Quando alguém procura crédito para comprar um imóvel, deve ficar bastante atento à taxa de juro cobrada pela instituição. Quanto maior for a taxa de juros, maior também será a renda mínima exigida para contrair o empréstimo.
"De acordo com simulações feitas pela Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), para conseguir um financiamento de R$ 80 mil, cujo pagamento será feito em 300 meses, o futuro mutuário precisa ganhar R$ 3.226 mensais para contrair a dívida se o juro cobrado for de 12% ao ano. No caso de uma taxa de 8% anuais, essa exigência cai para R$ 2.411, uma diferença de mais de 25%.", informa a jornalista Adriele Marchesini. A parcela a ser paga não pode comprometer 25% da renda da pessoa.
A instituição elaborou uma tabela para melhor explicar essa situação:
Juro Prestação Renda mínima
12% R$ 807 R$ 3.226
11% R$ 754 R$ 3.017
10% R$ 703 R$ 2.811
9% R$ 652 R$ 2.609
8% R$ 603 R$ 2.411
A popularização do crédito imobiliário se deu por causa da redução da taxa de juros e também pelo alongamento dos prazos. Muita gente se encantou e fez as contas para tentar encaixar as parcelas do financiamento no seu orçamento mensal. Mas, engana-se quem acha que assim é que devemos planejar nosso futuro. É importante olhar para mais a frente e fazer as contas em nível anual, bianual ou quinqüenal.
Com o primeiro exemplo anterior da notícia, o mutuário pagaria R$ 807,00 durante 300 meses, totalizando o montante de R$ 242.100,00. Com o segundo exemplo, de juros mais baixos, o mutuário pagaria R$ 603,00 durante 300 meses, totalizando R$ 180.900,00; mas teria que ter uma renda mínima de R$ 2.411,00 mensais.
Como pode-se perceber, é muito importante pesquisar e conseguir a menor taxa de juros possível. E mais importante ainda é fazer as contas e ver se vale a pena pagar o financiamento ou esperar mais um pouco acumulando o dinheiro no mercado financeiro. Eu, particularmente, sou adepto da segunda opção.