2º dia - Sexta-feira
O pessoal da pousada nos avisara no dia anterior que o café da manhã seria servido das 8h às 10h. Pulamos da cama e arrumamos nossas coisas pois mudaríamos de pousada assim que terminássemos o café da manhã.
Fomos levados pelo recepcionista à uma outra casa, onde os hóspedes poderiam degustar o desjejum. Muito pão dormido - talvez porque lá seja difícil fabricar pão - e frutas, suco e café. Nada maravilhoso como outros cafés da manhã que já provamos; era o suficiente para matar a fome.Voltamos à pousada, pegamos as nossas coisas e fechamos a conta na recepção. Andamos pela rua até a outra pousada; o quarto já estava pronto esperando por nós. Pegamos a chave e fomos arrumar as nossas coisas. Assim que terminamos, fomos à praia.
A nossa intenção inicial era ir andando até a 5ª praia para depois voltarmos para ficar na 2ª praia. Mas um guia local nos recomendou que só fôssemos até a 4ª praia porque a última ficava a 4km depois desta; com o calor forte daquele dia se transformariam em 8km.
Passando pela 3ª praia (foto 1), vimos um cachorro fazendo pose para as câmeras de um grupo de turistas femininas. Êta cão descarado! Chegamos na 4ª praia (foto 2) e a chuva anunciou que iria cair. Resolvemos parar numa belíssima barraca-restaurante, deixar as coisas, e ir para a água mergulhar. Mergulho foi o que não conseguimos fazer direito; a 4ª praia forma uma piscina natural cujo nível da água bate no seu joelho por uma longa faixa desde a areia.Quando a chuva passou, voltamos para a 2ª praia. Fomos abordados por um garçom de uma das barracas, e ele nos convenceu a deitarmos nas espreguiçadeiras ao custo de uma consumação mínima. Entre as espreguiçadeiras, havia um baú para guardamos nossas coisas e assim poderíamos ir tomar banho juntos com tranquilidade. Aliás, Morro é bastante tranquila, os próprios nativos tentam manter o local sem violência nem assaltos para não espantar os turistas. Ficamos na praia, almoçamos uma moqueca e depois nos recolhemos para dormir na pousada - a sesta após o almoço.
À noite, saímos para ver o que estava rolando na Vila. Tiramos fotos na frente da Igreja (foto 3) e ficamos circulando entre os turistas. É incrível como o local parece não pertencer ao Brasil. O que menos se ouve é o português; o que mais ouvi foi italiano, depois hebraico (idioma de Israel), e em seguida, espanhol, inglês e alemão. A recepcionista da pousada atual tinha até comentado conosco no dia anterior (quando saimos em busca de uma nova pousada) que era tão bom conversar em português de vez em quando.A fome apertou e paramos uma creperia ao lado da pousada. Fizemos nosso pedido e continuamos observando a rua enquanto esperávamos. Lá, os bares e restaurantes ficam com as portas retiradas para que todos vejam o movimento da rua. Sim, isso mesmo, portas retiradas! Elas são removidas todo dia de manhã e recolocadas quando o local fecha. Alguns estabelecimentos funcionam por 24 horas e nem têm porta. Reparei na quantidade enorme de casais que circulavam pela rua: homem com mulher, homem com homem, e mulher com mulher. Até trios apaixonados pude perceber. O local é bastante democrático.
Terminamos nosso jantar e voltamos para o quarto para descansarmos. O outro dia prometia mais aventuras! Até o próximo post!