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domingo, 13 de abril de 2008

O sentido do matrimônio

Recebi por e-mail nesta semana o texto abaixo vindo de minha esposa. Espero que gostem do conteúdo assim como eu me identifiquei muito com ele.


O café da manhã que mamãe preparava era maravilhoso! Embora fôssemos uma
família humilde, minha mãe sempre preparava com muito carinho a primeira
refeição do dia. Era ovo frito com farinha, outro dia era ovo escaldado, depois
era bife com pão, lingüiça com ovo e pão... Tudo feito com simplicidade.

Ao acordar, naquela manhã, quando retornei da 'lua de mel', para ir ao
trabalho, pensei que encontraria a mesa posta, o café da manhã preparado. Como
estava acostumado com a casa da mamãe, pensei que acordaria com aquele gostoso cheirinho que vinha sempre da cozinha lá de casa. Olhei para o lado e vi minha esposa, Neusa, dormindo profundamente. Feito um anjinho - de pedra!

Raspei a garganta, fiz barulho tentando acordá-la. Nada! Fui para o
trabalho irritado, de barriga vazia. O local do trabalho ficava a uns cinco
minutos do apartamento que alugávamos. Ao me sentar na mesa de trabalho,
sentindo a estômago roncar, abri a Bíblia no seguinte trecho: 'O que quereis que
os homens vos façam, fazei-o também a eles' (Lucas 6:31).

Disse pra mim mesmo: 'O Senhor não precisa dizer mais nada'. Lá pelas nove
horas da manhã, hora em que se podia tirar alguns minutos para o café, dei um
jeito de ir até o apartamento, não sem antes passar em uma padaria e comprar
algumas guloseimas. Preparei o café da manhã e levei na cama para Neusa. Ela
acordou com aquele sorriso tão lindo! Estamos para completar Bodas de Prata.
Nesses quase vinte e cinco anos de casamento, continuo repetindo esse gesto
todos os dias. E com muito amor!

Estou longe de ser um bom marido, mas a cada dia me esforço ao
máximo... Tenho muito a melhorar, tenho de ser mais santo, mais paciente,
mais carinhoso. Sinto-me ainda longe disso, pois o modelo que estou mirando
é Jesus: 'Maridos, continuai a amar as vossas esposas, assim como Cristo amou a
igreja e se entregou por ela' (Efésios 5:25).

O matrimônio é um desafio, pois a todo o momento temos que perdoar e pedir
perdão. A cada dia temos que buscar forças em Deus, pois sem Ele nada podemos
fazer.

Quando Paulo se despedia dos cristãos em Éfeso, citou uma bela frase : 'Há
mais felicidade em dar do que há em receber' (Atos 20:35). Quando se descobre
isso no matrimônio, se descobre o princípio da felicidade.

Por que muitos casamentos não tem ido adiante? Porque o egoísmo tomou conta
do casal. É o 'cada um por si' que vigora.

Estamos na sociedade do descartável: copo descartável, prato descartável,
etc. Pessoas não são descartáveis, porém, o que não é descartável precisa ser
cuidado para ser durável.

O mundo precisa do testemunho dos casais de que o matrimônio vale a pena!
E, para que isso aconteça, é necessário um cuidado amoroso e carinhoso por parte
do marido e da esposa. Ambos têm o dever de cuidar um do outro com renovados
gestos de carinho e perdão diariamente.

É preciso declarar, todos os dias o amor, em gestos e palavras. A primeira
palavra que sempre digo para minha esposa ao iniciar o dia é: 'Eu amo você'. Não
é fácil dizer isso às vezes, pois muitas vezes acordo de mal comigo mesmo. Faça
isso agora também. Declare seu amor!

Aos solteiros e aos que ainda não se casaram, quero dizer o seguinte: 'Se
você estiver pensando em casar para ser feliz, não se case! Fique como está,
solteiro mesmo'. Mas, se sua intenção é casar para fazer alguém feliz, case-se e
você será a pessoa mais feliz do mundo!

O segredo da felicidade é fazer o outro feliz!


(Autor desconhecido)

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Morro de mel (parte 4 final)

Enfim...

4º dia - Domingo

Acordamos cedinho para poder pegar o café da manhã no início; e fomos os primeiros. Depois encerramos a conta na pousada. Voltaríamos para Salvador de lancha, ao contrário da vinda que foi de catamarã. Compramos as passagens na pousada mesmo; saída às 9h30.

Aproveitamos que ainda era cedo, e fomos tirar fotos no cais do Morro antes da partida. O céu ameaçava com uma chuva tenebrosa e possante. Temíamos que o mar ficasse revolto e a lancha chacoalhasse mais do que a catamarã - o que resultaria em enjôo certamente. Na fila para o embarque, o funcionário disse que o mar estava um "tapete". Fiquei tentando imaginar como seria um mar violento, já que aquele era o mar calmo.


