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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Cultura organizacional

Há anos atrás, aqui em Salvador, uma empresa de Informática contratava jovens universitários e recém-formados para preencher seu quadro de vagas. Essa empresa deslanchou e alcançou reconhecimento entre os seus clientes, devido à dedicação que os jovens davam ao seu trabalho como analistas de sistemas e programadores.

Nos corredores, era possível ouvir os mais estranhos sons vindos dos MP3 players; nas mesas existiam verdadeiros estoques de guloseimas e garrafas de Coca-Cola; a flexibilidade de horários ajudava bastante, principalmente os que ainda estudavam. Ao meio-dia, os funcionários pediam marmitas, almoçavam nas mesas o mais rápido possível e depois iam jogar Counter-Strike pelo restante do tempo de almoço para amenizar o transtorno dos problemas do dia-a-dia.

Os profissionais de Informática são pessoas relativamente fáceis de se agradar! O ambiente existente nessa empresa, os salários em dia e o coleguismo ocasionado das longas horas juntos trabalhando faziam com que esses jovens pensassem duas vezes antes de trocar de empresa.

Um dia, a empresa mudou radicalmente sua posição e a forma de trabalhar (ouvindo música, teclando em instant messengers, com horários flexíveis) foi classificada como falta de profissionalismo. Ela ganhou alguns selos de qualidade e precisava passar uma imagem mais formal; começou a proibir todas as coisas que os jovens julgavam importante. Resultado: a maioria abandonou a empresa.

Antes de deixar um pseudo-consultor mudar a cultura organizacional de sua empresa, preste atenção no que mantém a sua equipe unida. Afinal, como é conhecido no futebol, em time que está ganhando não se mexe.

OBS: Esse post foi inspirado num e-mail enviado por Laércio Queiroz na lista da comunidade JavaBahia.