Litoral Norte, quando preciso acessar Internet do meu notebook, fico sempre limitado à existência de uma conexão na casa em que fico. Para suprir essa minha necessidade, comecei a pesquisar sobre o acesso via rede 3G das operadoras de celular.

Como o meu uso é esporádico, busquei um plano em que eu pagasse apenas quando fosse necessário usar. Dentre as operadoras existentes, interessei-me pela Tim com seu plano de acesso Web pré-pago. Antes, passei na Oi e comprei um modem 3G desbloqueado pois tinha certeza de que precisaria mais tarde trocar de operadora conforme a região em que fosse acessar.

No dia 22 de abril eu comprei um chip pré-pago da Tim com o objetivo de acessar a Internet via rede 3G. Eu queria fazer testes com o acesso da Tim. Tentei ativar o plano chamado Pacote Dia e o atendente informou que era preciso recarregar antes com créditos.

No dia 23 de abril fiz uma recarga de 15 reais na lotérica e liguei para o atendimento. O rapaz da Tim disse que fez o cadastro do plano no meu pré-pago e que já poderia utilizar o acesso pré-pago. Fiz os procedimentos para ativação via SMS mas a confirmação final nunca vinha. Esperei para ver se não era lentidão da rede e nada!

No dia 24 de abril, liguei para o atendimento e expliquei toda a situação. A moça me explicou que a linha ainda não estava ativada pois eu precisava fazer uma ligação tarifada (ou seja, gastar meus créditos fazendo uma ligação inútil) para o sistema desbloquear minha linha. Porque o rapaz do dia anterior não me disse nada? Me fez perder o meu tempo com essa bobagem.

Após ligar, passando um trote em minha esposa, fiz os procedimentos para ativação da Internet via SMS e... nada! A mensagem de confirmação final nunca vinha. Liguei para o atendimento da Tim e expliquei tudo novamente. A menina do outro lado da linha disse que podia ser uma lentidão da rede e que era para aguardar 24 horas. Se eu estivesse precisando da Internet naquele momento, quer dizer que eu deveria ter previsto isso no passado e ativando antes? Esse serviço é para ser imediato, na hora, on-line. Nada de esperar "x" horas para funcionar.

No dia 27 de abril, liguei novamente pois tinha se passado mais de 48 horas e a mensagem de confirmação não havia chegado. Após passar por quatro atendentes, a moça consultou até a alma do sistema de atendimento e descobriu que minha linha não estava localizando os meus créditos de recarga. E pior, os créditos estavam sumindo e nada de serviço funcionar. Ela me disse que não sabia mais o que fazer e iria abrir um chamado para o suporte de último nível. Prazo: cinco dias úteis para uma resposta.

Finalmente, no dia 30 de abril, me ligam para dar a resposta de que eu já poderia utilizar o serviço. Mas os créditos não seriam restituídos pois a Tim cobra por cada SMS enviado, até mesmo para ativação de serviços. Que covardia! Fui assaltado pela operadora Tim em plena luz do dia! Fiz os procedimentos com os poucos créditos que sobraram e consegui finalmente acessar a Internet via o plano pré-pago da Tim depois de esperar 4 horas pela confirmação. Sim! Quatro horas se passaram para que eu conseguisse autorização para acessar a Internet.

Conclusão: se eu quiser acessar Internet agora com o meu modem 3G e meu chip pré-pago da Tim, terei que fazer outra recarga pois só me sobraram R$ 0,89 de créditos, e prever que eu usarei o serviço daqui a algumas horas para começar a enviar o SMS solicitando o serviço.

Só não estou mais revoltado com a situação porque meu uso com essa Internet é ocasional. Para o meu uso constante eu tenho GVT e estou satisfeitíssimo.

sábado, 28 de março de 2009

Curitiba, final (infelizmente)

Ontem chegamos tão cansados da viagem que fomos dormir cedo. Por isso, tive que deixar o post final para escrever hoje.

Não fizemos nada além de comprar lembranças e andar pela última vez no Calçadão da XV. Assim, deixei para esse post um conjunto de observações nossas e comentários sobre Curitiba; uma típica "raspa do tacho".

