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sábado, 28 de março de 2009

Curitiba, final (infelizmente)

Ontem chegamos tão cansados da viagem que fomos dormir cedo. Por isso, tive que deixar o post final para escrever hoje.

Não fizemos nada além de comprar lembranças e andar pela última vez no Calçadão da XV. Assim, deixei para esse post um conjunto de observações nossas e comentários sobre Curitiba; uma típica "raspa do tacho".

27/03/2009

Após o café da manhã no hotel, saímos para o Calçadão da XV para comprar lembranças numa loja que vimos no primeiro dia. Eu e Rosinha temos uma tradição de comprar imãs de geladeira em todos os lugares para os quais viajamos. Um dia eu coloco uma foto aqui no blog mostrando como está a nossa geladeira, hehehe. Quando voltamos, era a hora da tristeza pois as malas precisavam ser arrumadas para nosso retorno a Salvador.

Depois que fechamos a conta no hotel, pegamos um táxi para o Shopping Estação. Lá almoçamos na microcervejaria Bier Hoff, com buffet a R$ 12,90 por pessoa. Antes, tomamos um chopp artesanal que é feito pelo próprio restaurante; simplesmente, uma delícia! Achei melhor do que o chopp no Bar do Alemão.

Eu e Rosinha na microcervejaria Bier Hoff

Depois do almoço, pegamos o ônibus executivo para o aeroporto e esperamos até a hora do voo para Salvador. Chegamos por volta das 19h, sob uma temperatura de 29ºC. Para quem acabava de chegar de Curitiba, senti logo o calor e o suor começando a escorrer na cara.

Raspa do tacho sobre Curitiba

> Água gelada nas torneiras
Todas as torneiras que abrimos, sejam em banheiros públicos ou no quarto do hotel, jorravam água gelada. Só tinha visto isso em Brasília. Não tenho muito conhecimento sobre isso mas acredito que seja em razão da altitude - Curitiba está a 934 m acima do nível do mar e Brasília a mais de 1000 m.

> Casas de madeira

Em Curitiba existem muitas casas feitas de madeira, influência das culturas alemã, polonesa e ucraniana. Segundo o nosso guia do passeio para Morretes, os europeus dominavam muito bem a tecnologia da marcenaria e encontraram em Curitiba farta quantidade de pinheiros e araucárias, madeiras de boa qualidade. Vejam um exemplo na foto abaixo que tiramos de dentro do trem para Morretes.

Casa de madeira

> Casas com reboco

Quem já visitou Salvador percebe que aqui existem muitas casas sem reboco. O efeito disso é que a cidade fica parecendo que tem um monte de favelas em todos os seus morros. Lá, em Curitiba, é raríssimo você ver uma casa que não esteja devidamente rebocada.

> Pássaros Quero-quero

Eu e Rosinha nos divertimos muito no Parque Barigui observando alguns pássaros chamados de Quero-quero. Eles andam um pouco e param, feito estátuas. Andam mais um pouco e param. Inclinam a cabeça e param. Parece que eles estão eternamente brincando de estátua. Também encontramos alguns no Jardim Botânico.

Quero-queros no Jardim Botânico

> Comida barata

O curitibano come bem e barato. Buffets livres por pessoa a R$ 4,50 e R$ 5,50 são normais no centro da cidade. Nos shoppings, variam entre R$ 10,90 a R$ 16,90. O mais caro que ficamos sabendo era o do restaurante Madalosso, no bairro Santa Felicidade, que custava R$ 25,00 por pessoa.

Além disso, eles tem nomes diferentes para algumas coisas que em outras cidades também existem:
- pingado: é a média aqui em Salvador, ou seja, o café com leite;
- cueca virada: é uma massa de empada, virada ao avesso e frita para servir de petisco;
- vina: é a salsicha que conhecemos aqui em Salvador (não é a tipo viena, é a normal).

> O sol

Tivemos sorte em pegar um tempo bom em Curitiba e vermos o sol todos os dias. No voo de ida, um curitibano que trabalha na Bahia sentou na poltrona ao lado da minha e, no batepapo, nos advertiu que o sol de Curitiba queimava mais do que o de Salvador. Eu achei estranho porque Salvador é mais quente, mas ele achava que era por causa da altitude: ar mais rarefeito do que o de Salvador.

