Estava no mercado com Rosinha quando passamos próximo a um stand promocional da Nestlé. A promoção da vez era algo sobre a empresa dar casas para quem comprasse leite em pó da marca Ninho.
Foi quando eu ouvi: - A senhora pode estar preenchendo esse formulário...
Eu pensei imediatamente: até em stand o pessoal fala com gerundismo. E resolvi olhar para quem havia dito isso. Quando meus olhos encontraram a mulher "gerúndica", notei que não havia nenhuma outra mulher na frente dela. Ora! Então com quem ela falou?
Meus olhos encontraram a parte passiva do diálogo logo abaixo; uns 40 centímetros mais abaixo. Era uma criança que olhava para a mulher "gerúndica" com aquela carinha de que não estava entendendo nada.
Tratar uma criança como Senhora? Definitivamente, estamos lidando com asnos no atendimento ao cliente. Já não basta o teleatendimento enchendo o saco no telefone de casa com os roteiros de atendimento prontos, sem espaço para desvios e indagações, agora isso está se espalhando por todo lugar.
Entendo que o texto decorado é bom para padronizar a forma com que a equipe da Nestlé iria abordar as pessoas. Só esqueceram de treinar a mulher para adaptar o texto às circunstâncias que porventura acontecessem no stand.
Ah, e eu acabei esquecendo como era a promoção. Só sei que tinha casa no meio...