27/03/2009

Após o café da manhã no hotel, saímos para o Calçadão da XV para comprar lembranças numa loja que vimos no primeiro dia. Eu e Rosinha temos uma tradição de comprar imãs de geladeira em todos os lugares para os quais viajamos. Um dia eu coloco uma foto aqui no blog mostrando como está a nossa geladeira, hehehe. Quando voltamos, era a hora da tristeza pois as malas precisavam ser arrumadas para nosso retorno a Salvador.

Depois que fechamos a conta no hotel, pegamos um táxi para o Shopping Estação. Lá almoçamos na microcervejaria Bier Hoff, com buffet a R$ 12,90 por pessoa. Antes, tomamos um chopp artesanal que é feito pelo próprio restaurante; simplesmente, uma delícia! Achei melhor do que o chopp no Bar do Alemão.

Eu e Rosinha na microcervejaria Bier Hoff

Depois do almoço, pegamos o ônibus executivo para o aeroporto e esperamos até a hora do voo para Salvador. Chegamos por volta das 19h, sob uma temperatura de 29ºC. Para quem acabava de chegar de Curitiba, senti logo o calor e o suor começando a escorrer na cara.

Raspa do tacho sobre Curitiba

> Água gelada nas torneiras
Todas as torneiras que abrimos, sejam em banheiros públicos ou no quarto do hotel, jorravam água gelada. Só tinha visto isso em Brasília. Não tenho muito conhecimento sobre isso mas acredito que seja em razão da altitude - Curitiba está a 934 m acima do nível do mar e Brasília a mais de 1000 m.

> Casas de madeira

Em Curitiba existem muitas casas feitas de madeira, influência das culturas alemã, polonesa e ucraniana. Segundo o nosso guia do passeio para Morretes, os europeus dominavam muito bem a tecnologia da marcenaria e encontraram em Curitiba farta quantidade de pinheiros e araucárias, madeiras de boa qualidade. Vejam um exemplo na foto abaixo que tiramos de dentro do trem para Morretes.

Casa de madeira

> Casas com reboco

Quem já visitou Salvador percebe que aqui existem muitas casas sem reboco. O efeito disso é que a cidade fica parecendo que tem um monte de favelas em todos os seus morros. Lá, em Curitiba, é raríssimo você ver uma casa que não esteja devidamente rebocada.

> Pássaros Quero-quero

Eu e Rosinha nos divertimos muito no Parque Barigui observando alguns pássaros chamados de Quero-quero. Eles andam um pouco e param, feito estátuas. Andam mais um pouco e param. Inclinam a cabeça e param. Parece que eles estão eternamente brincando de estátua. Também encontramos alguns no Jardim Botânico.

Quero-queros no Jardim Botânico

> Comida barata

O curitibano come bem e barato. Buffets livres por pessoa a R$ 4,50 e R$ 5,50 são normais no centro da cidade. Nos shoppings, variam entre R$ 10,90 a R$ 16,90. O mais caro que ficamos sabendo era o do restaurante Madalosso, no bairro Santa Felicidade, que custava R$ 25,00 por pessoa.

Além disso, eles tem nomes diferentes para algumas coisas que em outras cidades também existem:
- pingado: é a média aqui em Salvador, ou seja, o café com leite;
- cueca virada: é uma massa de empada, virada ao avesso e frita para servir de petisco;
- vina: é a salsicha que conhecemos aqui em Salvador (não é a tipo viena, é a normal).

> O sol

Tivemos sorte em pegar um tempo bom em Curitiba e vermos o sol todos os dias. No voo de ida, um curitibano que trabalha na Bahia sentou na poltrona ao lado da minha e, no batepapo, nos advertiu que o sol de Curitiba queimava mais do que o de Salvador. Eu achei estranho porque Salvador é mais quente, mas ele achava que era por causa da altitude: ar mais rarefeito do que o de Salvador.

Com isso, sempre passamos protetor solar antes de sair para nossos passeios. E era verdade! Algumas partes do corpo que não ficaram protegidas (como a minha careca, por exemplo) ficaram queimadas. Não chegou a ser queimadura grave, mas queimou mais do que o normal. Em Salvador eu só queimo quando vou à praia; em Curitiba, basta dar um passeio em dia de sol para se queimar.

