Mostrando postagens com marcador computação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador computação. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Como não ficar com o nome grifado em rosa no Gmail

Essa dica é de extrema importância para todos os machistas que possuem Gmail. Se você não tem um Gmail, ou se até tiver, mas não o usa como email principal, está dando mole. Lamento profundamente. É o melhor sistema de e-mail já criado no mundo. Ponto.

Quem tem Gmail já percebeu que nas discussões entre vários remetentes, onde as mensagens ficam agrupadas, cada remetente fica grifado com uma cor diferenciada, muito comum quando você está falando de algum assunto em uma lista ou fórum.

Já teve o desprazer de ter seu nome grifado em rosa? Sim, imagine você discutindo sobre linguagens de programação, ou algum assunto importante para a humanidade, e quando vai listar as respostas aparece seu nome grifado em rosinha. O Google ri de você nesse momento e deixa um código no cookie do seu browser indicando que você é uma bichona.

Mas, como se livrar desse mal e só sair com cores de macho no Gmail? Muito simples caro macho alfa das outras: basta nunca ser o quinto respondente.

O infeliz quinto elemento que responder ou comentar algo será grifado como "rosinha" para todo o sempre, até que a discussão chegue ao fim e uma nova seja aberta.

Existem outras cores que também deixarão todos rindo de você e soltando piadinhas infames, principalmente o sujeito que iniciar a discussão que é um verde e o segundo, o vermelho sangue! Ser o first aqui vale a pena, e não é coisa de idiota querer ser o primeiro a comentar em algum post.

Segue a listagem com 10 cores que o Gmail grifa os remetentes:
  1. Verde Escuro
  2. Vermelho Sangue Infernal
  3. Roxinho
  4. Amarelo
  5. Rosinha
  6. Azul-Verde
  7. Verde-Azul
  8. Rosinha escuro
  9. Amarelo Escuro
  10. Roxo-Azul

E não importa se depois de você ter sido o quinto a responder falar novamente, seu nome sempre será rosinha. Deixe seus amigos se estreparem, deixe tudo estrategicamente armado para aquele cara que você não gosta ser o rosinha e o humilhe na frente de seus outros coleguinhas.

É infalível e a depender da pessoa funciona melhor do que um roundhouse kick direto na caixa dos peito. Fiquem ligados agora ok?

Fonte: e-mail.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Project Natal

No post anterior eu falei do CamSpace e da maravilha que é controlar o computador com coisas reais. E será que dá pra controlar somente com gestos e expressões? A Microsoft está preparando isso para seu console XBox. O nome do experimento é Project Natal.



Dá pra imaginar muitos usos para essa tecnologia. Rosinha gostou da parte em que a menina no vídeo experimenta a roupa virtualmente sem precisar ficar tirando e pondo na real.

CamSpace

Já pensou movimentar suas ações com o computador usando objetos reais ao alcance de sua mão? Já pensou jogar ping-pong no computador usando latas de Coca-Cola? E que tal tocar um piano golpeando bastões coloridos no ar?

Essa tecnologia já existe e pode ser usada agora por você, basta conectar QUALQUER WEBCAM ao seu computador e instalar o CamSpace. Veja no vídeo abaixo como funciona o produto. É gratuito e está disponível para download no site do fabricante.



Achei fascinante: uma prova de como o futuro será melhor do que imaginamos.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Velhos ditados na era digital

Esses versos circulam por e-mail ao redor do mundo; apenas resolvi copiá-los aqui. Enjoy it!

  1. A pressa é inimiga da conexão.
  2. Amigos, amigos, senhas à parte.
  3. Antes só, do que chats aborrecidos.
  4. A arquivo dado não se olha o formato.
  5. Diga-me que chat frequentas e te direi quem és.
  6. Para bom provedor uma senha basta.
  7. Não adianta chorar sobre arquivo deletado.
  8. Em briga de namorados virtuais não se mete o mouse.
  9. Em terra off-line, quem tem um 486 é rei.
  10. Hacker que ladra, não morde.
  11. Mais vale um arquivo no HD de que dois baixando.
  12. Mouse sujo se limpa em casa.
  13. Melhor prevenir do que formatar.
  14. O barato sai caro. E lento.
  15. Quando a esmola é demais, o santo desconfia que tem vírus anexado.
  16. Quando um não quer, dois não teclam.
  17. Quem ama um 486, Pentium 5 lhe parece.
  18. Quem clica seus males multiplica.
  19. Quem com vírus infecta, com vírus será infectado.
  20. Quem envia o que quer, recebe o que não quer.
  21. Quem não tem banda larga, caça com modem.
  22. Quem nunca errou, que aperte a primeira tecla.
  23. Quem semeia e-mails, colhe spams.
  24. Quem tem dedo vai a Roma.com
  25. Um é pouco, dois é bom, três é chat ou lista virtual.
  26. Vão-se os arquivos, ficam os back-ups.
  27. Diga-me que computador tens e direi quem és.
  28. Há dois tipos de pessoas na informática. Os que perderam o HD e os que ainda vão perder...
  29. Uma impressora disse para outra: Essa folha é sua ou é impressão minha.
  30. Aluno de informática não cola, faz backup.
  31. O problema do computador é o USB (Usuário Super Burro).
  32. Na informática nada se perde, nada se cria. Tudo se copia... E depois se cola.

Até a próxima!

