quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Morro de mel (parte 3)

3º dia - Sábado
A nova pousada também servia o café da manhã das 8h às 10h. Mais pão dormido, frutas, bolos e café. O diferencial nessa pousada era que eu poderia pedir à cozinheira para preparar um misto quente ou um suco personalizado.

Antes de irmos para a praia, fomos explorar mais as ruas da Vila e descobrimos que, na entrada, há um caminho que leva para o alto do morro, onde ficam o farol e a saída da tiroleza. A subida começa com uma escadaria enorme feita de troncos de coqueiro enterrados na areia. Quando a escada termina, você avista o Farol do Morro, construído em 1855. Passando ao lado do farol, uma trilha leva à saída da tiroleza. A vista que se tem lá de cima é espetacular, como você, leitor, pode ver na foto. Pena que no momento em que estávamos lá, o céu estava nublado. Começou a chover logo em seguida.
Depois que a chuva passou, voltamos pela trilha que viemos e pegamos outra que nos levaria a um mirante que pouca gente conhece. Quem nos indicou esse caminho foi um casal que estava na tiroleza. Outra vista deslumbrante! Se o dia estivesse com céu claro, daria para vermos os altos prédios do Corredor da Vitória em Salvador. Só conseguimos ver a Ponta do Curral, uma vila em outra ilha próxima a Morro de São Paulo, e o cais do Morro. Voltamos para o farol e descemos a escadaria de troncos, agora encharcada pela água da chuva.

Depois que descemos, entramos em uma rua que tinha uma enorme fonte no final. Na placa de informação turística dizia que era a Fonte Grande, ou Fonte do Rei, o principal meio de abastecimento de água para a vila há séculos atrás. Praticamente, a EMBASA de antigamente. Depois da rua, tinha um caminho que levaria à Gamboa, mas resolvemos deixar o passeio para outra vez que voltássemos a Morro. Fomos para a 2ª praia aproveitar o resto do dia e últimos momentos em Morro. Ah, que vidinha difícil!!!
Na praia, percebemos o mesmo turista que havia sentado ao lado da gente no dia anterior se acomodando novamente ao lado das nossas espreguiçadeiras. Uma figura curiosa: chapéu modelo Havana, tomando caipirinha, lendo um romance escrito em alemão - mas de um autor espanhol - e, tudo isso, embaixo do sol. O cara só ficava embaixo do sol, o tempo todo. Eu até vi ele passando protetor solar mas, mesmo assim, ainda acho que ele deve estar todo queimado e despelando nesse momento.
Depois da praia, fomos para a pousada tomar um banho e almoçar no restaurante que ficava ao lado da pousada: Restaurante Tinharé. Pedimos um filé mignon com fritas e acompanhamentos de feijão, arroz e salada. Hum! Que delícia estava! Uma gostosa comida caseira dessas só pode dar um resultado: sesta.

Depois que acordamos, demos a última volta noturna pelas praias de Morro e encerramos tomando sorvete da Ribeira (!) na praça principal da vila. Se era mesmo da Ribeira, eu não podia provar, mas estava gostoso. No outro dia voltaríamos para Salvador e, como não somos pessoas de festa, fomos dormir cedo para começar a recuperar as energias. Até o post final!