> Fumo e bitucas de cigarro

Já havia comentado isso em posts anteriores: a maioria dos curitibanos fumam. Era impossível andar pela cidade sem sentir cheiro de cigarro e levar uma baforada na cara. No chão, várias pontas de cigarro, principalmente no Calçadão da XV. As entradas dos shoppings eram abarrotadas de fumantes pois dentro é proibido fumar. Foi a única coisa que odiamos em Curitiba.

> Simpatia dos curitibanos

Antes de irmos para Curitiba, pesquisamos muito sobre o modo de vida dos curitibanos e sempre encontrávamos referências dizendo que as pessoas eram fechadas, frias e não gostam de quem vinha de fora. Assim, já fomos com certo receio e preparados para o que viesse a acontecer.

Superando essa expectativa, o que encontramos foram pessoas extremamente simpáticas, atenciosas e receptivas. Desde o pessoal do hotel (apesar da obrigação deles em atender bem) até os cobradores das estações que nos deram informações para andar de ônibus por lá, todos foram bons conosco. Só teve uma exceção com um garçom de um café, e por isso nem ficamos lá muito tempo.

Talvez exista realmente uma minoria que seja fria e fechada como achávamos e, infelizmente, a maioria leva a fama por eles. Ainda bem que o povo curitibano não é assim.

Final

Enfim, Curitiba é uma bela cidade! Deu até vontade de ir morar lá. No dia 29 de março ela completará 316 anos de fundação; no mesmo dia, Salvador completará 460 anos. Apenas 144 anos separam a história dessas duas cidades mas, devido à diferença histórica de colonização, as duas desenvolveram-se de forma completamente diferente.

Parabéns a Curitiba pelo seu aniversário. Espero retornar em breve!

quinta-feira, 26 de março de 2009

Curitiba, 4º dia

O que é bom acaba logo! Nosso penúltimo dia em Curitiba foi marcado pelo passeio a Morretes, com direito a desgustação do famoso Barreado.

26/03/2009

Morretes é uma cidade ao pé da Serra do Mar, próximo ao litoral paranaense. Está a 10 metros acima do nível do mar, enquanto Curitiba está a mais de 900 m de altitude.

A empresa Serra Verde Express disponibiliza um passeio de trem que desce toda a serra, saindo de Curitiba e indo até essa cidade. O passeio inclui, além do trem, um city tour em Morretes, uma parada para almoço, outro city tour em Antonina, cidade próxima, e a volta de carro pela Estrada da Graciosa.

Eu e Rosinha dentro do trem

A descida de trem pela serra é deslumbrante! Confiram as fotos que selecionei para o blog.

Vista do trem para um lago

Vegetação na beira dos trilhos

Um dos muitos rios que cortam a estrada de ferro

Caniôn que se avista da janela do trem

Uma das vistas da Serra do Mar

O trem passando por cima de uma ponte

A ponte pela qual o trem havia passado

Quando chegamos em Morretes, nosso guia sugeriu uma mudança no roteiro, fazendo com que o city tour em Antonina fosse antes do almoço. Foi até bom porque o almoço seria "pesado".

Rosinha na praça próxima à estação ferroviária de Morretes

Calçada na cidade de Antonina

Quando retornamos de Antonina, fomos para o restaurante apreciar o famoso Barreado. Esse prato é preparado com carne, toucinho e temperos típicos de Morretes. O nome vem da expressão "barrear" a panela, com um pirão de farinha de mandioca, para evitar que o vapor escape e o cozido não seque depressa. A carne é cozida até que se desfie por si só.

O barreado sendo servido

Antigamente, o cozimento do Barreado era feito pelos antigos habitantes em valas sobre um braseiro, levando cerca e vinte e quatro horas para ficar pronto. Hoje, é feito em panela de ferro e leva apenas dez horas. Quando esse prato é servido nesse passeio, vem acompanhado de (1) entrada com saladas, torradas, mariscos e molhos, (2) o prato principal com arroz, banana e farinha, (3) complementos com peixe à milanesa, camarão empanado e camarão ao molho, e (4) bala de banana artesanal como sobremesa. Nem preciso dizer que depois desse prato, fiquei "barreado". É muita comida!