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Odisséia 3G

Todas as vezes que viajo para Alagoinhas ou para o Litoral Norte, quando preciso acessar Internet do meu notebook, fico sempre limitado à existência de uma conexão na casa em que fico. Para suprir essa minha necessidade, comecei a pesquisar sobre o acesso via rede 3G das operadoras de celular.

Como o meu uso é esporádico, busquei um plano em que eu pagasse apenas quando fosse necessário usar. Dentre as operadoras existentes, interessei-me pela Tim com seu plano de acesso Web pré-pago. Antes, passei na Oi e comprei um modem 3G desbloqueado pois tinha certeza de que precisaria mais tarde trocar de operadora conforme a região em que fosse acessar.

No dia 22 de abril eu comprei um chip pré-pago da Tim com o objetivo de acessar a Internet via rede 3G. Eu queria fazer testes com o acesso da Tim. Tentei ativar o plano chamado Pacote Dia e o atendente informou que era preciso recarregar antes com créditos.

No dia 23 de abril fiz uma recarga de 15 reais na lotérica e liguei para o atendimento. O rapaz da Tim disse que fez o cadastro do plano no meu pré-pago e que já poderia utilizar o acesso pré-pago. Fiz os procedimentos para ativação via SMS mas a confirmação final nunca vinha. Esperei para ver se não era lentidão da rede e nada!

No dia 24 de abril, liguei para o atendimento e expliquei toda a situação. A moça me explicou que a linha ainda não estava ativada pois eu precisava fazer uma ligação tarifada (ou seja, gastar meus créditos fazendo uma ligação inútil) para o sistema desbloquear minha linha. Porque o rapaz do dia anterior não me disse nada? Me fez perder o meu tempo com essa bobagem.

Após ligar, passando um trote em minha esposa, fiz os procedimentos para ativação da Internet via SMS e... nada! A mensagem de confirmação final nunca vinha. Liguei para o atendimento da Tim e expliquei tudo novamente. A menina do outro lado da linha disse que podia ser uma lentidão da rede e que era para aguardar 24 horas. Se eu estivesse precisando da Internet naquele momento, quer dizer que eu deveria ter previsto isso no passado e ativando antes? Esse serviço é para ser imediato, na hora, on-line. Nada de esperar "x" horas para funcionar.

No dia 27 de abril, liguei novamente pois tinha se passado mais de 48 horas e a mensagem de confirmação não havia chegado. Após passar por quatro atendentes, a moça consultou até a alma do sistema de atendimento e descobriu que minha linha não estava localizando os meus créditos de recarga. E pior, os créditos estavam sumindo e nada de serviço funcionar. Ela me disse que não sabia mais o que fazer e iria abrir um chamado para o suporte de último nível. Prazo: cinco dias úteis para uma resposta.

Finalmente, no dia 30 de abril, me ligam para dar a resposta de que eu já poderia utilizar o serviço. Mas os créditos não seriam restituídos pois a Tim cobra por cada SMS enviado, até mesmo para ativação de serviços. Que covardia! Fui assaltado pela operadora Tim em plena luz do dia! Fiz os procedimentos com os poucos créditos que sobraram e consegui finalmente acessar a Internet via o plano pré-pago da Tim depois de esperar 4 horas pela confirmação. Sim! Quatro horas se passaram para que eu conseguisse autorização para acessar a Internet.

Conclusão: se eu quiser acessar Internet agora com o meu modem 3G e meu chip pré-pago da Tim, terei que fazer outra recarga pois só me sobraram R$ 0,89 de créditos, e prever que eu usarei o serviço daqui a algumas horas para começar a enviar o SMS solicitando o serviço.

Só não estou mais revoltado com a situação porque meu uso com essa Internet é ocasional. Para o meu uso constante eu tenho GVT e estou satisfeitíssimo.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Morte ao IE6

Resolvi aderir à campanha "Morte ao IE6" do iMasters!

Nós, desenvolvedores web, perdemos muito tempo tentando ajustar os códigos HTML para que sejam exibidos corretamente em navegadores desatualizados, sem suporte às tecnologias e funcionalidades mais atuais. O Internet Explorer 6 - lançado em 2001 - ainda participa de 34% do mercado de navegadores. Temos que retirar esse programa do acesso à Internet.

Assim, quem acessar o meu blog comum navegador desatualizado verá uma barra no topo da página pedindo para que a atualização seja feita. A barra só aparece para quem tem navegador antigo, não interferindo em quem já tem o seu navegador atualizado.

Em tempo, pegue a sua versão mais recente do Firefox aqui. É um ótimo navegador de Internet.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Cultura organizacional

Há anos atrás, aqui em Salvador, uma empresa de Informática contratava jovens universitários e recém-formados para preencher seu quadro de vagas. Essa empresa deslanchou e alcançou reconhecimento entre os seus clientes, devido à dedicação que os jovens davam ao seu trabalho como analistas de sistemas e programadores.

Nos corredores, era possível ouvir os mais estranhos sons vindos dos MP3 players; nas mesas existiam verdadeiros estoques de guloseimas e garrafas de Coca-Cola; a flexibilidade de horários ajudava bastante, principalmente os que ainda estudavam. Ao meio-dia, os funcionários pediam marmitas, almoçavam nas mesas o mais rápido possível e depois iam jogar Counter-Strike pelo restante do tempo de almoço para amenizar o transtorno dos problemas do dia-a-dia.