Com isso, sempre passamos protetor solar antes de sair para nossos passeios. E era verdade! Algumas partes do corpo que não ficaram protegidas (como a minha careca, por exemplo) ficaram queimadas. Não chegou a ser queimadura grave, mas queimou mais do que o normal. Em Salvador eu só queimo quando vou à praia; em Curitiba, basta dar um passeio em dia de sol para se queimar.

> Fumo e bitucas de cigarro

Já havia comentado isso em posts anteriores: a maioria dos curitibanos fumam. Era impossível andar pela cidade sem sentir cheiro de cigarro e levar uma baforada na cara. No chão, várias pontas de cigarro, principalmente no Calçadão da XV. As entradas dos shoppings eram abarrotadas de fumantes pois dentro é proibido fumar. Foi a única coisa que odiamos em Curitiba.

> Simpatia dos curitibanos

Antes de irmos para Curitiba, pesquisamos muito sobre o modo de vida dos curitibanos e sempre encontrávamos referências dizendo que as pessoas eram fechadas, frias e não gostam de quem vinha de fora. Assim, já fomos com certo receio e preparados para o que viesse a acontecer.

Superando essa expectativa, o que encontramos foram pessoas extremamente simpáticas, atenciosas e receptivas. Desde o pessoal do hotel (apesar da obrigação deles em atender bem) até os cobradores das estações que nos deram informações para andar de ônibus por lá, todos foram bons conosco. Só teve uma exceção com um garçom de um café, e por isso nem ficamos lá muito tempo.

Talvez exista realmente uma minoria que seja fria e fechada como achávamos e, infelizmente, a maioria leva a fama por eles. Ainda bem que o povo curitibano não é assim.

Final

Enfim, Curitiba é uma bela cidade! Deu até vontade de ir morar lá. No dia 29 de março ela completará 316 anos de fundação; no mesmo dia, Salvador completará 460 anos. Apenas 144 anos separam a história dessas duas cidades mas, devido à diferença histórica de colonização, as duas desenvolveram-se de forma completamente diferente.

Parabéns a Curitiba pelo seu aniversário. Espero retornar em breve!

quinta-feira, 26 de março de 2009

Curitiba, 4º dia

O que é bom acaba logo! Nosso penúltimo dia em Curitiba foi marcado pelo passeio a Morretes, com direito a desgustação do famoso Barreado.

26/03/2009

Morretes é uma cidade ao pé da Serra do Mar, próximo ao litoral paranaense. Está a 10 metros acima do nível do mar, enquanto Curitiba está a mais de 900 m de altitude.

A empresa Serra Verde Express disponibiliza um passeio de trem que desce toda a serra, saindo de Curitiba e indo até essa cidade. O passeio inclui, além do trem, um city tour em Morretes, uma parada para almoço, outro city tour em Antonina, cidade próxima, e a volta de carro pela Estrada da Graciosa.

Eu e Rosinha dentro do trem

A descida de trem pela serra é deslumbrante! Confiram as fotos que selecionei para o blog.

Vista do trem para um lago

Vegetação na beira dos trilhos

Um dos muitos rios que cortam a estrada de ferro

Caniôn que se avista da janela do trem

Uma das vistas da Serra do Mar

O trem passando por cima de uma ponte

A ponte pela qual o trem havia passado

Quando chegamos em Morretes, nosso guia sugeriu uma mudança no roteiro, fazendo com que o city tour em Antonina fosse antes do almoço. Foi até bom porque o almoço seria "pesado".

Rosinha na praça próxima à estação ferroviária de Morretes

Calçada na cidade de Antonina

Quando retornamos de Antonina, fomos para o restaurante apreciar o famoso Barreado. Esse prato é preparado com carne, toucinho e temperos típicos de Morretes. O nome vem da expressão "barrear" a panela, com um pirão de farinha de mandioca, para evitar que o vapor escape e o cozido não seque depressa. A carne é cozida até que se desfie por si só.

