sábado, 29 de dezembro de 2007

Bons fluidos para 2008

Neste meu último post do ano, comentarei novamente sobre economia para atrair bons fluidos neste ano que está surgindo. Segundo este artigo do site Infomoney e esta matéria do jornal Estadão, o melhor investimento de 2007 foi a Bolsa de Valores.

Pelo quinto ano consecutivo, a Bolsa de Valores de São Paulo foi o melhor investimento para o nosso dinheiro, rendendo 43,66% em 2007. Desde o ano de 2003, o ganho acumulado nominal das ações brasileiras foi de 468%. Descontando a inflação (pelo índice IGP-DI), o ganho real foi de 313%.

Eu tenho um colega no trabalho que aplicou parte do seu FGTS, um montante de R$ 28.000,00, em ações da Petrobrás e hoje ele tem mais de R$ 300.000,00 brutos (ainda falta descontar o Imposto de Renda). As ações ordinárias da Petrobrás renderam 98,83% somente em 2007; as ações preferenciais desta empresa renderam 83,96% no mesmo período.

Alguns analistas dizem que 2008 ainda será bom para a Bolsa de Valores; outros são mais céticos em esperar um ano bom pois nunca a Bolsa segurou tanto tempo de alta. A Bolsa está há 1875 dias sem baixa de pelo menos 40%. Colocando os pés no chão, eu acho que ainda dá pra ganhar dinheiro em 2008 com as ações. Não tanto como em 2007, mas gerar prejuízo é ser pessimista demais.

E que venha 2008, com paz, amor e solidariedade entre as nações. Que venha 2008 com muita calma no mercado financeiro para aumentar nossos ganhos em investimentos. Que venha 2008 com muita esperança de qualidade de vida para todos nós!

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Juro cobrado pode inviabilizar concessão de crédito imobiliário

Começando a finalizar as postagens deste ano, vou abordar mais uma vez o assunto crédito imobiliário. Desta vez, comentarei uma notícia publicada no Infomoney. Infelizmente, perdi o link direto.

Quando alguém procura crédito para comprar um imóvel, deve ficar bastante atento à taxa de juro cobrada pela instituição. Quanto maior for a taxa de juros, maior também será a renda mínima exigida para contrair o empréstimo.

"De acordo com simulações feitas pela Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), para conseguir um financiamento de R$ 80 mil, cujo pagamento será feito em 300 meses, o futuro mutuário precisa ganhar R$ 3.226 mensais para contrair a dívida se o juro cobrado for de 12% ao ano. No caso de uma taxa de 8% anuais, essa exigência cai para R$ 2.411, uma diferença de mais de 25%.", informa a jornalista Adriele Marchesini. A parcela a ser paga não pode comprometer 25% da renda da pessoa.

A instituição elaborou uma tabela para melhor explicar essa situação:

Juro Prestação Renda mínima
12% R$ 807 R$ 3.226
11% R$ 754 R$ 3.017
10% R$ 703 R$ 2.811
9% R$ 652 R$ 2.609
8% R$ 603 R$ 2.411


A popularização do crédito imobiliário se deu por causa da redução da taxa de juros e também pelo alongamento dos prazos. Muita gente se encantou e fez as contas para tentar encaixar as parcelas do financiamento no seu orçamento mensal. Mas, engana-se quem acha que assim é que devemos planejar nosso futuro. É importante olhar para mais a frente e fazer as contas em nível anual, bianual ou quinqüenal.

Com o primeiro exemplo anterior da notícia, o mutuário pagaria R$ 807,00 durante 300 meses, totalizando o montante de R$ 242.100,00. Com o segundo exemplo, de juros mais baixos, o mutuário pagaria R$ 603,00 durante 300 meses, totalizando R$ 180.900,00; mas teria que ter uma renda mínima de R$ 2.411,00 mensais.

Como pode-se perceber, é muito importante pesquisar e conseguir a menor taxa de juros possível. E mais importante ainda é fazer as contas e ver se vale a pena pagar o financiamento ou esperar mais um pouco acumulando o dinheiro no mercado financeiro. Eu, particularmente, sou adepto da segunda opção.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Natal e o consumo

Movimento na 25 de Março nesta véspera de NatalÉ Natal!!! E o povo está indo às lojas comprar e parcelar a perder de vista!

O Presidente Lula declarou, durante seu programa de rádio, ao fazer um balanço de sua administração em 2007, que o "pobre está indo ao shopping e comprando". Ele lembrou que está comemorando o salto de qualidade nas classes menos favorecidas, onde milhões de pessoas passaram das classes D e E para a classe C. É sensato concordar com nosso Presidente pois é visível e notório que a quantidade de pessoas comprando nas lojas é maior do que no ano passado.

A Associação Brasileira de Lojistas de Shopping Centers está comemorando o melhor Natal dos últimos 10 anos. Milhões de consumidores lotaram os shopping centers e ruas de comércio do país. Na 25 de Março, rua tradicional de comércio em São Paulo, passaram somente neste domingo um milhão de pessoas. Diversos centros comerciais pelo país estão fazendo o famoso "virote", como, por exemplo, o Shopping Iguatemi em Salvador com suas 32 horas de plantão de vendas, abrindo no domingo pela manhã e fechando na segunda-feira à tarde.

O povo comprou computadores, assinou serviços de Internet, e está acessando cada vez mais sites de lojas virtuais. O comércio eletrônico vive um de seus melhores momentos; cresceu 56% neste Natal em relação a 2006, segundo os Correios. A expectativa é fechar este ano com 1,4 milhão de encomendas provenientes desse segmento de mercado. Comparando todo o período desse ano de 2007 com todo o ano passado, o comércio eletrônico cresceu 35%.

Tudo isso é muito bom para a economia do país. Gera empregos, gera renda (principalmente para os donos de lojas) e gera estímulos para investimentos no ano que vem. O que devemos tomar cuidado é com o crediário que essas compras movimentaram neste final de ano. Quantos consumidores iniciarão o próximo ano com dívidas no cartão de crédito e cheque especial?

O significado do Natal agora se resume ao capitalismo e o consumo do que a mídia quer que seja sucesso. O Natal deveria marcar o nascimento de Jesus, um cara que ensinou o que era solidariedade e respeito através da metáfora divina e foi torturado e crucificado por isso. Hoje, reduzimos o Natal à uma corrida maluca por presentes, muitos desnecessários e inúteis. Milhões de pessoas no mundo todo passam fome, milhões de crianças não tem onde brincar porque sua região está assolada por uma guerra, e mais de dois bilhões de pessoas sobrevivem com menos de dois doláres por dia.

Estimular o consumo consciente e racional deveria ser uma política de educação nas escolas desse país. Um abraço sincero é muito mais importante do que um presente caro e de utilidade duvidosa. Se o povo aprendesse a comprar, a economizar para comprar e, principalmente, a não se deixar levar pelo modismo, teríamos muito mais gente feliz migrando para a classe C, talvez para a B. Ouviu, Sr. Presidente?


Fontes utilizadas: Globo.com, Jornal ATarde e programas de rádio.