Os profissionais de Informática são pessoas relativamente fáceis de se agradar! O ambiente existente nessa empresa, os salários em dia e o coleguismo ocasionado das longas horas juntos trabalhando faziam com que esses jovens pensassem duas vezes antes de trocar de empresa.

Um dia, a empresa mudou radicalmente sua posição e a forma de trabalhar (ouvindo música, teclando em instant messengers, com horários flexíveis) foi classificada como falta de profissionalismo. Ela ganhou alguns selos de qualidade e precisava passar uma imagem mais formal; começou a proibir todas as coisas que os jovens julgavam importante. Resultado: a maioria abandonou a empresa.

Antes de deixar um pseudo-consultor mudar a cultura organizacional de sua empresa, preste atenção no que mantém a sua equipe unida. Afinal, como é conhecido no futebol, em time que está ganhando não se mexe.

OBS: Esse post foi inspirado num e-mail enviado por Laércio Queiroz na lista da comunidade JavaBahia.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Depoimento de um aluno cego sobre o aprendizado de Java

Recebi um e-mail, vindo de uma das listas de e-mail que costumo acompanhar, onde consta um depoimento de um deficiente visual sobre a dificuldade de aprender Java. A pessoa em questão é Bruno Souza, de Salvador-BA, novato nessa tecnologia de programação para computadores e que buscou o auxílio do DFJUG, grupo de usuários Java do Distrito Federal. Esse grupo já possui experiência no ensino de Java para deficientes visuais e está ajudando o nobre colega a solucionar o seu problema, contando também com o apoio do JavaBahia.

-----

"Eu, Bruno Cerqueira de Souza, tenho 20 anos e acabei de concluir o 2º grau. Não precisa nem dizer como foi o meu período no colégio, já que sabemos o crime que é o ensino público no nosso país. Se para quem não porta deficiência já é difícil, imagine para eu que sou portador de deficiência visual.

Em agosto de 2007, o Governo do Estado, juntamente com algumas empresas, o SETEB e o Ministério do Trabalho decidiram criar um curso voltado para a área de TI (Tecnologia da Informação) para alguns alunos da rede estadual de ensino. Além da informação de que o curso seria voltado para a área de TI nós tínhamos tambem a informação de que o curso iria comecar em outubro de 2007, o que não aconteceu.

Em março de 2008 fui surpreendido com uma ligacao informando que o tão famoso curso iria começar. Já que eu não estava ocupado no turno da manhã, resolvi fazer parte dessa turma piloto. Ao iniciar, procurei informações sobre o curso, do que seria, qual a finalidade e o principal de tudo, era saber se o JAWS iria funcionar com o programa que eles iriam utilizar. Inicialmente começaram usando o C++ mas, faltando 03 meses para o término do curso, soube que o programa que iria ser utilizado era o NetBeans 5.0, o qual me trouxe várias preocupações. O NetBeans não funcionou com o JAWS, e eu não queria desistir do curso, pois eu me interessei pela tecnologia JAVA. Foi quando tive uma informação de que em Brasília tinha um projeto chamado Iniciativa JEDI que trabalhava com a finalidade de ministrar cursos de JAVA para deficientes visuais. Olha a minha luz no fim do túnel. A partir daí, fui procurar algum contato que pudesse me ajudar a derrubar mais essa barreira. Eu nunca desisti de nada em minha vida, nada para mim foi fácil, se eu nunca desisti de nada, não vai ser agora que irei desistir. Hoje, faltando menos de 01 mês para o término do curso não consegui atingir minhas metas, que era finalizar o curso sabendo dominar essa primeira fase da programação em Java.

Eu estou tão determinado a aprender JAVA que saio de casa de segunda a sexta, as 06:00 da manhã para ir ao curso que começa às 08:00 e acaba às 12:00, afinal de contas, sou cego e não surdo. Queria poder me especializar mais no uso do JAVA mas, até agora, desconheço algum curso de programação gratuito, já que não tenho condicões de pagar um curso particular. Com muito sacrifício consegui um trabalho em uma empresa, a quem tenho muito que agradecer, já que foi a única que me deu uma chance. Das 13:00 as 17:00 trabalho como aprendiz no RH da mesma, adoro o que faço mas, queria mesmo é trabalhar com programação. Até pouco tempo consegui contatar o Daniel que é o coordenador da Iniciativa JEDI mas, devido aos dois meses que fiquei parado, por incompatibilidade do JAWS com o NetBeans, foram o suficiente para atrapalhar o meu desenvolvimento no curso, e em consequência perdi muita coisa no curso mas, se eu encontrar algum curso de programação saibam, estarei lá".

-----

Como toda história de luta tem um final feliz, o coordenador da Iniciativa JEDI, Daniel, contactou Serge Rehem, líder do JavaBahia, que conseguiu a capacitação para Bruno em uma parceria com a empresa de treinamento Baraúna. Em contrapartida, Bruno irá ajudar Serge, que é gerente de desenvolvimento no Serpro, a validar as adaptações do programa de imposto de renda para deficientes visuais.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Google 10 anos

Em Janeiro de 2006, dois estudantes da Universidade de Stanford publicaram um artigo em que demonstravam um novo mecanismo de busca que revolucionaria a Internet. Sim, você pensou certo! É o Google!

Os então estudantes Sergey Brin e Lawrence Page demonstravam nessa época a "Anatomia de um mecanismo de busca hipertestual na web em larga escala". Em 15 de setembro de 1997, eles registraram o domínio Google.com e iniciaram uma mudança no modo como a Internet seria utilizada.