O barreado sendo servido

Antigamente, o cozimento do Barreado era feito pelos antigos habitantes em valas sobre um braseiro, levando cerca e vinte e quatro horas para ficar pronto. Hoje, é feito em panela de ferro e leva apenas dez horas. Quando esse prato é servido nesse passeio, vem acompanhado de (1) entrada com saladas, torradas, mariscos e molhos, (2) o prato principal com arroz, banana e farinha, (3) complementos com peixe à milanesa, camarão empanado e camarão ao molho, e (4) bala de banana artesanal como sobremesa. Nem preciso dizer que depois desse prato, fiquei "barreado". É muita comida!

O batizado do barreado

Fizemos o city tour em Morretes e depois seguimos viagem de volta pela Estrada da Graciosa. É uma estrada charmosa, com um trecho em calçamento de paralelepípedo e vários mirantes. Alguns deles tem quiosques com churrasqueiras para o pessoal da comunidade se divertir nos finais de semana.

Vista da Estrada da Graciosa

Vista da Estrada da Graciosa

Quando chegamos no hotel, o cansaço bateu. Tomamos um banho e saímos para tomar café. Amanhã iremos dar mais uma volta no centro de Curitiba e, à tarde, retornamos para Salvador. Que pena!

quarta-feira, 25 de março de 2009

Curitiba, 3º dia

Mais um dia em Curitiba, com previsão de temperaturas oscilando entre 15ºC e 25ºC. Constatamos, olhando em diversos termômetros espalhados pela cidade, temperaturas de 26ºC a 29ºC por volta das 11h da manhã. É igual ao calor que faz em Salvador às 7h da manhã! Hoje à noite fez um pouco mais de frio do que nos outros dias. Ainda estou andando de bermuda e camisa pelas ruas à noite. Rosinha, hehehe, está toda encapotada.

25/03/2009

Hoje planejamos passear pela cidade de ônibus. Falam tanto do sistema de transporte público de Curitiba que resolvemos experimentar como é andar de coletivo por aqui. Pegamos informações com o pessoal do hotel e fomos andando até o Mercado Municipal, de onde pegaríamos o ônibus para o Jardim Botânico.

Com 20 minutos de caminhada, chegamos ao Mercado Municipal. Esse mercado fica em frente à Estação Rodoferroviária de Curitiba e é muito parecida com a Ceasa do Rio Vermelho, em Salvador. A diferença fica por conta da limpeza e iluminação.

Vista do mercado municipal no segundo andar

De lá, andamos para uma estação tubo para pegar o biarticulado para o Jardim Botânico. O preço da passagem é de R$ 2,20 (o mesmo de Salvador) de segunda a sábado; nos domingos, a passagem custa R$ 1,00. As estações são projetadas para que o passageiro pague a passagem ao entrar nelas e espere o ônibus em uma estrutura parecida com um tubo. O embarque e desembarque é bastante rápido e lembra muito o metrô de São Paulo, segundo Rosinha. Calcula-se que a economia de tempo para o passageiro seja de uma hora por dia com esse sistema (fonte: Prefeitura de Curitiba).

Uma das estações tubo

Ônibus biarticulado

Saltamos na estação tubo mais próxima do Jardim Botânico e fomos andando até uma das entradas do parque. Lá dentro existem vários caminhos diferentes que, no final, levam à famosa estufa. Decidimos começar passando próximo ao Museu Botânico. Não entramos porque, infelizmente, está fechado para manutenção.

Eu no Jardim Botânico

Quando chegamos nos jardins próximos à estufa, ficamos extasiados. Aquilo é muito lindo! E ventilado também. Porém, dentro da estufa a coisa é diferente. Quente, muito quente! Não conseguimos ficar nem cinco minutos lá dentro. Afinal, é uma estufa né?

Eu dentro da estufa

Bebemos uma água e iniciamos a caminhada de volta à estação tubo para ir ao Passeio Público. Muito bom andar de ônibus aqui; nem se compara a Salvador. Ficamos decepcionados com a falta de conservação desse parque. Não sei se a prefeitura ainda irá revitalizá-lo mas a situação atual é degradante. Lembrou muito o Passeio Público de Salvador.

