sábado, 27 de junho de 2009

O(A) senhor(a) pode estar lendo esse post

Estava no mercado com Rosinha quando passamos próximo a um stand promocional da Nestlé. A promoção da vez era algo sobre a empresa dar casas para quem comprasse leite em pó da marca Ninho.

Foi quando eu ouvi: - A senhora pode estar preenchendo esse formulário...

Eu pensei imediatamente: até em stand o pessoal fala com gerundismo. E resolvi olhar para quem havia dito isso. Quando meus olhos encontraram a mulher "gerúndica", notei que não havia nenhuma outra mulher na frente dela. Ora! Então com quem ela falou?

Meus olhos encontraram a parte passiva do diálogo logo abaixo; uns 40 centímetros mais abaixo. Era uma criança que olhava para a mulher "gerúndica" com aquela carinha de que não estava entendendo nada.

Tratar uma criança como Senhora? Definitivamente, estamos lidando com asnos no atendimento ao cliente. Já não basta o teleatendimento enchendo o saco no telefone de casa com os roteiros de atendimento prontos, sem espaço para desvios e indagações, agora isso está se espalhando por todo lugar.

Entendo que o texto decorado é bom para padronizar a forma com que a equipe da Nestlé iria abordar as pessoas. Só esqueceram de treinar a mulher para adaptar o texto às circunstâncias que porventura acontecessem no stand.

Ah, e eu acabei esquecendo como era a promoção. Só sei que tinha casa no meio...

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Clube de Autores

Livros do site Clube de AutoresEm apenas quatro meses, cerca de 600 brasileiros publicaram livros, disponibilizaram-nos numa vitrine eletrônica e os comercializaram pela internet. Entre esses novos autores há médicos, professores, radialistas e juízes, entre outros profissionais, que sonhavam em publicar algo, mas não acreditavam que conseguissem fora de uma editora convencional. A ferramenta eletrônica que vem atraindo esse público chama-se Clube de Autores e foi criada por Ricardo Almeida e Índio Brasileiro Guerra Neto, respectivamente diretor-geral e sócio-diretor da empresa de planejamento estratégico I-Group.

"A tiragem mínima adotada pelas editoras eleva o custo para o escritor e impossibilita a publicação de iniciantes", diz Guerra Neto. No clube isso não existe. Os resultados obtidos pelo Clube de Autores sinalizam um cenário animador: 400 livros já foram impressos desde fevereiro. Para quem quiser se tornar sócio do clube, o primeiro passo é entrar no site www.clubedeautores.com.br e fazer o upload do arquivo onde está o texto - cada obra deve ter no mínimo 40 páginas. O autor escolhe o preço que deseja receber pelos direitos autorais.

O site mantém-se com uma taxa administrativa embutida no preço de capa; assim, quem a paga é o comprador. Quando o livro é comprado, o pedido vai diretamente para a gráfica, que imprime um a um, dá o acabamento final e despacha para o cliente– sendo que o autor recebe os direitos autorais após acumular-se um montante mínimo, de R$ 300,00.

O site é completamente gratuito para o autor, não sendo necessário nenhum tipo de compra por parte dele ou de tiragem minima. O site ainda não retém nenhum direito autoral ou trabalha com nenhum tipo de exclusividade comercial. Caso o autor queira ele pode retirar o seu livro do Clube de Autores a qualquer momento, em um processo ainda mais simples que o de publicação do livro.

Para testar o site, publiquei a minha monografia de conclusão da pós-graduação. Defini que queria receber R$ 0,00 por direitos autorais já que não pretendo obter lucro algum com ela. O livro já está disponível no site para qualquer um que queira ter uma versão impressa e bem acabada de minha monografia.

Espero terminar logo o meu romance para poder publicá-lo e vocês poderem comprá-lo e divertirem-se com as estórias do meu protagonista.

Fontes: Revista Istoé (Junho/2009) e Clube de Autores

domingo, 7 de junho de 2009

Sonho da casa própria: o melhor é alugar ou financiar?

Por Perla Ribero, da Redação CORREIO
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A casa própria continua sendo o maior sonho dos brasileiros. Porém, no atual cenário econômico, nem sempre a compra do imóvel financiado é sinônimo de um bom negócio. Especialistas mostram, através de números, que morar de aluguel e fazer uma poupança pode ser, em alguns casos, mais rentável do que buscar um financiamento, ou, até mesmo, adquirir a casa com pagamento à vista.