Em comemoração aos seus dez anos, o Google lançou uma página especial para contar essa história: http://www.google.com.br/tenthbirthday/ .

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Monografia

Finalmente!!! Entreguei a minha monografia de conclusão da pós-graduação! Como havia prometido antes, disponibilizei uma versão da monografia no Google Docs para quem estiver com vontade de ler o meu trabalho.

Agora, com mais tempo livre, poderei voltar a postar neste blog como vinha fazendo antes. Aguardem!

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Artigo na JavaMagazine

Eis que é publicado o meu primeiro artigo na revista JavaMagazine, edição 60. Para quem não conhece, essa revista é especializada na plataforma Java da qual sou desenvolvedor há mais de cinco anos. Escrevi o artigo em conjunto com Serge Rehem, sobre BeansBinding.

Espero que mais artigos venham no futuro! Bye!

Update (14/09/2005): Veja o artigo em PDF disponibilizado no 4Shared.

domingo, 30 de março de 2008

Pós-graduação

Na última sexta-feira, eu conclui as minhas aulas na pós-graduação. Estou cursando a Especialização em Sistemas de Informação com Ênfase em Componentes Distribuídos e Web, na Faculdade Ruy Barbosa, e agora, só falta escrever a monografia e apresentá-la.

No intuito de ajudar a quem está querendo cursar uma pós nessa área, vou resumir as minhas impressões sobre as matérias, os professores e a instituição. Para ajudar a massagear o meu ego, colocarei também as notas de avaliação que obtive em cada uma das matérias.

Módulo 1 - Análise Orientada a Objetos - Profª. Rita Suzana
Nessa disciplina foi visto, basicamente, a linguagem UML. Apesar de constar na ementa que seriam estudados também processos de desenvolvimento, em sala de aula só trabalhamos a construção de diagramas de casos de uso, de classes, de seqüência, e de atividades. No trabalho prático, foi exigido também o diagrama de estados. Minha expectativa é de que fôssemos também trabalhar com modelagem ágil e o RUP, mas isso não aconteceu.
Minha nota: 10,0.

Módulo 2 - Programação Orientada a Objetos - Prof. João Gualberto
Essa disciplina deveria se chamar Programação em Java. Foram trabalhados, em sala de aula, os conceitos de orientação a objetos, peculiaridades da linguagem Java e da plataforma da Sun; vimos como construir programas gráficos usando Swing, como usar threads, e como estruturar uma aplicação em camadas. O trabalho prático foi implementar parte do escopo da modelagem feita no Módulo 1, divido em camadas e com acesso a banco de dados. Eu penso que deveria ter sido ensinado também, nesse módulo, a linguagem C# e aspectos da plataforma .NET da Microsoft, ou criar um outro módulo para tal.
Minha nota: 9,0.

Módulo 3 - Bancos de Dados Orientados a Objetos - Profª. Tricia Santos
A minha expectativa nessa disciplina era de ver SGBDOO's como DB4O ou Neodatis ODB. Apesar no nome, a professora só abordou o banco de dados Oracle e sua funcionalidades objeto-relacionais; na minha opinião, uma gambiarra no banco de dados. Na ementa constava que veríamos o banco Jasmine, mas isso não aconteceu. O trabalho prático foi bastante complicado de ser feito. Os exercícios práticos cobrados levaram bastante tempo para serem feitos, e isso atrapalhou bastante as pessoas que não conseguiram arranjar tempo na rotina diária para respondê-los.
Minha nota: 9,4.

Módulo 4 - Projeto de Interfaces - Prof. José Maria David
Minha expectativa com essa disciplina era de que aprenderíamos muito sobre interface de aplicações web, mas o que o professor mostrou foram teorias relacionadas com interface em geral, e só ao final, ele direcionou um pouco para interface web. O trabalho prático foi feito em sala de aula mesmo, baseado nos trabalhos dos Módulos 1 e 2.
Minha nota: 8,0.

Módulo 5 - Componentes de Software e Aplicações Web I - Prof. João Gualberto
Componentização através de JavaBeans, servlets, JSP e frameworks Struts e JSF, foram os assuntos vistos nessa disciplina. O professor gosta muito da IDE Netbeans, por isso fica muito mais fácil fazer o trabalho prático dele nessa IDE. O trabalho foi pegar a aplicação do Módulo 2, mudar a camada de apresentação para permitir acesso web, e mudar o acesso a banco de dados para ser através de pool de conexões.
Minha nota: 8,0.

Módulo 6 - Componentes de Software e Aplicações Web II - Prof. Eliseu Souza
Componentização através de DLL's, programação em C#, ASPX e framework .NET. Se tivéssemos tido anteriormente uma disciplina para a linguagem C#, essa disciplina teria sido mais proveitosa, pois tivemos ainda que aprender a programar nessa linguagem. O trabalho foi passar a aplicação Java do Módulo 5 para .NET, o que acabou se transformando numa rica experiência sobre a diferença entre as duas plataformas.
Minha nota: 9,5.

Módulo 7 - Padrões de Projeto e Frameworks - Prof. Edeyson Gomes
Design patterns na veia! Essa disciplina abordou um pouco de construção de frameworks e alguns padrões de projeto mais usados. O trabalho prático foi a implementação, em Java, com requisitos passados pelo professor, dos padrões de projeto Singleton, Factory Method, Abstract Factory, Decorator, Observer, Iterator, Adapter, State, Strategy, e Template Method.
Minha nota: 10,0.