Entramos na lancha e partimos para Salvador. Fui tentando controlar a respiração para não sentir enjôo, lembrando das recomendações do marinheiro da catamarão da ida. O marinheiro da lancha ficou conversando conosco, contando estórias de pessoas que já enjoaram nas viagens dele e como o vômito era difícil de ser removido do assoalho. Ótimo estimulante para as pessoas que não queriam enjoar. Apesar da vinda, a viagem de volta para mim foi tranquila. Rosinha teve um início de enjôo mas controlou direitinho respirando o ar marinho na popa da lancha.


Apesar de avisarem que a viagem entre Morro e Salvador dure uma hora e quarenta e cinco minutos, a catamarã tinha feito o percurso na ida em três horas e a lancha na volta fez em duas horas. Quando avistamos o Farol da Barra, é como se todos os enjôos passassem automaticamente. Acho que boa parte é meramente psicológico.





Para encerrar, as minhas dicas a quem vai a Morro de São Paulo:
a) leve apenas dinheiro para as passagens e alguma emergência; use o cartão do banco lá;
b) prefira a lancha, é mais rápida e chacoalha igual a catamarã;
c) não se deixe enrolar pelos carregadores de bagagem; pesquise as pousadas no site de Morro e já vá com ela definida;
d) leve repelente de insetos, lá tem muriçoca;
e) se prepare para gastar dinheiro;
f) curta bastante a 2ª praia, é a melhor.

Obrigado pela sua atenção!

Morro de mel (parte 3)

3º dia - Sábado
A nova pousada também servia o café da manhã das 8h às 10h. Mais pão dormido, frutas, bolos e café. O diferencial nessa pousada era que eu poderia pedir à cozinheira para preparar um misto quente ou um suco personalizado.

Antes de irmos para a praia, fomos explorar mais as ruas da Vila e descobrimos que, na entrada, há um caminho que leva para o alto do morro, onde ficam o farol e a saída da tiroleza. A subida começa com uma escadaria enorme feita de troncos de coqueiro enterrados na areia. Quando a escada termina, você avista o Farol do Morro, construído em 1855. Passando ao lado do farol, uma trilha leva à saída da tiroleza. A vista que se tem lá de cima é espetacular, como você, leitor, pode ver na foto. Pena que no momento em que estávamos lá, o céu estava nublado. Começou a chover logo em seguida.
Depois que a chuva passou, voltamos pela trilha que viemos e pegamos outra que nos levaria a um mirante que pouca gente conhece. Quem nos indicou esse caminho foi um casal que estava na tiroleza. Outra vista deslumbrante! Se o dia estivesse com céu claro, daria para vermos os altos prédios do Corredor da Vitória em Salvador. Só conseguimos ver a Ponta do Curral, uma vila em outra ilha próxima a Morro de São Paulo, e o cais do Morro. Voltamos para o farol e descemos a escadaria de troncos, agora encharcada pela água da chuva.

Depois que descemos, entramos em uma rua que tinha uma enorme fonte no final. Na placa de informação turística dizia que era a Fonte Grande, ou Fonte do Rei, o principal meio de abastecimento de água para a vila há séculos atrás. Praticamente, a EMBASA de antigamente. Depois da rua, tinha um caminho que levaria à Gamboa, mas resolvemos deixar o passeio para outra vez que voltássemos a Morro. Fomos para a 2ª praia aproveitar o resto do dia e últimos momentos em Morro. Ah, que vidinha difícil!!!
Na praia, percebemos o mesmo turista que havia sentado ao lado da gente no dia anterior se acomodando novamente ao lado das nossas espreguiçadeiras. Uma figura curiosa: chapéu modelo Havana, tomando caipirinha, lendo um romance escrito em alemão - mas de um autor espanhol - e, tudo isso, embaixo do sol. O cara só ficava embaixo do sol, o tempo todo. Eu até vi ele passando protetor solar mas, mesmo assim, ainda acho que ele deve estar todo queimado e despelando nesse momento.
Depois da praia, fomos para a pousada tomar um banho e almoçar no restaurante que ficava ao lado da pousada: Restaurante Tinharé. Pedimos um filé mignon com fritas e acompanhamentos de feijão, arroz e salada. Hum! Que delícia estava! Uma gostosa comida caseira dessas só pode dar um resultado: sesta.

