Lendo um post do blog do Ryan, no qual ele denuncia o consumo excessivo de processamento de CPU ao visitar o site da Ferguson, me lembrei dos livros e artigos que tenho lido ultimamente sobre como desenvolver de forma correta para a web.
Fiz o mesmo teste que o Ryan e abri os links que ele afirmou serem os culpados: este e este. Ele usa o Firefox como navegador de Internet e eu uso o Internet Explorer. Abri-os aqui no meu notebook e depois fui verificar o consumo de memória e CPU pelo Gerenciador de Tarefas do Windows. Não é que ele estava certo?
Aqui no meu notebook, o Internet Explorer ficou consumindo entre 5% a 26% da CPU, mesmo ocioso. O normal era ele consumir entre 0% a 6% quando ocioso. Quanto ao consumo de memória, o navegador estava usando em torno de 55 MB da Memória RAM e, após abrir os links problemáticos, pulou para 98 MB.
E de quem é a culpa? Dos desenvolvedores do site. Eles incluíram um efeito em JavaScript que faz descer flocos de neve pela página, para impressionar os consumidores com as compras de Natal. Só que isso causou o consumo irracional nos navegadores de Internet. Imagine como isso ficaria em um computador de poucos recursos, ou num telefone celular, ou num PDA.
No livro Não me Faça Pensar, de Steve Krug, é ensinado que a regra primordial do desenvolvimento para a web é não fazer o usuário perder tempo e facilitar ao máximo o uso do site. Ele também ensina que a acessibilidade é fundamental, pois isso não limita qualquer usuário e aumenta a quantidade de visitantes do site.
Todo desenvolvedor web deveria preocupar-se mais com o acesso do usuário do que com os efeitos e scripts que deseja colocar no seu site. Nenhum usuário parece ter tempo a perder quando está procurando algo na Internet e, se seu site não for acessível e usável, ele pode deixar de ser fiel à seu site. O tiro pode sair pela culatra!