Módulo 8 - Componentes Distribuídos e Web Services I - Prof. João Gualberto
Componentização distribuída na plataforma Java, com CORBA, RMI e EJB's. Um ponto bom dessa disciplina foi a atualização para o novo padrão EJB3. Assim, vimos como usar EJB Session, EJB Entity e EJB Message, além da criação de Web Services com EJB. O trabalho prático foi transformar a aplicação do Módulo 5 para usar EJB's e criar uma web service para disponibilizar serviços de acesso à aplicação.
Minha nota: 10,0.

Módulo 9 - Componentes Distribuídos e Web Services II - Prof. Marcos Lapa
Nessa disciplina, vimos como a componentização distribuída é feita na plataforma .NET, com COM+ e .NET Remoting, além de aprender a criar Web Services. O trabalho prático foi modificar a aplicação do Módulo 6 para aplicar os conceitos aprendidos nesse módulo.
Minha nota: 9,0.

Módulo 10 - Programação Orientada a Aspectos - Prof. João Gualberto
Nessa disciplina foram trabalhados os conceitos de Orientação a Aspectos, com a linguagem Java e o compilador AspectJ. O trabalho prático foi feito em sala de aula mesmo, e abordou implementar padrões de projeto com aspectos.
Minha nota: 9,5.

Módulo 11 - Extreme Programming e Refactoring - Prof. Edeyson Gomes
As técnicas e princípios que envolvem XP foram apresentados e trabalhados em sala de aula. O professor estendeu o conteúdo da disciplina colocando testes unitários e a ferramenta JUnit. O trabalho prático foi implementar uma primeira versão de um sistema fictício, documentar as mudanças especificadas, e testar tudo usando JUnit.
Minha nota: 9,5.

Módulo 12 - Segurança de Aplicações Web e Comércio Eletrônico - Prof. Sandro Andrade
As variações de criptografia, simétrica e assimétrica, usando a linguagem Java, foram os primeiros assuntos vistos nessa disciplina. Vimos também o funcionamento do JAAS (Java Authorization and Authentication Service) e como implementar segurança usando o container JBoss. O trabalho prático foi implementar a segurança numa aplicação de comércio eletrônico dada pelo professor, colocando login e senha via JAAS para acessar o carrinho, criptografia para o número de cartão de crédito, e configuração SSL para a transação.
Minha nota: 9,5.

Módulo 13 - Arquitetura Orientada a Serviços - Prof. José Maria David
O assunto da moda no momento: SOA. Nessa disciplina, extremamente teórica, vimos os conceitos dessa arquitetura, suas vantagens e desvantagens, e relações com tecnologias EJB e Web Services. Pela primeira vez, tivemos prova ao invés de trabalho prático.
Minha nota: 10,0.

Módulo 14 - Modelagem e Otimização de Projetos de Negócio - Profª. Raimunda Queiroz
Para finalizar a evolução do desenvolvimento de sistemas (Orientação a Objetos, Orientação a Aspectos, e SOA), encerramos com Modelagem de Processos. A professora abordou a especificação de processos de negócio, os conceitos de integração de sistemas, ferramentas BPM e EAI, e otimização e melhorias de processos dentro de uma organização. A avaliação final consistiu em ler textos com os assuntos e fazer uma apresentação, rápida, para o restante da sala.
Minha nota: 9,0.

Sobre o curso
No geral, o curso levaria de mim uma nota 8,0. Pecou um pouco em falta de organização, com informações desencontradas entre alguns professores e a coordenação, e com aulas sendo desmarcadas e remarcadas em cima da hora - só melhorou depois que a turma reclamou muito. Além disso, quem não soubesse programar em Java não iria para a frente nesse curso. Destaques positivos para o conteúdo, bem atualizado, e para alguns professores que demonstraram bastante conhecimento dos assuntos e paciência para explicar várias vezes a mesma coisa aos alunos.

Enfim, quando eu concluir minha monografia, postarei aqui um link para ela e vocês poderão conhecê-la, ok?

domingo, 2 de dezembro de 2007

Navegadores, sites e suas relações

Lendo um post do blog do Ryan, no qual ele denuncia o consumo excessivo de processamento de CPU ao visitar o site da Ferguson, me lembrei dos livros e artigos que tenho lido ultimamente sobre como desenvolver de forma correta para a web.

Fiz o mesmo teste que o Ryan e abri os links que ele afirmou serem os culpados: este e este. Ele usa o Firefox como navegador de Internet e eu uso o Internet Explorer. Abri-os aqui no meu notebook e depois fui verificar o consumo de memória e CPU pelo Gerenciador de Tarefas do Windows. Não é que ele estava certo?

Aqui no meu notebook, o Internet Explorer ficou consumindo entre 5% a 26% da CPU, mesmo ocioso. O normal era ele consumir entre 0% a 6% quando ocioso. Quanto ao consumo de memória, o navegador estava usando em torno de 55 MB da Memória RAM e, após abrir os links problemáticos, pulou para 98 MB.

E de quem é a culpa? Dos desenvolvedores do site. Eles incluíram um efeito em JavaScript que faz descer flocos de neve pela página, para impressionar os consumidores com as compras de Natal. Só que isso causou o consumo irracional nos navegadores de Internet. Imagine como isso ficaria em um computador de poucos recursos, ou num telefone celular, ou num PDA.

