quinta-feira, 26 de junho de 2008

Jogado às traças

Eu compreendo você, prezado visitante. Sei como você se sente quando chega aqui e não encontra nada atualizado no meu blog. Devo-lhe desculpas e peço que me perdoe. A culpa disso tudo é que estou dando mais atenção à minha monografia de conclusão da pós-graduação e, quando tudo isso terminar, prometo voltar ao ritmo normal de postagens. Até lá, uma vez ou outra eu posto algo aqui.

Obrigado!

domingo, 18 de maio de 2008

Vícios na direção veicular

Vamos ficar atentos à essas dicas. São informações importantes para conservação e manutenção do veículo. Alguns dos vícios listados passam de pai para filho e continuam causando prejuízos aos proprietários. Os problemas vão desde a postura ao dirigir ao comportamento no trânsito, passando por falsas idéias de economia.

Descansar o pé sobre o pedal da embreagem é um vício que provoca o desgaste prematuro dos componentes do sistema.EMBREAGEM - Muitos brasileiros deixam o pé apoiado sobre o pedal da embreagem quando dirigem. É um dos vícios mais comuns e difícil de ser superado. As alavancas desse sistema são responsáveis por multiplicar de oito para 400 quilos o peso aplicado sobre o pedal e separar o disco de embreagem do platô. O pé constantemente apoiado sobre o pedal acelera o desgaste do disco, molas e rolamentos em até 40%.

Dirigir com a mão apoiada sobre o câmbio força o trambulador e seus terminais, provocando desgaste prematuro.MÃO NA ALAVANCA - Dirigir com a mão pesando sobre a alavanca de marchas força o trambulador (peça fundamental na ligação entre o câmbio e as engrenagens da transmissão) e seus terminais, que podem desgastar-se excessivamente.

Passar com o carro atravessado no quebra-molas, uma roda por vez, provoca maior torção na carroceria e pode até empenar o monobloco.QUEBRA-MOLAS - Outro mau hábito é o de passar em uma lombada transversalmente (cada roda de uma vez). Essa prática pode danificar as buchas da suspensão, amortecedores e rolamentos. Além disso, provoca maior torção da carroceria, o que pode empenar o monobloco.

BANGUELA - Na ânsia por economizar, alguns motoristas deixam o carro em ponto morto nas descidas. Nos veículos que têm injeção eletrônica, essa prática aumenta o consumo, além de sobrecarregar o sistema de freios, que não poderá contar com o freio motor para auxiliá-lo.

PEGAR NO TRANCO - Deve ser evitado em carros com injeção eletrônica, pois, se a bateria estiver arriada, a central eletrônica não funcionará com menos de 8 volts. Nesse caso, mesmo que o motor funcione, há ainda o risco da correia dentada não suportar o tranco e “pular alguns dentes”, quebrando a harmonia de funcionamento do motor e criando o sério risco de empenar as válvulas. Nesse caso, o prejuízo é grande, pois o motor terá que ser aberto em sua parte superior. Outro problema decorrente deste hábito é que o combustível não queimado que descer pelo coletor de escape pode danificar de forma irreversível o catalisador (os mais baratos custam cerca de R$ 400). Por fim, se for fazer a famosa “chupeta” (ligar uma bateria em bom estado na descarregada), tome cuidado para não inverter os pólos. Isso poderia queimar a central eletrônica, que custa mais de R$ 1.000,00.

ÚLTIMA ACELERADA - Motoristas que têm esse hábito antes de desligar o carro não sabem que isso só serve para desperdiçar gasolina e aumentar as chances de danificar o motor. Isso porque o combustível não queimado irá “lavar” o óleo das paredes do cilindro do motor. Quando ligar o carro novamente, anéis e pistão vão funcionar, por alguns instantes, sem lubrificação e desgastar mais rápido.

Motorista que dirige com o braço na janela corre o risco de não conseguir fazer manobra de emergência.BRAÇO NA JANELA - Além do perigo de não conseguir fazer uma manobra de emergência, pode custar multa de R$ 85,13 e perda de quatro pontos no prontuário.

NÃO ESQUENTE - Veículos mais novos, que têm injeção eletrônica, não precisam ser aquecidos antes de entrar em movimento. O sistema programa a lubrificação e a mistura ar/combustível. Além disso, a maior eficiência da bomba de óleo e de gasolina proporcionam o desempenho adequado mesmo com o motor frio.