O batizado do barreado

Fizemos o city tour em Morretes e depois seguimos viagem de volta pela Estrada da Graciosa. É uma estrada charmosa, com um trecho em calçamento de paralelepípedo e vários mirantes. Alguns deles tem quiosques com churrasqueiras para o pessoal da comunidade se divertir nos finais de semana.

Vista da Estrada da Graciosa

Vista da Estrada da Graciosa

Quando chegamos no hotel, o cansaço bateu. Tomamos um banho e saímos para tomar café. Amanhã iremos dar mais uma volta no centro de Curitiba e, à tarde, retornamos para Salvador. Que pena!

quarta-feira, 25 de março de 2009

Curitiba, 3º dia

Mais um dia em Curitiba, com previsão de temperaturas oscilando entre 15ºC e 25ºC. Constatamos, olhando em diversos termômetros espalhados pela cidade, temperaturas de 26ºC a 29ºC por volta das 11h da manhã. É igual ao calor que faz em Salvador às 7h da manhã! Hoje à noite fez um pouco mais de frio do que nos outros dias. Ainda estou andando de bermuda e camisa pelas ruas à noite. Rosinha, hehehe, está toda encapotada.

25/03/2009

Hoje planejamos passear pela cidade de ônibus. Falam tanto do sistema de transporte público de Curitiba que resolvemos experimentar como é andar de coletivo por aqui. Pegamos informações com o pessoal do hotel e fomos andando até o Mercado Municipal, de onde pegaríamos o ônibus para o Jardim Botânico.

Com 20 minutos de caminhada, chegamos ao Mercado Municipal. Esse mercado fica em frente à Estação Rodoferroviária de Curitiba e é muito parecida com a Ceasa do Rio Vermelho, em Salvador. A diferença fica por conta da limpeza e iluminação.

Vista do mercado municipal no segundo andar

De lá, andamos para uma estação tubo para pegar o biarticulado para o Jardim Botânico. O preço da passagem é de R$ 2,20 (o mesmo de Salvador) de segunda a sábado; nos domingos, a passagem custa R$ 1,00. As estações são projetadas para que o passageiro pague a passagem ao entrar nelas e espere o ônibus em uma estrutura parecida com um tubo. O embarque e desembarque é bastante rápido e lembra muito o metrô de São Paulo, segundo Rosinha. Calcula-se que a economia de tempo para o passageiro seja de uma hora por dia com esse sistema (fonte: Prefeitura de Curitiba).

Uma das estações tubo

Ônibus biarticulado

Saltamos na estação tubo mais próxima do Jardim Botânico e fomos andando até uma das entradas do parque. Lá dentro existem vários caminhos diferentes que, no final, levam à famosa estufa. Decidimos começar passando próximo ao Museu Botânico. Não entramos porque, infelizmente, está fechado para manutenção.

Eu no Jardim Botânico

Quando chegamos nos jardins próximos à estufa, ficamos extasiados. Aquilo é muito lindo! E ventilado também. Porém, dentro da estufa a coisa é diferente. Quente, muito quente! Não conseguimos ficar nem cinco minutos lá dentro. Afinal, é uma estufa né?

Eu dentro da estufa

Bebemos uma água e iniciamos a caminhada de volta à estação tubo para ir ao Passeio Público. Muito bom andar de ônibus aqui; nem se compara a Salvador. Ficamos decepcionados com a falta de conservação desse parque. Não sei se a prefeitura ainda irá revitalizá-lo mas a situação atual é degradante. Lembrou muito o Passeio Público de Salvador.

Rosinha no Passeio Público

Dali, fomos andando em direção ao Largo da Ordem, no Setor Histórico de Curitiba. Lembra um pouco o Pelourinho de Salvador; tiramos muitas fotos e depois fomos procurar o famoso Schwarzwald, vulgo Bar do Alemão; afinal, ninguém consegue falar esse nome. Pedimos os recomendados chopp's Submarinos. São canecas de chopp com uma mini-caneca de brinde dentro. Você bebe a cerveja e, no final, leva o brinde para casa.