No livro Não me Faça Pensar, de Steve Krug, é ensinado que a regra primordial do desenvolvimento para a web é não fazer o usuário perder tempo e facilitar ao máximo o uso do site. Ele também ensina que a acessibilidade é fundamental, pois isso não limita qualquer usuário e aumenta a quantidade de visitantes do site.

Todo desenvolvedor web deveria preocupar-se mais com o acesso do usuário do que com os efeitos e scripts que deseja colocar no seu site. Nenhum usuário parece ter tempo a perder quando está procurando algo na Internet e, se seu site não for acessível e usável, ele pode deixar de ser fiel à seu site. O tiro pode sair pela culatra!

domingo, 25 de novembro de 2007

Voltando aos tempos dos bons computadores

Imagem do Gradiente MSX Expert
Quando eu iniciei meu primeiro contato com um computador, foi um Gradiente MSX Expert que meu tio Carlos me deu quando eu tinha aproximadamente 10 anos de idade.

Este computador tinha um incrível processador Z80-A de 8 bits, clock de 3,58 MHz, 64 KB de memória RAM (expansível até 256 KB), dois slots para cartucho ROM, e saídas para monitor de TV e leitor de fitas K7. Tinha também 32 KB de memória ROM, na qual estavam instalados o sistema operacional e o interpretador MSX-BASIC.

O concorrente da época para o MSX era o Hotbit, da Sharp. Ambos possuiam as mesmas características, diferindo apenas em pequenos detalhes de design e slots.

Eu me desfiz deste MSX pouco tempo depois que entrei na faculdade, quando outro tio me deu um 486 DX2 como parte de pagamento de um favor que meu pai fez para ele. Quando eu vi a diferença entre usar o Windows com um mouse e ficar digitando comandos no teclado (o MSX nem tinha mouse), nem pensei duas vezes.

Para resgatar parte da nostalgia daqueles tempos, achei na Internet algumas fotos da época. Vou tentar explicá-las à medida que serão apresentadas. Passe o mouse em cima delas e um texto alternativo descreverá o que cada uma exibe. Clicando em cima, você ampliará a foto.

Uma secretária, de sainha, opera uma estação de trabalho no escritório.
Operadores de mainframe trabalhando. Observe o cara ao fundo trocando as fitas magnéticas de dados.
Outra secretária, mais comportada, operando um microcomputador mais moderno.


Crianças, numa escola americana, usando um microcomputador muito parecido com o Hotbit. Observe que o vídeo é mostrado numa televisão.

Esta foto apareceu na revista MSX que era publicada na época. Era parte de um anúncio publicitário do Hotbit. Observe o tamanho do Hotbit sendo transportado pelo rapaz. Observe também o aparelho de fitas K7 usado para ler e armazenar informações gravadas nas fitas magnéticas.

A secretária exibindo um disquete de 5 1/4 '', novidade na época e alternativa às fitas K7. Era a tecnologia avançando em benefício das grandes empresas.
Alunos de uma faculdade de informática, provavelmente tendo aula de linguagem Fortran ou Pascal.

domingo, 4 de novembro de 2007

Notebook novo

Imagem do notebook
Este é o meu primeiro post feito diretamente do meu notebook novo. Comprei, direto da fábrica, um Semp Toshiba IS1522 bem baratinho, com um desconto de 31% sobre o preço anunciado no site. Para baratear mais ainda o preço do notebook, pedi ao gerente da fábrica que me vendesse ele sem sistema operacional e sem softwares adicionais.

Como ele veio sem nada, tive que arranjar um S.O. para colocar nele. Para minha sorte, a faculdade na qual estou fazendo pós-graduação tem um convênio com a Microsoft e fornece cópias legais do Windows Vista e XP. Fiz uma cópia do Windows Vista e parti para instalar no notebook novo.
Para minha surpresa, em menos de meia hora estava com tudo funcionando, mas com o vídeo muito ruim e com o Gerenciador de Dispositivos acusando que a rede sem fio estava instalada incorretamente. Percebi também que a rolagem lateral do touch pad não estava funcionando.

A fábrica mandou um CD com drivers para o notebook. Fui atualizá-los mas depois de tantos erros percebi que os drivers eram para Windows XP. Então, conectei ao Velox pela placa de rede que estava funcionando e fui em busca de baixar os drivers compatíveis. Consegui encontrá-los num site legalzinho e quando instalei-os tudo voltou a funcionar perfeitamente bem. Apenas a rede sem fio que está dando uns erros quando estou transferindo arquivos com o notebook de Rosinha. Depois eu procuro um driver mais recente para atualizar.

Minhas primeiras impressões com o Windows Vista é de que o sistema está muito confortável de se usar. Para tudo, a Microsoft deixou explicações, tutoriais e ajudas on-line. Isso ajuda muito quando não se tem muita experiência com o sistema. O que não puder ser encontrado nos arquivos internos de ajuda, o Vista remete você para um site na Internet que registra troca de experiências com outros usuários para tentar resolver o seu problema.
A segurança também está mais elevada. Para fazer tarefas que podem modificar o sistema, o Vista fica perguntando a todo momento se deseja realmente autorizar o andamento da tarefa. Para quem não gosta desse entrave - que eu considerei como muito bom - pode desabilitar no registro do Windows. Essa característica é muito parecida com a forma de trabalho no Linux.