Rosinha no Passeio Público

Dali, fomos andando em direção ao Largo da Ordem, no Setor Histórico de Curitiba. Lembra um pouco o Pelourinho de Salvador; tiramos muitas fotos e depois fomos procurar o famoso Schwarzwald, vulgo Bar do Alemão; afinal, ninguém consegue falar esse nome. Pedimos os recomendados chopp's Submarinos. São canecas de chopp com uma mini-caneca de brinde dentro. Você bebe a cerveja e, no final, leva o brinde para casa.

Chopp submarino

Para degustar os chopps, pedimos lingüiça branca como petisco. Detalhe: o cardápio alemão é cheio de iguarias como lingüiça, salsicha e porco. O som ambiente é genuinamente germânico. Só toca aquelas musiquinhas com sanfoninha, hehehe.

Eu, bêbado, tomando mais um chopp

Com apenas uma caneca de chopp (475ml), Rosinha já ficou chamando urubu de louro. Eu pedi mais um copo. Depois que saímos de lá, fomos para o Shopping Mueller. A situação era tão etílica que eu e Rosinha dormimos nas poltronas de descanso do shopping. Quando acordamos, fomos até a Praça do Homem Nu, próximo ao shopping.

Praça do Homem Nu

Decidimos voltar para o hotel porque Rosinha ainda estava bêbada e com as pernas doendo. Pegamos um táxi e aí descobrimos que, em Curitiba, é melhor andar de ônibus do que de carro. A todo momento tinha uma sinaleira fechando e os carros se amontoando nas vias. Quando chegamos no quarto do hotel, apagamos.

No final da tarde, saímos pelas ruas para passear. Lembramos que ainda faltava conhecer a Praça Rui Barbosa. Lá parece um grande terminal de ônibus com um parque no meio, saindo linhas para todos os cantos da cidade.

Eu na Praça Rui Barbosa

Colado com o parque tem um espaço conhecido como Centro de Cidadania, que me lembrou o Mercado Modelo de Salvador. Vários comerciantes vendem todo tipo de objetos às pessoas que passam por ali.

Rosinha no Centro de Cidadania

De lá, fomos para o Shopping Estação para comer alguma coisa. No caminho, vimos como ficam as estações tubo no horário do rush. Lotadas!

Hora do rush

Na volta para o hotel, Rosinha estava com tanto frio que se encapotou toda. Eu continuei andando com meu bermudão numa boa, hehehe.

Rosinha com frio

Amanhã, iremos para Morretes. Até lá!

terça-feira, 24 de março de 2009

Curitiba, 2º dia

Continuando, nosso segundo dia em Curitiba, um dia de sol e muito calor. Destaque do dia: o city tour da Linha Turismo.

24/03/2009

Acordamos, tomamos o café da manhã no hotel e fomos caminhando para a Praça Tiradentes para pegar a saída do ônibus da Linha Turismo. Esse ônibus faz um percurso por todos os principais pontos turísticos da cidade, com saídas de meia em meia hora. A duração completa do percurso é de duas horas e meia. Pagamos R$ 20,00, cada um, por uma cartela com cinco bilhetes. Nós gastamos dois na saída do ônibus e podemos reembarcar mais quatro vezes, descendo para conhecer algum ponto turístico em especial.

Eu e Rosinha no andar de cima do ônibus

Como já tínhamos conversado com o pessoal do hotel, a dica é descer nos pontos que são mais distantes do hotel, e deixar os outros pontos para ir com o ônibus convencional mesmo ou a pé. De dentro do ônibus nós fomos tirando algumas fotos, como a do Teatro Paiol, por exemplo.

Fachada do Teatro Paiol

O ônibus continua seu trajeto passando pelo Jardim Botânico (deixamos para conhecer depois porque é perto do hotel), Mercado Municipal, Teatro Guaíra, Memorial Árabe, Passeio Público e Centro Cívico (equivalente ao Centro Administrativo da Bahia). Ainda de dentro do ônibus, tiramos uma foto quando passamos pelo Museu Oscar Niemeyer. Continuamos o city tour, passando pelo Bosque do Papa, Bosque do Alemão, Universidade Livre do Meio Ambiente e Parque São Lourenço até saltarmos na Ópera de Arame.

