sábado, 11 de agosto de 2007

A bolha do Second Life

Há algumas horas atrás, li uma matéria no site da revista Época sobre o início da falta de interesse pelo Second Life. O texto expõe o abandono de cerca de 85% das pessoas que tinham conta no serviço da Linden Labs. Essas pessoas não se conectam ao site há um mês ou mais, a economia do mundo virtual tem sofrido recessão, e o site foi eleito com um dos piores de 2007 pela revista Time devido às restrições de tecnologia.

Quando eu ouvi falar pela primeira vez no Second Life, procurei por mais informações na internet e descobri que precisaria usar o serviço para ver se realmente a sua fama procedia. Após me cadastrar, baixar o software e instalá-lo, não consegui entrar no serviço porque meu computador não quis executar o software. Minha configuração de hardware não é tão ruim mas também não dá pra executar softwares pesados nele por causa do vídeo on-board. Sendo assim, eu fui um dos que ficaram de fora da "onda".

Mais tarde, lendo sobre o assunto nos portais de tecnologia, descobri que muita gente estava com o mesmo problema que eu e não estavam acessando o Second Life. Como é que a empresa Linden Labs espera que as pessoas usem o serviço se suas máquinas possuem, em geral, configurações de três ou quatro anos atrás? O programa do Second Life é para máquinas mais atuais que tenham um bom hardware de vídeo.

Além disso, para quem conseguiu entrar e ver como funciona o site, decepcionou-se com restrições como não poder ter mais de 70 pessoas no mesmo local ao mesmo tempo e lentidão em alguns locais dentro do mundo virtual mesmo tendo conexão de banda larga. No Brasil, nem a metade dos internautas possui conexão de banda larga, a maioria ainda é conexão discada.

Algumas empresas grandes investiram milhões de dólares para compras as ditas "ilhas" no site. Essas ilhas funcionam como cidades e nelas o dono pode alugar ou vender espaços e construir qualquer tipo de coisa. Das empresas existentes no Second Life, destacam-se a NBA com 1200 acessos diários e a IBM, que usa o serviço para reuniões virtuais entre membros de seu staff.

É evidente que cedo ou mais tarde, se não mudasse a tecnologia do site, as pessoas o abandonariam. O Second Life está repetindo o que aconteceu há anos atrás com as ações das empresas de internet na Bolsa de Valores de New York. Muita gente apostou e teve prejuízos quando o que parecia ser rentável mostrou-se uma grande mentira. Eu não apostaria no Second Life, mas concordo que a internet do jeito que está hoje não apresenta mais nenhuma novidade ou ganho pessoal aos seus internautas. A idéia do Second Life é boa, só precisa ser mais acessível.

ATUALIZAÇÃO DE 18/08/2007 ÀS 21:03: Outra reportagem da Globo.com neste link menciona o mesmo assunto desse post.