Chopp submarino

Para degustar os chopps, pedimos lingüiça branca como petisco. Detalhe: o cardápio alemão é cheio de iguarias como lingüiça, salsicha e porco. O som ambiente é genuinamente germânico. Só toca aquelas musiquinhas com sanfoninha, hehehe.

Eu, bêbado, tomando mais um chopp

Com apenas uma caneca de chopp (475ml), Rosinha já ficou chamando urubu de louro. Eu pedi mais um copo. Depois que saímos de lá, fomos para o Shopping Mueller. A situação era tão etílica que eu e Rosinha dormimos nas poltronas de descanso do shopping. Quando acordamos, fomos até a Praça do Homem Nu, próximo ao shopping.

Praça do Homem Nu

Decidimos voltar para o hotel porque Rosinha ainda estava bêbada e com as pernas doendo. Pegamos um táxi e aí descobrimos que, em Curitiba, é melhor andar de ônibus do que de carro. A todo momento tinha uma sinaleira fechando e os carros se amontoando nas vias. Quando chegamos no quarto do hotel, apagamos.

No final da tarde, saímos pelas ruas para passear. Lembramos que ainda faltava conhecer a Praça Rui Barbosa. Lá parece um grande terminal de ônibus com um parque no meio, saindo linhas para todos os cantos da cidade.

Eu na Praça Rui Barbosa

Colado com o parque tem um espaço conhecido como Centro de Cidadania, que me lembrou o Mercado Modelo de Salvador. Vários comerciantes vendem todo tipo de objetos às pessoas que passam por ali.

Rosinha no Centro de Cidadania

De lá, fomos para o Shopping Estação para comer alguma coisa. No caminho, vimos como ficam as estações tubo no horário do rush. Lotadas!

Hora do rush

Na volta para o hotel, Rosinha estava com tanto frio que se encapotou toda. Eu continuei andando com meu bermudão numa boa, hehehe.

Rosinha com frio

Amanhã, iremos para Morretes. Até lá!

terça-feira, 24 de março de 2009

Curitiba, 2º dia

Continuando, nosso segundo dia em Curitiba, um dia de sol e muito calor. Destaque do dia: o city tour da Linha Turismo.

24/03/2009

Acordamos, tomamos o café da manhã no hotel e fomos caminhando para a Praça Tiradentes para pegar a saída do ônibus da Linha Turismo. Esse ônibus faz um percurso por todos os principais pontos turísticos da cidade, com saídas de meia em meia hora. A duração completa do percurso é de duas horas e meia. Pagamos R$ 20,00, cada um, por uma cartela com cinco bilhetes. Nós gastamos dois na saída do ônibus e podemos reembarcar mais quatro vezes, descendo para conhecer algum ponto turístico em especial.

Eu e Rosinha no andar de cima do ônibus

Como já tínhamos conversado com o pessoal do hotel, a dica é descer nos pontos que são mais distantes do hotel, e deixar os outros pontos para ir com o ônibus convencional mesmo ou a pé. De dentro do ônibus nós fomos tirando algumas fotos, como a do Teatro Paiol, por exemplo.

Fachada do Teatro Paiol

O ônibus continua seu trajeto passando pelo Jardim Botânico (deixamos para conhecer depois porque é perto do hotel), Mercado Municipal, Teatro Guaíra, Memorial Árabe, Passeio Público e Centro Cívico (equivalente ao Centro Administrativo da Bahia). Ainda de dentro do ônibus, tiramos uma foto quando passamos pelo Museu Oscar Niemeyer. Continuamos o city tour, passando pelo Bosque do Papa, Bosque do Alemão, Universidade Livre do Meio Ambiente e Parque São Lourenço até saltarmos na Ópera de Arame.

Museu Oscar Niemeyer

A Ópera de Arame é um teatro com estrutura em aço tubular que abriga um espaço para eventos de até 2 mil pessoas. Para chegar ao auditório, caminhamos por uma ponte em cima de um lago, de onde avistamos uma bela paisagem com cachoeira e peixes.