Dos quatro consultores ouvidos pelo CORREIO, dois consideram que o retorno financeiro do aluguel pode ser mais interessante. Os outros destacam a segurança e estabilidade de morar na casa própria, e defendem que, em qualquer hipótese, com ou sem uma boa entrada, é melhor financiar.

A rentabilidade do negócio pode ser constatada avaliando a taxa de juros do financiamento e a que será aplicada caso o dinheiro que destinaria à compra do imóvel seja investido. Porém, para muita gente, não há dinheiro no mundo que pague a garantia de ter uma casa para chamar de sua.

“Sempre vai depender das taxas. É preciso analisar quanto a pessoa vai ganhar se aplicar, e quanto terá que pagar de financiamento. O aluguel deve ser equivalente a 1% do valor do imóvel. Se, porventura, estiver abaixo, melhor alugar e investir o restante do valor”, sugere o professor de mercado de capitais e sistema financeiro Raimundo Torres.

Já o professor de microeconomia Cláudio Damasceno é enfático ao considerar que o dinheiro pode crescer mais rápido no aluguel. Embora alerte que o mutuário deva ter cautela ao avaliar a melhor oportunidade para o seu perfil, ele destaca que, ao dar uma entrada, a pessoa imobiliza um capital que poderia ser aplicado no mercado financeiro ou em um investimento. Desta forma, estaria perdendo a possibilidade de obter uma rentabilidade maior.

Não há uma regra pronta que aponte qual é a opção mais viável. Entretanto, o coordenador de acompanhamento conjuntural da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), Luiz Mário Vieira, prefere adotar uma postura mais conservadora e defende, com unhas e dentes, o financiamento.

“O dinheiro que a pessoa usa para o aluguel pode aplicar na prestação, em vez de destinar a um imóvel que não é dela”, diz Vieira, advertindo que as prestações da casa própria não devem comprometer mais de 30% da renda familiar.

Vieira pontua ainda que, hoje, além da inflação controlada tornar mais favoráveis as condições de financiamento, o sistema também ficou mais transparente. “Hoje, a pessoa compra um imóvel e sabe como será até a última prestação. Antes, havia uma caixa-preta no financiamento”, explica. Outro que levanta a bandeira da compra é o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci), Samuel Prado.

“Se pode comprar algo financiado, por que alugar? A compra é sempre um investimento sólido, e há situações em que o valor da prestação equivale ao do aluguel”, pontua. Apesar das divergências, pelo menos em um aspecto eles concordam. A escolha depende muito da necessidade de cada um e sempre é preciso estar de olho nas taxas de juros e nas oportunidades.

O ditado popular diz que querer é poder. Porém, na prática, nemsempre é assim que as coisas funcionam. Se dependesse da empresária Tatiane Silva, 32 anos, ao deixar a casa da família, ela teria partido direto para um imóvel próprio.

Porém, ao colocar os números na ponta do lápis, constatou que não tinha poupado o suficiente para dar a entrada mínima de 20% para o financiamento do imóvel desejado. Enquanto a poupança vai engordando, ela está no aluguel. Mas planeja, em breve, poder dar o tão desejado salto e entrar no financiamento da casa própria.

“Quero dar uma entrada maior para diminuir o tempo de financiamento e obter uma parcela que não onere tanto o meu orçamento”, diz a empresária que, em um ano vivendo de aluguel, constatou que é possível, sim, manter a disciplina e juntar dinheiro para a aquisição do imóvel. E mais. Para ela, qualquer pessoa que mora de aluguel quer ter a casa própria.

Outra defensora da compra do imóvel é a funcionária pública Patrícia Santos, 29 anos. Mesmo contando com a comodidade de morar com os pais e não ter que arcar com nenhuma despesa, ela já vemse articulando para sair de casa. Poupa há alguns anos, mas não conseguiu o suficiente para comprar, à vista, o imóvel. Para fugir do financiamento, está verificando a possibilidade de conseguir um empréstimo familiar.

Porém, caso não consiga, nem cogita a possibilidade de encarar um aluguel. “Acho perda de tempo pagar aluguel. Se posso pagar por um imóvel para mim, por que pagar somente por um serviço? Até hoje não consegui encontrar vantagens em morar de aluguel”, diz a funcionária pública.

A resistência mostrada por Patrícia é compartilhada por milhares de pessoas. No entanto, o professor de microeconomia Cláudio Damasceno explica que, à medida que as pessoas vão tomando contato com o mundo financeiro, acabam trabalhando com a perspectiva de alocar os recursos com vista aos melhores resultados.