Pneu pressionado contra o meio-fio sofre deformação na estrutura.ESTACIONAMENTO - Apoiar o pneu no passeio faz com que ele sofra a pressão do peso do veículo. Isso pode gerar uma deformação na estrutura, alterar a capacidade de resistência e uniformidade do pneu, além de afetar as condições de balanceamento do conjunto rodas/pneus.

SUSPENSÃO - Ao ver um buraco na estrada, alguns motoristas têm a péssima mania de frear bruscamente. Com a roda travada, o impacto é muito maior, o que sobrecarrega a suspensão e o próprio sistema de freios. A roda venceria este obstáculo muito mais facilmente, se estivesse em movimento.

DIREÇÃO HIDRAÚLICA - Não gire o volante com direção hidráulica com o motor desligado. Isso pode forçar a tampa do reservatório, causando derramamento de fluído ou, até mesmo, deslocar a tampa. Mesmo com o motor funcionando, não se deve deixar o volante completamente virado por mais de 15 segundos. Nessa condição, o óleo é bastante aquecido pela bomba da direção hidráulica, o que pode causar danos no sistema e ruídos.

Ao atravessar trechos alagados, aumenta-se o risco de ocorrer calço hidráulico, que é a entrada de água no motor.ENCHENTE - Passar por trechos alagados pode ser bastante oneroso para o proprietário do carro, caso o motor aspire água em vez de ar, provocando o calço hidráulico: como o pistão recebe água, que não se comprime, pode travar o motor e entortar as bielas, danificando-as seriamente. Evite passar por locais alagados quando a água ultrapassar a metade da roda.

Fonte: e-mail recebido hoje pela manhã.

sábado, 10 de maio de 2008

Carros populares a diesel

Circula pelos servidores de e-mail da Internet, um pronunciamento do Senador Gerson Camata (PMDB-ES) no qual pede a revisão da portaria que proíbe a venda de carros populares a diesel no mercado nacional. Após ler a íntegra do discurso, fiquei pensando se realmente não seria melhor comprarmos carros movidos a diesel, ao invés de gasolina e álcool.

O motor diesel é reconhecidamente mais eficiente do que os seus equivalentes à gasolina. Quando foi inventado, pelo alemão Rudolf Diesel, funcionava com óleo vegetal obtido do amendoim; posteriormente, o combustível foi substituído pelo gasóleo (hidrocarboneto derivado do petróleo). Hoje, existem experiências de usos de biodiesel e outros óleos vegetais nesses tipos de motores, tornando a queima mais limpa e menos impactante no meio ambiente.

Ciclo de operação do motor a dieselSegundo eu me recordo das aulas de Máquinas e Equipamentos na Escola Técnica Federal da Bahia, onde concluí o curso técnico de Estradas, os motores a diesel têm uma eficiência térmica superior a dos motores a gasolina porque trabalham mais próximo do nível ideal e com uma taxa de compressão maior. Principalmente em marchas lentas, o motor diesel possui uma eficiência muito grande em relação à gasolina. Por isso, é a escolha natural para máquinas pesadas como tratores e caminhões.

O motor a diesel gasta menos combustível para manter o mesmo ritmo de trabalho de outros motores. Esse era o objetivo de Rudolf Diesel quando o inventou: criar um motor de alta eficiência. O motor a gasolina aspira uma mistura de gasolina e ar, comprime-a e faz a ignição com uma centelha. Um motor a diesel puxa o ar, comprime-o e então injeta o combustível no ar comprimido, o calor do ar comprimido inflama o combustível espontaneamente. Além disso, o motor a diesel comprime os gases dentro do pistão com uma taxa muito mais alta do que o motor a gasolina.

O diesel tem uma densidade energética mais alta do que a gasolina. Em média, 1 galão (3,785 litros) de diesel contém aproximadamente 1,1742 vezes mais energia do que 1 galão de gasolina. Isto, combinado com a maior eficiência dos motores a diesel, explica por que eles obtêm uma melhor quilometragem por litro do que motores a gasolina equivalentes.

Lembrando tudo isso, apóio o Senador e apelo às autoridades deste País que liberem o uso de diesel nos carros populares. Seria melhor para o Brasil que exportasse toda a gasolina e diesel (derivado de petróleo) e ficássemos apenas com o biodiesel. E o álcool? Deixa a plantação de cana-de-açúcar para fazer cachaça e produzir açúcar pro povo!