Depois que acordamos, demos a última volta noturna pelas praias de Morro e encerramos tomando sorvete da Ribeira (!) na praça principal da vila. Se era mesmo da Ribeira, eu não podia provar, mas estava gostoso. No outro dia voltaríamos para Salvador e, como não somos pessoas de festa, fomos dormir cedo para começar a recuperar as energias. Até o post final!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Morro de mel (parte 2)

Continuando...

2º dia - Sexta-feira

O pessoal da pousada nos avisara no dia anterior que o café da manhã seria servido das 8h às 10h. Pulamos da cama e arrumamos nossas coisas pois mudaríamos de pousada assim que terminássemos o café da manhã.

Fomos levados pelo recepcionista à uma outra casa, onde os hóspedes poderiam degustar o desjejum. Muito pão dormido - talvez porque lá seja difícil fabricar pão - e frutas, suco e café. Nada maravilhoso como outros cafés da manhã que já provamos; era o suficiente para matar a fome.

Voltamos à pousada, pegamos as nossas coisas e fechamos a conta na recepção. Andamos pela rua até a outra pousada; o quarto já estava pronto esperando por nós. Pegamos a chave e fomos arrumar as nossas coisas. Assim que terminamos, fomos à praia.

A nossa intenção inicial era ir andando até a 5ª praia para depois voltarmos para ficar na 2ª praia. Mas um guia local nos recomendou que só fôssemos até a 4ª praia porque a última ficava a 4km depois desta; com o calor forte daquele dia se transformariam em 8km.

Passando pela 3ª praia (foto 1), vimos um cachorro fazendo pose para as câmeras de um grupo de turistas femininas. Êta cão descarado! Chegamos na 4ª praia (foto 2) e a chuva anunciou que iria cair. Resolvemos parar numa belíssima barraca-restaurante, deixar as coisas, e ir para a água mergulhar. Mergulho foi o que não conseguimos fazer direito; a 4ª praia forma uma piscina natural cujo nível da água bate no seu joelho por uma longa faixa desde a areia.

Quando a chuva passou, voltamos para a 2ª praia. Fomos abordados por um garçom de uma das barracas, e ele nos convenceu a deitarmos nas espreguiçadeiras ao custo de uma consumação mínima. Entre as espreguiçadeiras, havia um baú para guardamos nossas coisas e assim poderíamos ir tomar banho juntos com tranquilidade. Aliás, Morro é bastante tranquila, os próprios nativos tentam manter o local sem violência nem assaltos para não espantar os turistas. Ficamos na praia, almoçamos uma moqueca e depois nos recolhemos para dormir na pousada - a sesta após o almoço.

À noite, saímos para ver o que estava rolando na Vila. Tiramos fotos na frente da Igreja (foto 3) e ficamos circulando entre os turistas. É incrível como o local parece não pertencer ao Brasil. O que menos se ouve é o português; o que mais ouvi foi italiano, depois hebraico (idioma de Israel), e em seguida, espanhol, inglês e alemão. A recepcionista da pousada atual tinha até comentado conosco no dia anterior (quando saimos em busca de uma nova pousada) que era tão bom conversar em português de vez em quando.

A fome apertou e paramos uma creperia ao lado da pousada. Fizemos nosso pedido e continuamos observando a rua enquanto esperávamos. Lá, os bares e restaurantes ficam com as portas retiradas para que todos vejam o movimento da rua. Sim, isso mesmo, portas retiradas! Elas são removidas todo dia de manhã e recolocadas quando o local fecha. Alguns estabelecimentos funcionam por 24 horas e nem têm porta. Reparei na quantidade enorme de casais que circulavam pela rua: homem com mulher, homem com homem, e mulher com mulher. Até trios apaixonados pude perceber. O local é bastante democrático.

Terminamos nosso jantar e voltamos para o quarto para descansarmos. O outro dia prometia mais aventuras! Até o próximo post!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Morro de mel (parte 1)

A Rosinha me deixou a obrigação de contar as impressões que tivemos em Morro de São Paulo, segunda etapa de nossa lua de mel, já que ela fez os textos de Natal-RN.

1º dia - Quinta-feira

Acordamos cedo, tomamos café e fomos para o Terminal Marítimo do Mercado Modelo para tentarmos pegar a catamarã que parte às nove horas da manhã. Compramos os bilhetes e embarcamos no horário previsto.

Após vinte minutos de navegação comecei a me sentir mal. Eu suava muito, suava frio, e Rosinha foi comprar água pra mim. Um dos marinheiros percebeu e veio conversar comigo. Ele me disse para que ficasse na proa da embarcação, do lado de fora do abrigo, e respirasse bastante enquanto olhava para a Ilha de Itaparica; isso ajudou a controlar o mau estado. Várias pessoas já estavam passando mal e o saquinho de vômito era um recurso imprescindível para elas. Isso acontece com freqüência nessa travessia porque a embarcação tem que ir pelo alto-mar e, a depender do vento, as ondas são altas e se chocam muito contra a catamarã.