Museu Oscar Niemeyer

A Ópera de Arame é um teatro com estrutura em aço tubular que abriga um espaço para eventos de até 2 mil pessoas. Para chegar ao auditório, caminhamos por uma ponte em cima de um lago, de onde avistamos uma bela paisagem com cachoeira e peixes.

Eu e Rosinha na Ópera de Arame

Na saída da Ópera de Arame, calculamos o quão longe seria o próximo ponto turístico e confirmamos a distância com uma lojista de artesanato; economizamos um bilhete cada em troca de vinte minutos de caminhada até o Parque Tanguá.

O Parque Tanguá é grande, imenso, com muita vegetação e um jardim lindo, chamado Jardim Poty Lazzarotto, onde temos um mirante a 65m de altura em relação ao lago inferior. Enquanto tirávamos muitas fotos, a barriga roncou. Já era a hora de ir para o ponto turístico gastronômico de Curitiba: o bairro Santa Felicidade.

Parte do Jardim Poty Lazzarotto com o mirante ao fundo

O bairro Santa Felicidade é um bairro que concentra uma quantidade enorme de restaurantes da culinária italiana. Antes de chegarmos no bairro, passamos com o ônibus pelo Parque Tingüi e o Memorial Ucraniano (mas não descemos neles).

Na Santa Felicidade, andamos um pouco para ver as opções de restaurantes e escolhemos um no qual o buffet por pessoa custava R$ 10,90. Quem mora em Salvador vai achar isso barato demais. Mas, por aqui em Curitiba, eu e Rosinha já vimos restaurantes com buffets por pessoa de R$ 4,50 e R$ 5,50 - e não são espeluncas. Comemos muito bem, descansamos nos bancos na frente do restaurante e fomos para o ponto de ônibus reembarcar para continuar a viagem.

Bairro Santa Felicidade

Em alguns minutos, chegamos ao Parque Barigüi. Esse é o parque preferido dos curitibanos e é fácil notar por quê. Agradável, amplo, com um lago imenso e vários animais silvestres e migratórios. Até capivaras são criadas soltas por lá! Ficamos sentados nos bancos do parque para descansar os pés (doloridos de tanto andar). Para quem é meio nerd como eu, uma coisa que chamou a atenção foi ter conexão wi-fi grátis no parque. Incrível!

Entrada do Parque Barigüi

Capivaras no Parque Barigüi

Gastando nosso penúltimo reembarque, seguimos com o ônibus para a Torre da Telepar, ou Torre Panorâmica da Brasil Telecom. Essa é a única torre de telefonia no Brasil que possui mirante aberto a visitação. A taxa de ingresso custa R$ 3,00 e subimos por um elevador mais de 100m acima para chegar ao mirante que nos dá uma visão de 360º de toda a cidade. Dá pra ver até a Serra do Mar ao fundo!

Parque Barigüi visto da torre

Por fim, entregamos ao cobrador nossos últimos bilhetes e fomos em direção à praça de onde saímos. Antes, o ônibus passa pelo Setor Histórico de Curitiba mas deixamos para conhecer outro dia por ser perto do hotel. Saltamos na Praça Tiradentes e, enfim, tiramos fotos por lá. Na praça tem a Catedral Basílica de Curitiba e o Marco Zero da cidade.

Basílica de Curitiba

A Praça foi revitalizada recentemente e colocaram todo o calçamento novo suspenso por cima do calçamento original para preservar a condição arqueológica da mesma. Em um trecho, vidraças permitem que vejamos como era a calçada original da praça.

Calçada da Praça Tiradentes

Dali fomos caminhando pelo Calçadão da XV e fizemos algumas compras. Tentei comprar shorts mas parece que aqui ninguém vende; deve ser por causa do frio e os homens curitibanos preferem comprar bermudas e calças. Confirmamos o que percebemos ontem: muitas pessoas baixinhas, muitos descendentes de orientais e muitos fumantes. Ô povo que fuma! Cuidam tão bem da cidade e do meio ambiente e esquecem de cuidar de sua própria saúde.

