Em geral, as pessoas têm aversão ao risco. Tomamos nossas decisões conforme nossos medos, expectativas e ganâncias.Essa premissa é válida nas atividades humanas: mercado de ações, opções de estudo, escolha de emprego, com quem vamos nos casar, quando teremos filhos, etc. Apesar do homem ser forçado pelos seus interesses próprios, o comportamento em grupo - sob a mesma influência - é que define a tendência a ser seguida.
Por exemplo, no jargão do mercado de ações existem os tubarões e as sardinhas. Tubarões são os investidores conhecidos por movimentarem grandes volumes de dinheiro; eles decidem o que querem fazer com o preço do papel e fazem com que o preço suba ou desça conforme seus interesses. Sardinhas são os investidores conhecidos por “nadarem” junto com os de mesma espécie, sempre juntas; são investidores de pequeno porte que lutam juntos para fugir ou enfrentar os grandes tubarões do mercado.
A sardinha um dia quer tornar-se um tubarão e, para isso, tenta imitar os movimentos dos tubarões. Ela acredita que, para ganhar dinheiro no mercado, deve estar ao lado do mais forte. Todos os investidores observam os movimentos dos preços, pois procuram por alguém ou grupo que tenham informações e acabam seguindo a mesma direção da massa intensificando a tendência. Por isso, a queda do preço de uma ação é muito mais rápida do que a subida.
Vamos olhar outro pequeno exemplo que demonstra claramente como funciona a aversão ao risco. Considere que existe um vírus mortal que infectou 1000 pessoas.
Cenário 1:
1) Existe uma vacina que salva 250 pessoas;
2) Existe outra vacina que tem 1/4 de probabilidade de salvar todos e 3/4 de probabilidade de não funcionar, matando todos.
Na primeira solução temos certeza de que serão salvas 250 pessoas. Na segunda solução não temos certeza porque existe uma probabilidade de não salvar nenhuma. A maior parte das pessoas escolhe a primeira solução.
Cenário 2:
1) Existe uma vacina que mata 750 pessoas;
2) Existe outra vacina que tem 1/4 de probabilidade de salvar todos e 3/4 de probabilidade de não funcionar, matando todos.
Quando a primeira solução é colocada sob outra ótica, na qual é informada claramente das perdas, a maioria das pessoas preferem correr o risco de salvar todas ou nenhuma pessoa. A questão é a mesma, apenas é mostrada a solução de outra perspectiva.
Percebemos que a relação não é igual quando temos uma visão de ganho ou visão de perda. Esse exemplo mostra claramente a aversão ao risco. São nossas emoções que prevalecem no final, mesmo que a razão tenha mostrado o caminho a ser seguido.
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