Eu e Rosinha na Ópera de Arame

Na saída da Ópera de Arame, calculamos o quão longe seria o próximo ponto turístico e confirmamos a distância com uma lojista de artesanato; economizamos um bilhete cada em troca de vinte minutos de caminhada até o Parque Tanguá.

O Parque Tanguá é grande, imenso, com muita vegetação e um jardim lindo, chamado Jardim Poty Lazzarotto, onde temos um mirante a 65m de altura em relação ao lago inferior. Enquanto tirávamos muitas fotos, a barriga roncou. Já era a hora de ir para o ponto turístico gastronômico de Curitiba: o bairro Santa Felicidade.

Parte do Jardim Poty Lazzarotto com o mirante ao fundo

O bairro Santa Felicidade é um bairro que concentra uma quantidade enorme de restaurantes da culinária italiana. Antes de chegarmos no bairro, passamos com o ônibus pelo Parque Tingüi e o Memorial Ucraniano (mas não descemos neles).

Na Santa Felicidade, andamos um pouco para ver as opções de restaurantes e escolhemos um no qual o buffet por pessoa custava R$ 10,90. Quem mora em Salvador vai achar isso barato demais. Mas, por aqui em Curitiba, eu e Rosinha já vimos restaurantes com buffets por pessoa de R$ 4,50 e R$ 5,50 - e não são espeluncas. Comemos muito bem, descansamos nos bancos na frente do restaurante e fomos para o ponto de ônibus reembarcar para continuar a viagem.

Bairro Santa Felicidade

Em alguns minutos, chegamos ao Parque Barigüi. Esse é o parque preferido dos curitibanos e é fácil notar por quê. Agradável, amplo, com um lago imenso e vários animais silvestres e migratórios. Até capivaras são criadas soltas por lá! Ficamos sentados nos bancos do parque para descansar os pés (doloridos de tanto andar). Para quem é meio nerd como eu, uma coisa que chamou a atenção foi ter conexão wi-fi grátis no parque. Incrível!

Entrada do Parque Barigüi

Capivaras no Parque Barigüi

Gastando nosso penúltimo reembarque, seguimos com o ônibus para a Torre da Telepar, ou Torre Panorâmica da Brasil Telecom. Essa é a única torre de telefonia no Brasil que possui mirante aberto a visitação. A taxa de ingresso custa R$ 3,00 e subimos por um elevador mais de 100m acima para chegar ao mirante que nos dá uma visão de 360º de toda a cidade. Dá pra ver até a Serra do Mar ao fundo!

Parque Barigüi visto da torre

Por fim, entregamos ao cobrador nossos últimos bilhetes e fomos em direção à praça de onde saímos. Antes, o ônibus passa pelo Setor Histórico de Curitiba mas deixamos para conhecer outro dia por ser perto do hotel. Saltamos na Praça Tiradentes e, enfim, tiramos fotos por lá. Na praça tem a Catedral Basílica de Curitiba e o Marco Zero da cidade.

Basílica de Curitiba

A Praça foi revitalizada recentemente e colocaram todo o calçamento novo suspenso por cima do calçamento original para preservar a condição arqueológica da mesma. Em um trecho, vidraças permitem que vejamos como era a calçada original da praça.

Calçada da Praça Tiradentes

Dali fomos caminhando pelo Calçadão da XV e fizemos algumas compras. Tentei comprar shorts mas parece que aqui ninguém vende; deve ser por causa do frio e os homens curitibanos preferem comprar bermudas e calças. Confirmamos o que percebemos ontem: muitas pessoas baixinhas, muitos descendentes de orientais e muitos fumantes. Ô povo que fuma! Cuidam tão bem da cidade e do meio ambiente e esquecem de cuidar de sua própria saúde.

Nossos planos para amanhã são: ver o Jardim Botânico, o Mercado Municipal, o Passeio Público e o Largo da Ordem. Ah, e tomar uma cerveja no Bar do Alemão! Yes! Na quinta-feira, o pessoal do hotel está vendo se podemos ir para Morretes. Depois eu explico o que é isso.

Até amanhã!