Findas três horas de enjôo e pressão baixa, a catamarã atraca no cais de Morro de São Paulo. É um misto de alívio, satisfação e alegria ao ver o verde do morro e saber que agora poderemos curtir o local à vontade. Mas, antes de ir procurar a pousada, é necessário pagar a taxa de turismo assim que passamos pelo arco chamado Portal do Morro. Depois ficamos sabendo que o prefeito do município de Cairu (ao qual o vilarejo é vinculado) não está fazendo muito pelo Morro e está desviando o dinheiro para outras finalidades da prefeitura. Denúncia da população de lá, ok?

Nós havíamos pesquisado algumas pousadas na Internet e tínhamos feito uma lista com algumas delas selecionadas. Na hora que você chega ao Morro, muitos carregadores de bagagem ficam te abordando e, na agonia do momento, você acaba sendo acompanhado por eles ao ingressar na vila. Um deles acabou nos levando à Pousada Gaúcho. Nos pareceu, naquele momento, uma boa escolha e ficamos com ela. Minhas únicas exigências eram ar-condicionado e banheiro privativo e ficamos num quarto apenas com isso por causa do preço baixo.

As ruas de Morro de São Paulo são calçadas apenas com areia. Nas ruas, o trânsito é formado por turistas estrangeiros (muitos), turistas brasileiros (poucos), carregadores de bagagem e outros nativos da ilha. As praias de Morro são numeradas e as três primeiras praias são as mais fáceis de acessar e tomar banho. A 4ª praia é um pouco mais distante mas não impossível de ser alcançada. A 5ª praia fica muito, muito distante. Para onde você olha tem gente que aceita cartão de crédito ou débito. Lá tem caixas eletrônicos do Bradesco e Banco 24Horas. Na casa lotérica é possível sacar dinheiro de contas da CEF e do BB. Nos postes, é notável a quantidade de cabos de rede de computador. Lá você sempre encontra uma lan house para acessar a Internet.

Deixamos a bagagem no quarto e fomos conhecer a 1ª praia, bastando para isso apenas andar um pouco. Por causa da exploração e da expansão comercial, essa praia está repleta de entulho de construção civil. A água não é poluída em nenhum local da ilha mas esse entulho na 1ª praia estraga um pouco o momento de entrar na água para tomar um banho porque machuca o pé quando pisamos nos restos de tijolos e brita. Nessa praia fica a tiroleza - uma corda erguida a 12 m de altura e que as pessoas descem em uma cadeira para mergulhar - mas o preço estava cinco vezes mais caro do que o aerobunda de Natal (e são praticamente a mesma coisa).

Depois de tomar umas cervejinhas e dar uns mergulhos no mar, fomos andando para a 2ª praia antes de voltarmos à pousada. Essa praia estava mais cheia de gente e não tomamos banho ainda; só passamos por ela e voltamos. No próximos posts contarei mais detalhes sobre esta praia. Olhando para o alto do Morro dá pra avistar o Farol e as antenas de telefonia celular - cujo sinal pega muito bem lá. Voltamos para a pousada pela rua para descansarmos um pouco antes de sair à noite.

Depois de acordarmos, reparamos melhor no quarto da Pousada Gaúcho. Não tinha lugar para guardar as roupas, não tinha porta-xampu e saboneteira, e o suporte de papel higiênico estava quebrado. A porta não fechava direito (tinha um macete pra fechar ela), as janelas não tinham cortinas e o ar-condicionado era bem barulhento. Decidimos averiguar outras pousadas durante o nosso passeio noturno.

Testamos uma ou duas pousadas sobre a disponibilidade de quartos para casal, acabamos ficando encantados com a Pousada Casa Blanca. A diária era 60% mais cara do que a pousada em que estávamos mas tinha ar, tv, frigobar, banheiro e varanda com rede. O quarto era mais arrumado, tinha guarda-roupa, enfim, estava perfeito. Decidimos reservar para no outro dia trocarmos de pousada.

Feita a reserva da pousada, fomos para a 2ª praia ver como era a noite lá. Passamos por umas mesas enfeitadas com luzes de velas e resolvemos jantar ali mesmo - um jantar romântico à luz de velas. Fomos recepcionados pelo dono do restaurante, um italiano que parecia estar feliz de morar em Morro de São Paulo e trabalhar numa praia todos os dias. Acabamos de comer e fomos pra pousada dormir.

No próximo post, conto detalhes de como foi o segundo dia nosso em Morro de São Paulo.