Agora, deixe-me ir aqui curtir mais meu brinquedo novo porque ainda tem tanta coisa a explorar com ele. Fui!

sábado, 8 de setembro de 2007

Acessibilidade na web: custo ou benefício?

Todos nós temos direitos e deveres garantidos pela Constituição Brasileira. Para garantir métodos e condutas que possibilitem a integração de todos os grupos especiais de cidadãos em nosso meio ambiente regular, discute-se muito atualmente a questão da acessibilidade. Alguns destes grupos têm direitos e deveres regulamentados por legislação complementar, caso dos idosos, crianças, adolescentes e deficientes.

A regulamentação da Lei da Acessibilidade (Decreto-Lei no. 5.296 de 2 de dezembro de 2004), especialmente de seu Capítulo VI, que trata do acesso à informação pelas pessoas portadoras de necessidades especiais, trouxe esperança aos mais de 14 milhões de deficientes que temos no nosso país. Porém, como tantas vezes aconteceu na história desse país, a lei não vem sendo cumprida como deveria, e são poucos os órgãos públicos que respeitam os direitos garantidos aos nossos deficientes.

Eu assisti recentemente a um vídeo produzido pela equipe do site AcessoDigital.net, em que eles colocam muito bem a discussão sobre o tema voltado para o ambiente da internet. Peço aos leitores desse humilde blog que assistam aos dois links a seguir. O vídeo original foi produzido com 11 minutos, e teve que ser dividido em duas partes porque o YouTube só aceita no máximo 10 minutos por vídeo. No site do grupo, é possível baixar o vídeo completo, em vários formatos, e guardá-lo para ver a qualquer hora! :)

Vídeo "Acessibilidade na web: custo ou benefício?"
Parte 1 - http://www.youtube.com/watch?v=NfF8KBy9U6I
Parte 2 - http://www.youtube.com/watch?v=OWgtRerb2Xc

Agora, meu objetivo é tentar fazer com que este blog fique acessível de algum modo. Parece que o sistema do Blogger não previu isso e fica colocando essa barra horizontal no início de todas as páginas. Eu já consegui colocar os links de salto no início das páginas para quem estiver usando algum leitor de tela, mas ainda falta muito para eu conseguir fazer este blog ser plenamente acessível. Continuarei tentando...

UPDATE: Consegui retirar a barra do Blogger, fazendo com que os links de salto fiquem no início de todas as páginas. Agora estou à procura de scripts de acessibilidade.
UPDATE 2: Mudei a forma de inserir comentários nos posts. Não tem mais aquele captcha para confirmar a colocação de comentários, coisa totalmente inacessível para quem usa leitor de tela.
UPDATE 3 (em 20/09/2007): Consegui colocar os scripts para aumentar e diminuir o tamanho do texto do blog, melhorando a leitura para quem tiver dificuldades.

sábado, 11 de agosto de 2007

A bolha do Second Life

Há algumas horas atrás, li uma matéria no site da revista Época sobre o início da falta de interesse pelo Second Life. O texto expõe o abandono de cerca de 85% das pessoas que tinham conta no serviço da Linden Labs. Essas pessoas não se conectam ao site há um mês ou mais, a economia do mundo virtual tem sofrido recessão, e o site foi eleito com um dos piores de 2007 pela revista Time devido às restrições de tecnologia.

Quando eu ouvi falar pela primeira vez no Second Life, procurei por mais informações na internet e descobri que precisaria usar o serviço para ver se realmente a sua fama procedia. Após me cadastrar, baixar o software e instalá-lo, não consegui entrar no serviço porque meu computador não quis executar o software. Minha configuração de hardware não é tão ruim mas também não dá pra executar softwares pesados nele por causa do vídeo on-board. Sendo assim, eu fui um dos que ficaram de fora da "onda".

Mais tarde, lendo sobre o assunto nos portais de tecnologia, descobri que muita gente estava com o mesmo problema que eu e não estavam acessando o Second Life. Como é que a empresa Linden Labs espera que as pessoas usem o serviço se suas máquinas possuem, em geral, configurações de três ou quatro anos atrás? O programa do Second Life é para máquinas mais atuais que tenham um bom hardware de vídeo.

Além disso, para quem conseguiu entrar e ver como funciona o site, decepcionou-se com restrições como não poder ter mais de 70 pessoas no mesmo local ao mesmo tempo e lentidão em alguns locais dentro do mundo virtual mesmo tendo conexão de banda larga. No Brasil, nem a metade dos internautas possui conexão de banda larga, a maioria ainda é conexão discada.

Algumas empresas grandes investiram milhões de dólares para compras as ditas "ilhas" no site. Essas ilhas funcionam como cidades e nelas o dono pode alugar ou vender espaços e construir qualquer tipo de coisa. Das empresas existentes no Second Life, destacam-se a NBA com 1200 acessos diários e a IBM, que usa o serviço para reuniões virtuais entre membros de seu staff.

É evidente que cedo ou mais tarde, se não mudasse a tecnologia do site, as pessoas o abandonariam. O Second Life está repetindo o que aconteceu há anos atrás com as ações das empresas de internet na Bolsa de Valores de New York. Muita gente apostou e teve prejuízos quando o que parecia ser rentável mostrou-se uma grande mentira. Eu não apostaria no Second Life, mas concordo que a internet do jeito que está hoje não apresenta mais nenhuma novidade ou ganho pessoal aos seus internautas. A idéia do Second Life é boa, só precisa ser mais acessível.