Nossos planos para amanhã são: ver o Jardim Botânico, o Mercado Municipal, o Passeio Público e o Largo da Ordem. Ah, e tomar uma cerveja no Bar do Alemão! Yes! Na quinta-feira, o pessoal do hotel está vendo se podemos ir para Morretes. Depois eu explico o que é isso.

Até amanhã!

segunda-feira, 23 de março de 2009

Curitiba, 1º dia

Como prometi, vou postar as aventuras de Alexandre e Rosinha, em mais uma viagem, dessa vez ao mesmo tempo em que estamos no local.

23/03/2009

Chegamos no Aeroporto Internacional de Curitiba - que na verdade fica em outra cidade - por volta de 12h30. Pegamos informações no balcão turístico e, em seguida, embarcamos no ônibus executivo para o centro de Curitiba. Essa opção é a mais indicada pelos curitibanos pois custa apenas R$ 8,00, ao invés dos R$ 60,00 com um táxi. O ônibus nos deixou a duas quadras do hotel, que percorremos caminhando e arrastando as malas com um calor de 32ºC. Sim, em Curitiba faz calor igual a Salvador!

No hotel, fizemos o check-in e deixamos as malas no quarto. Saímos pelo centro de Curitiba procurando um local para almoçar. Eram 14h quando saímos do restaurante que fechava às 14h30. Me parece que aqui nessa cidade os restaurantes encerram o almoço por volta desse horário mas encontramos alguns dissidentes que ainda servem o almoço após as 14h.

Depois do almoço, fomos dar uma volta pelo Calçadão da XV, ou Rua das Flores. Essa rua foi fechada para o trânsito de veículos e a prefeitura curitibana a transformou num imenso shopping a céu aberto. Roupas a preço baixo, calçados, lanchonetes e muitos e muitos bancos de praça. Sentamos em um desses bancos para observar o modus vivendi do curitibano que passa por ali.

Eu posando no Calçadão da XV

Notamos muitos descendentes de orientais; a todo momento passava alguém com o olho puxado. Outra coisa que notamos deixou Rosinha feliz: muitas pessoas baixinhas. E, infelizmente, observamos muitos fumantes também. Caminhando, vimos também o ônibus bi-articulado, símbolo do transporte urbano curitibano.

Rosinha posando próximo a uma das estações-tubo

Retornamos para o hotel, tomamos um banho e fomos caminhar até o Shopping Estação. Nessa hora, por volta de 18h, começamos a sentir o friozinho chegando. Na verdade, o tempo é bom mas vem um vento frio que corta a rua e te dá um gelinho.

No shopping, tiramos fotos junto a um trem antigo numa estação desativada que dá o nome ao prédio. Achei muito bonita uma fonte de água que jorra de um lado para o outro enquanto as pessoas passam por baixo dela.

Fonte de água no shopping

Parte do Shopping Estação

Na volta para o hotel, o tão esperado friozinho havia chegado. Enquanto Rosinha tremia de frio, eu achava ótimo! É sério! Devia estar fazendo uns 20ºC mas, quando o vento frio cortava a rua, a sensação térmica era de uns 18ºC. Muito bom para quem é calorento como eu.

Enfim, estou aqui no hotel neste momento postando no blog para vocês. Enquanto estou de short no quarto do hotel, Rosinha está de moleton, meias e enfiada embaixo do edredon. Até amanhã!

sábado, 21 de março de 2009

Curitiba, lá vamos nós

Ópera de arame no Jardim Botânico de CuritibaSegunda-feira, eu e Rosinha estaremos indo para Curitiba com o fim de encerrarmos nossas férias. Passagens compradas, hotel reservado e muita pesquisa na Internet!

Entre as coisas que pesquisamos, encontrei um blog muito bom de um curitibano que fala sobre a sua cidade: Latitude 25º 25º Sul.

Particularmente, gostei mais desses três posts:
Além disso, praticamente eu estudei o mapa de Curitiba através do site WikiMapia.org. Dá pra notar como a cidade é muito bem organizada só de ver por cima do mapa. Até a previsão do tempo nós estamos acompanhando - e torcendo!

Como em nosso hotel tem acesso wi-fi à internet nos quartos, espero postar aqui no blog as novidades durante o tempo em que estivermos lá. Aproveitem!