Na viagem de descoberta da Austrália, um grupo de marinheiros do Capitão James Cook capturou um bebê canguru, e trouxe a estranha criatura a bordo do navio. Ninguém sabia o que era aquilo, então alguns homens foram enviados à praia para perguntar aos nativos. Quando os marinheiros retornaram, disseram aos seus companheiros: "é um canguru". Muitos anos mais tarde, descobriu-se que quando os aborígenes disseram "canguru" significa "Não sei." na linguagem deles. [1]Esse é o mito australiano para a origem do nome do canguru. Sem entender inglês, os aborígenes apenas respondiam "kanguru" que corresponde a palavra aborígene para "eu não sei". Apesar de os ingleses não falarem o idioma aborígene, isso não os impediu de batizarem o animal, símbolo da Austrália, de "eu não sei".
Agora, pensem num diálogo entre dois aborígenes. Liga a tecla SAP:
- Esses homens brancos são muito estranhos não?
- É mesmo!
- Chamam o nosso mascote Joey de "eu não sei". Pode?
A verdade mesmo é que a palavra canguru deriva de gaNurru, do idioma aborígene Guguyimidjir, significando um canguru cinzento oriental [2]. Uma vez que o idioma Guguyimidjir era falado apenas por algumas tribos aborígenes, os outros nativos australianos que não falavam Guguyimidjir não entendiam a o quê os ingleses se referiam quando chamavam o animal de kangaroo.
Fonte: Wikipedia e Canguru.info
Referências:
[1] Publicado em The Observer (London, suplemento de 25 de novembro de 1973), apud Ian Hacking, Por que a Linguagem Interessa à Filosofia?, São Paulo: Editora UNESP, 1999. trad. Maria Elisa Marchini Sayeg sob a revisão de Cezar Augusto Mortari, pp. 150-51.
[2] Etymology of mammal names