ATUALIZAÇÃO DE 18/08/2007 ÀS 21:03: Outra reportagem da Globo.com neste link menciona o mesmo assunto desse post.

terça-feira, 31 de julho de 2007

Novas tecnologias para interfaces web

A interatividade da interface de um aplicativo web é constantemente comparada com a dos aplicativos desktop, onde o desenvolvedor de sistemas pode elaborar interfaces complexas que suprem a expectativa do usuário com facilidade de implementação. Entretanto, existem as desvantagens da necessidade de instalação no computador do usuário e das atualizações sazonais para manter o produto fiel ao seu propósito. Por utilizar como elemento principal de interface a linguagem HTML, o software web apenas necessita de um navegador de páginas HTML (browser). Todavia, existe a desvantagem de que esta linguagem não foi originalmente concebida para concorrer com um software desktop, apresentando limitações de interatividade. Por conta disso, novas tecnologias surgem com o intuito de melhorar a interatividade das interfaces web.

Inicialmente, as tentativas de expansão do modelo síncrono de pedido e resposta das aplicações web passaram pelas tecnologias conhecidas como iframes e Java applets. Estas não se mostraram suficientes para trazer a interatividade desejada e novas tecnologias tiveram de ser criadas. Hoje, experimentamos o que está sendo comercialmente chamado de “Web 2.0”, ou seja, a web como plataforma de serviços e com a colaboração do usuário. Essa nova web baseia-se essencialmente num modelo assíncrono de pedido e resposta, o que a traz mais próxima da interatividade das interfaces desktop.

As novas tecnologias de interface web formam um conjunto chamado de Rich Internet Application (RIA), e concentram-se essencialmente na camada de apresentação, oferecendo suporte para comunicação com a camada imediatamente inferior (a camada de negócio). Nesse ínterim, destacam-se as seguintes tecnologias: AJAX, Flash, Silverlight, Flex e JavaFX.

AJAX (Asynchronous Javascript And XML) está mais próximo de um conceito do que uma tecnologia em si. Ele propõe uma forma de trazer mais interatividade com o usuário através de controles de interface já existentes na linguagem HTML. Suas principais características são a comunicação assíncrona entre a interface cliente e o servidor de aplicações e o fluxo de processamento, baseado nos dados trafegados na rede. Ele usa a linguagem Javascript para apoiar a codificação da interface, através do objeto XMLHTTPRequest (padronizado pela W3C para estar presente nos browsers) ou do controle ActiveX MSXML (se estivermos tratando dos browsers Microsoft Internet Explorer 5 e 6). Toda informação trocada entre as camadas de interface e negócio é feita através da XML. A desvantagem do AJAX está na baixa produtividade de codificação, o que está sendo minimizado com o aparecimento de API's e frameworks com suporte a essa tecnologia.

Flash é uma tecnologia desenvolvida pela empresa americana Macromedia, recentemente adquirida pela também americana Adobe. Ele destaca-se principalmente pela sua capacidade gráfica para melhorar a interatividade dos controles de interface com o usuário. Para codificar, faz-se uso da linguagem Actionscript (versões 1.0 e 2.0) em conjunto com os controles de interface. Entretanto, com essa tecnologia a comunicação com a camada de negócios é feita através da troca síncrona de mensagens entre a interface cliente e o servidor de aplicações. Outra desvantagem é que o usuário precisa ter instalado em seu browser um plug-in para conseguir executar a interface.

Lançado para concorrer com o Flash, o Silverlight foi anunciado recentemente pela empresa americana Microsoft. Integrante do Windows Presentation Foundation (WPF) – a API gráfica do sistema operacional Windows Vista – ele ainda é uma versão beta e está sendo avaliado pela comunidade de desenvolvedores. É focado basicamente em transmissão multimídia e pode utilizar diversas linguagens de apoio à codificação como .NET e Javascript.

Para resolver alguns dos problemas encontrados no Flash, a Adobe lançou há pouco tempo uma outra tecnologia: Flex. Ela traz a linguagem MXML como um dos seus pilares de apoio, similar a HTML e baseado na XML, além da linguagem Actionscript 3.0, uma implementação baseada no padrão ECMA Script, orientada a objetos, e com API's para desenho, comunicação, manipulação de gráficos e multimídia. O código gerado pela tecnologia Flex é compilado em formato SWF e interpretado em qualquer browser que já possua o plug-in Flash Player instalado.

Por fim, para não ficar atrás na concorrência das tecnologias RIA, a empresa americana Sun lançou a JavaFX. Ainda em sua versão beta, ela subdivide-se em JavaFX Script, similar ao Flex e baseada na linguagem Java, e JavaFX Mobile, voltada para dispositivos móveis e similar à API gráfica Swing da própria plataforma Java. O código implementado em JavaFX é compilado em bytecodes Java e interpretado em qualquer Java Virtual Machine (JVM). Por ser baseada na plataforma Java, essa tecnologia compatibiliza-se com diversos equipamentos hoje no mercado que possuem internamente suporte ao Java.

As tentativas de melhoria na interatividade das interfaces web esbarram nas limitações dos browsers, e por isso é necessário ampliar as funcionalidades dos mesmos adicionando elementos extras para dar suporte às tecnologias que surgem. Os benefícios para a interatividade do usuário com o sistema podem ser muito maiores com o uso destas tecnologias e num futuro próximo teremos interfaces mais ricas e mais próximas do que conseguimos realizar no ambiente desktop.